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PSD questiona por que é que Governo de Sócrates não denunciou práticas como as do Citigroup

Marco António Costa fez uma declaração ao País em que, lamentando “o processo de intenções” sobre Joaquim Pais Jorge, reclama a averiguação de factos que podem conter ilícitos criminais por elementos ligados ao anterior Executivo.

Bruno Simão/Negócios
07 de Agosto de 2013 às 16:46

As movimentações políticas em torno do escândalo que levou à demissão de Joaquim Pais Jorge continuam. O Partido Social Democrata empurrou, esta quarta-feira, as culpas para o Executivo de José Sócrates.

“O PSD reclama das entidades competentes a averiguação dos factos divulgados pela imprensa”, declarou esta quarta-feira o antigo secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa, em nome do maior partido da coligação governamental.

A “Visão” noticiou, na passada quinta-feira, um artigo em que indicava que o Citibank, através de Pais Jorge e Paul Gray (responsável pela StormHarbour, consultora que ajudou o IGCP na gestão do dossiê “swaps” das empresas públicas), propôs ao Governo de José Sócrates a contratação de produtos financeiros que prometiam efeitos positivos nas contas públicas no curto prazo em contrapartida com maiores custos no futuro mais longínquo.

A SIC teve, depois, acesso a uma apresentação que terá sido proposta pelo banco norte-americano ao IGCP, organismo que gere a dívida pública. Um documento que prova a apresentação de produtos derivados “swaps” ao Governo de Sócrates em 2005, entretanto recusados. A estação de televisão afirmou que eram vários os bancos que faziam aquelas propostas na altura, que serviam para esconder a dívida e o défice público das estatísticas da Comissão Europeia.

O Ministério das Finanças questiona a veracidade do documento – defende que há elementos que foram alterados – e o PSD vem agora dizer que, a ser verdade que tais produtos foram propostos, é necessário saber que bancos é que o propuseram.

“[O PSD] questiona-se como é que o Governo de então não denunciou tais práticas ao Ministério Público e ao Banco de Portugal”, rematou Marco António Costa, falando na “eventual ocultação de actos” que poderão constituir “ilícito criminal” por parte de elementos ligados ao anterior Executivo.

Na declaração aos jornalistas, sem direito a perguntas, o antigo governante lamentou ainda “o facto do secretário de Estado do Tesouro ter sido alvo de um processo de intenções” que foi “cirurgicamente conduzido” por pessoas na posse de “documentos manipulados”. Joaquim Pais Jorge pediu a demissão esta quarta-feira na sequência das notícias e da pressão em torno do seu papel enquanto funcionário do Citigroup.

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