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Rio defende "eleições democráticas" na Venezuela e diz que "tempo do Maduro passou"

O presidente do PSD, Rui Rio, defendeu esta quinta-feira que, no seio da União Europeia, Portugal "deve bater-se" pela "realização de eleições democráticas" na Venezuela, porque "o tempo do Maduro passou" e é preciso "passar a outro tempo".

António Cotrim/Lusa
Lusa 24 de Janeiro de 2019 às 21:58
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"Aquilo que eu entendo é que, primeiro, Portugal deve alinhar com aquilo que for a posição da União Europeia (UE)" em relação à atual crise política na Venezuela, disse Rui Rio, em Évora.

 

Mas, no seio comunitário, "Portugal deve bater-se para que a União Europeia facilite a realização de eleições democráticas na Venezuela" e isto significa, segundo o líder do PSD, "constatar que o tempo do [Nicolás] Maduro passou e que temos que passar a outro tempo".

 

O presidente social-democrata falava aos jornalistas em Évora, numa unidade hoteleira, antes de uma reunião, à porta fechada, como militantes do partido.

 

Questionado sobre a situação de intranquilidade em Caracas, Rui Rio também destacou a importância de Portugal "acompanhar sempre a posição da UE" para "defesa dos portugueses, que são muitos", que residem naquele país.

 

Mas, insistiu, "a Venezuela tem, neste momento, uma oportunidade de poder caminhar para um regime democrático e para um desenvolvimento económico", contrariando aquele que "tem sido absolutamente desastroso".

 

"Aquele povo tem sofrido muito e acho que compete à comunidade internacional dar uma ajuda ao povo porque, caso contrário, não vejo como é que se consiga resolver a contento o problema. E a contento é em defesa do povo da Venezuela", sublinhou.

 

Questionado pelos jornalistas sobre se será prematuro reconhecer Juan Guaidó como presidente da Venezuela, Rui Rio insistiu: "É aquilo que eu entendo que Portugal se deve bater para que a UE faça".

 

"Entendo que Portugal, no seio da UE, deve-se bater para que a UE reconheça, efetivamente, Guaidó como líder da oposição e que acabou o tempo do Maduro".

 

Juan Guaidó autoproclamou-se na quarta-feira Presidente interino da Venezuela, perante milhares de pessoas concentradas em Caracas.

 

Os Estados Unidos, a Organização dos Estados Americanos (OEA), a maioria dos países da América Latina, à exceção de México, Bolívia, Nicarágua e Cuba -- que se mantêm ao lado de Maduro, que consideram ser o Presidente democraticamente eleito da Venezuela -, já reconheceram Juan Guaidó como Presidente interino da Venezuela.

 

Rússia, China, Turquia e Irão manifestaram também o seu apoio a Nicolas Maduro.

 

A União Europeia defendeu a legitimidade democrática do parlamento venezuelano, sublinhando que "os direitos civis, a liberdade e a segurança de todos os membros da Assembleia Nacional, incluindo do seu Presidente, Juan Guaidó, devem ser plenamente respeitados" e instando à "abertura imediata de um processo político que conduza a eleições livres e credíveis, em conformidade com a ordem constitucional".

 

Da parte do Governo português, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, expressou na quarta-feira pleno respeito pela "vontade inequívoca" mostrada pelo povo da Venezuela, disse esperar que Nicolás Maduro "compreenda que o seu tempo acabou" e apelou para a realização de "eleições livres".

 

Os Estados Unidos pediram a realização no sábado de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, para abordar a situação na Venezuela.

 

A Venezuela, país onde residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes, enfrenta uma grave crise política e económica que levou 2,3 milhões de pessoas a fugir do país desde 2015, segundo dados da ONU.

 

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