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PS defende Centeno após ataque de Rio e acusa direita pela situação do Novo Banco

Depois de ouvir Rui Rio defender que Mário Centeno não dispõe de condições para continuar como ministro das Finanças, o deputado socialista João Paulo Correia veio a público defender o economista e líder do Eurogrupo e responsabilizar o Governo PSD-CDS pela resolução do BES que originou o Novo Banco.

Miguel Baltazar
David Santiago dsantiago@negocios.pt 13 de Maio de 2020 às 20:51
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O PS lamenta as "declarações abusivas" feitas por Rui Rio sobre o ministro das Finanças, defende o legado "notável" de Mário Centeno em mais de quatro anos no Governo e responsabiliza o Executivo de direita PSD-CDS pela forma como foi feita a resolução do antigo BES que deu origem ao Novo Banco.

Em declarações feitas ao final desta tarde, na Assembleia da República, pouco depois de também o líder do PSD ter usado aquele espaço para defender a saída de Centeno do Governo, o deputado do PS, João Paulo Correia, classificou as afirmações de Rio como "abusivas". 

"Rui Rio fez declarações abusivas sobre aquilo que foi o debate desta tarde. O debate não passou por saber se o ministro das Finanças, Mário Centeno, foi, é ou será ministro das Finanças. Do nosso ponto de vista isso não é minimamente discutível", disse o vice-presidente da bancada parlamentar socialista. 

O parlamentar do PS realçou o "trabalho notável ao serviço do país" feito por Mário Centeno como ministro das Finanças: "Basta ver os números que tínhamos em fevereiro, a redução da dívida pública, a redução do desemprego, o crescimento económico, resultados reconhecidos no plano internacional e no plano europeu, por isso é que é o líder do Eurogrupo". 

De seguida, João Paulo Correia acusou Rio de pretender "desviar o debate para uma certa teoria da conspiração", desvio esse que visa fazer esquecer aquilo que o PS fez no debate sobre o Novo Banco que decorreu hoje no Parlamento.

"O PS meteu o dedo na ferida naquilo que foi a responsabilidade do PSD na resolução do BES, quando prometeram ao país um banco bom e que não custaria nada aos contribuintes, e aquilo que acabou por acontecer é que o Novo Banco veio a revelar-se um banco péssimo e com custos para os contribuintes".

O deputado repetiu a argumentação usada também por Ricardo Mourinho Félix no debate desta quarta-feira, ao afirmar que a resolução do antigo Banco Espírito Santo redundou não num banco bom e noutro mau, mas num banco péssimo e noutro mau. 

A polémica em torno do Novo Banco teve início no debate quinzenal da semana passada, quando após ter garantido que não seria feita nenhuma transferência para o banco sem que estivesse concluída a auditoria à instituição, o primeiro-ministro, António Costa, foi obrigado a pedir desculpa ao Bloco de Esquerda (que havia interpelado o Governo sobre o assunto) por ter dado uma informação errada.

É que, tal como noticiara o Expresso, na véspera da garantia dada por Costa no Parlamento, o Ministério das Finanças tinha feito a transferência de 850 milhões de euros para o Novo Banco. Centeno começou por falar numa "falha de comunicação" com Costa, porém esta quarta-feira garantiu que a transferência não tinha sido feita à revelia de ninguém. 

Já depois da declaração de Centeno, o Presidente da República veio defender Costa ao sustentar que não devia ter sido feita qualquer transferência antes de estar concluída a auditoria que o próprio Marcelo Rebelo de Sousa pediu ainda em 2019. 

(Notícia atualizada)
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