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PSD acusa António Costa de "insinuações graves"

O porta-voz do PSD rejeitou este sábado, 17 de Outubro, que estejam a ser escondidos dados sobre a situação do país, como acusou o secretário-geral do PS, e adiantou que a ministra das Finanças esclarecerá a "transparência e veracidade" das contas públicas.

Bruno Simão/Negócios
Lusa 17 de Outubro de 2015 às 13:41
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Em conferência de imprensa, na sede nacional dos sociais-democratas, em Lisboa, Marco António Costa declarou-se "deveras surpreendido" com as "insinuações graves" de António Costa, considerando que "não houve nada que possa justificar essas afirmações" nos dois encontros que PSD e CDS-PP tiveram com o PS, nos quais participou.

Depois, sem ninguém o questionar sobre isso, falou da reunião que houve entre a deputada do PSD e ministra das Finanças em exercício e o coordenador do cenário macroeconómico do PS, Mário Centeno: "Não há nada que possa justificar esta afirmação, tanto quanto me foi transmitido. Mas estou certo de que doutora Maria Luís Albuquerque não deixará de esclarecer publicamente o conteúdo dessa reunião e de dar aos portugueses toda a informação que comprova a transparência e a veracidade de toda a situação da nossa economia e das nossas contas públicas".

Na sexta-feira, em entrevista à TVI24, o secretário-geral do PS, António Costa, queixou-se de não lhe ser fornecido "o essencial dos dados económicos e financeiros" e afirmou que nas reuniões que teve com PSD e CDS-PP estes "foram sempre deixando cair uma nova surpresa desagradável que se vai tornar pública um dia".

Escusando-se a revelar o teor das conversas tidas com os presidentes do PSD, Pedro Passos Coelho, e do CDS-PP, Paulo Portas, António Costa falou em "omissões gravíssimas" e acrescentou que, "infelizmente, os portugueses hão-de saber, porque há um limite para a capacidade de o Governo omitir e esconder do país dados sobre a situação efectiva e real" em que Portugal se encontra. "Digo isto com muita preocupação", enfatizou.

O porta-voz do PSD reagiu a estas declarações acusando António Costa de recorrer à "mistificação e insinuação" para "tentar justificar a sua atitude não construtiva e a sua indisponibilidade para a construção de um diálogo franco e positivo com a coligação Portugal à Frente".

"É inaceitável que a meio de um processo negocial se lance estas atoardas injustificadas para tentar criar sombras na opinião pública que não têm o mínimo fundamento", considerou.

De acordo com o social-democrata, nada do que se passou nas reuniões entre PSD, CDS-PP e PS "justifica esta atitude de vir fazer estas insinuações e depois de se tentar esconder numa atitude ou numa postura de Estado de não querer revelar o que é que está na base dessas insinuações".

Marco António Costa referiu que a TAP foi um tema abordado por PSD e CDS-PP nas reuniões com o PS, acrescentando: "O dinheiro na TAP escasseia e há problemas graves de tesouraria, mas isso não é o segredo, isso é uma matéria do conhecimento de todos os portugueses".

"Nada do que foi dito de parte a parte justifica estas insinuações graves. Tentam lançar dúvidas injustificadas e infundadas sobre as contas públicas portuguesas, sobre a sua transparência e sobre real situação económica do país", reforçou.

Segundo Marco António Costa, as afirmações do secretário-geral do PS "de alguma forma deixam transparecer um certo desespero político, que pode estar a justificar esta radicalização e esta tentativa de criar uma perturbação injustificável ao processo negocial".

(Notícia actualizada às 14h45 com mais informação)

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