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Rui Rio antevê "crise política grave" com OE2022 e insiste em adiar diretas do PSD

Presidente do PSD considera "prudente" aguardar pela viabilização do Orçamento do Estado para o próximo ano, antes de se decidir o futuro da liderança social-democrata. Rui Rio quer esperar para ver votação do OE2022 e acautelar cenário de eleições legislativas antecipadas.

José Coelho / Lusa
Joana Almeida JoanaAlmeida@negocios.pt 14 de Outubro de 2021 às 22:08
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O presidente do PSD, Rui Rio, defendeu esta quinta-feira que as ameaças de chumbo do Bloco de Esquerda e PCP são mais do que "teatro" e que o país pode entrar numa "crise política grave". O líder do PSD pede, por isso, o adiamento das eleições diretas do partido para depois da aprovação do Orçamento do Estado do próximo ano (OE2022).

"Estamos na iminência de ter uma crise política grave. O Orçamento do Estado pode não passar. Isso significa que pode haver eleições legislativas antecipadas em Portugal. Qualquer português e militante do PSD entende que é prudente agardarmos pela votação do OE", insistiu Rui Rio, à entrada para a reunião do Conselho Nacional. 

Rui Rio defende que, antes de se marcarem as diretas para eleger o presidente do PSD, é preciso "verificar se há crise política" nos próximos meses, para o PSD se preparar para um possível cenário de eleições legislativas antecipadas. "Depois podermos marcar tranquilamente as diretas do partido, mas só depois de o OE estar aprovado", reiterou.

Analisando o comportamento do Bloco de Esquerda, PCP e do PS, Rui Rio está convicto de que as dificuldades em viabilizar o OE2022 não são "um teatro". "Há uma divergência forte entre o Governo do PS e o BE e PCP. Se depois termina num orçamento não aprovado, não sei. Mas é por não saber que julgo ser prudente o PSD atender a este facto", disse.

O presidente do PSD disse ainda que, depois de ter sugerido que as diretas fossem adiadas para depois do OE, recebeu "um conjunto de ataques", alguns "muito pouco nobres", de militantes a acusá-lo de suspender a democracia interna. Rui Rio nega, no entanto, estar agarrado ao poder e puxou pelos galões das autárquicas.

"Lamento profundamente que depois das eleições autárquicas, em que não averbámos uma vitória aritmética mas uma vitória política, tendo ganho muitas câmaras, incluindo a de Lisboa, já queiram destruir tudo o que o partido conseguiu de impulso político para umas eleições legislativas que podem ser mais breves do que possível", concluiu.

O Governo mantém-se em negociações com os partidos à esquerda, mas o BE e o PCP já avisaram que não irão aprovar a proposta de OE2022 como está. A votação na generalidade está marcada para dia 27.
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