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PS não compreende comunicado de Maria Luís Albuquerque

O PS não compreende que a social-democrata Maria Luís Albuquerque tenha divulgado um comunicado sobre informações que foram transmitidas em reuniões em que a ministra das Finanças não esteve presente.

No final do encontro, António Costa afirmou que 'o documento apresentado pela coligação não traduz um esforço suficiente'.
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 17 de Outubro de 2015 às 20:35
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"O PS não compreende o teor do comunicado da doutora Maria Luís Albuquerque, já que a informação a que se refere o secretário-geral do PS foi transmitida em reuniões onde a doutora Albuquerque não esteve presente", refere uma nota divulgada pelo gabinete de imprensa dos socialistas.

Na sexta-feira, em entrevista à TVI24, o secretário-geral do PS, António Costa, queixou-se de não lhe ser fornecido "o essencial dos dados económicos e financeiros" e afirmou que nas reuniões que teve com PSD e CDS-PP estes "foram sempre deixando cair uma nova surpresa desagradável que se vai tornar pública um dia".

"Reiteramos as afirmações do secretário-geral do PS, não apenas quanto à sua substância como ao facto de a mesma ter sido transmitida nas diferentes reuniões mantidas com a delegação do PSD e do CDS-PP", lê-se na nota divulgada pelo PS.

Os socialistas consideram que Maria Luís Albuquerque protagonizou uma "manobra de diversão" para tentar "fazer esquecer que o PSD e o CDS continuam sem responder ao pedido de informação realizado pelo PS na sexta-feira dia 9 de Outubro".

Na entrevista à TVI24, António Costa não quis revelar o teor das conversas tidas com os presidentes do PSD, Pedro Passos Coelho, e do CDS-PP, Paulo Portas, mas falou em "omissões gravíssimas" e acrescentou que, "infelizmente, os portugueses hão de saber, porque há um limite para a capacidade de o Governo omitir e esconder do país dados sobre a situação efectiva e real" em que Portugal se encontra. "Digo isto com muita preocupação", enfatizou.

Maria Luís Albuquerque não faz parte da delegação social-democrata que se tem reunido o PS, conjuntamente com o CDS-PP, e que é composta pelo presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, e pelos vice-presidentes Jorge Moreira da Silva e Marco António Costa.

Este sábado, através de um comunicado do PSD, a social-democrata, eleita deputada por Setúbal, respondeu a António Costa declarando que "a situação das finanças públicas portuguesas é absolutamente transparente" e referindo-se a uma reunião que teve na segunda-feira com o coordenador do cenário macroeconómico do PS, Mário Centeno.

"Nada do conteúdo da referida reunião é suscetível de suportar as insinuações proferidas pelo secretário-geral do PS, nem no decorrer da mesma foram suscitadas quaisquer preocupações ou informações sobre temas que não sejam do conhecimento público ou que sejam passíveis de gerar alarme sobre a situação atual e perspetivas futuras do país", escreveu a ministra das Finanças em exercício.

Numa "nota de actualização" divulgada mais tarde pelo PSD, é especificado que não foram "suscitadas quaisquer preocupações ou informações" sobre temas como "o processo de privatização da TAP ou a investigação aprofundada sobre o Banif iniciada pela Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia".

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