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PS considera demissão de Pais Jorge "inevitável" e "tardia"

O PS qualificou esta quarta-feira de "tardia" mas "inevitável" a demissão do secretário de Estado do Tesouro mas argumentou que não pode fazer esquecer outras "questões", reiterando que o primeiro-ministro tem que se "pronunciar" sobre a confiança na "equipa das Finanças".

Bruno Simão/Negócios
07 de Agosto de 2013 às 13:36

"Para o Partido Socialista esta é uma decisão tardia, mas inevitável. O Governo tentou salvar o secretário de Estado até à última hora, mas foi obrigado a ceder, e ficou também demonstrado que esta nomeação nunca devia ter acontecido", afirmou à Lusa o secretário nacional João Ribeiro.

O dirigente socialista defendeu que "este é apenas um episódio de um triste espectáculo ao longo de todo este processo e que continua a haver outras questões em cima da mesa que não podem ser esquecidas com esta demissão".

"O que o PS quer é que o primeiro-ministro se pronuncie sobre o processo e sobre se tem ou não confiança na sua equipa das Finanças, a começar pela sua principal titular, a ministra das Finanças", insistiu.

Segundo o PS, "este episódio é mais um sinal que este Governo está a prazo, é um Governo em permanente crise, é um Governo, aliás, em degradação", prejudicando "a imagem de Portugal no exterior".

"Com a remodelação que se anuncia serão seis remodelações num só ano. Queremos também sublinhar que o processo não começou ontem mas também não acaba hoje, este processo já provocou a queda de três secretários de Estado e relembro também que cinco pessoas colocaram em causa a versão da ministra das Finanças no Parlamento sobre todo este processo e, apesar disso, a doutora Maria Luís Albuquerque foi promovida a ministra", afirmou.

João Ribeiro reiterou que "o primeiro-ministro tem que se pronunciar" e "esclarecer os portugueses sobre se mantém ou não mantém a sua confiança na equipa das Finanças".

O secretário de Estado do Tesouro, Joaquim Pais Jorge, apresentou esta quarta-feira a demissão do cargo, na sequência da polémica que envolve o caso “swap”, de acordo com um comunicado do Ministério das Finanças, depois de ter tomado posse a 2 de Julho.

Numa declaração de uma página, enviada pelo Ministério das Finanças, Joaquim Pais Jorge adianta que aceitou o convite para o cargo "com muito orgulho", já que "a situação que o país atravessa é dificílima", considerando por isso ser "uma enorme honra em poder ajudar" um país que estava sob assistência financeira.

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