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Seguro diz que país precisa de estabilidade, Ventura quer reflexão sobre PGR

Campanha para a segunda volta das presidenciais arrancou esta quarta-feira. Candidato socialista esteve num almoço com apoiantes do setor da cultura. Líder do Chega encontrou-se com estudantes na Universidade Lusíada.

André Ventura e António José Seguro tiveram um debate televisivo antes do arranque da  campanha.
André Ventura e António José Seguro tiveram um debate televisivo antes do arranque da campanha. José Fonseca Fernandes
28 de Janeiro de 2026 às 19:16

 No arranque da campanha para a segunda volta das presidenciais, António José Seguro optou por fazer um discurso de união, considerando que o país precisa de estabilidade, enquanto André Ventura insistiu numa reflexão sobre a nomeação de vários altos cargos do Estado, nomeadamente a Procuradoria-Geral da República (PGR), criticando que essa indicação seja feita pelo Governo.

Seguro, que almoçou com apoiantes do setor da Cultura no Beato, em Lisboa, fez o rescaldo do debate televisivo do dia anterior com Ventura, considerando que o país percebeu as “diferenças” entre ambos. Os portugueses não são extremistas, os portugueses não são divisionistas e nós vivemos num mundo onde há muitas incertezas, onde há muitas divisões, não precisamos de mais divisões no nosso país".

"Eu quero ser o presidente da estabilidade, não como um fim em si mesmo, mas como um meio para que os governos tenham condições para resolver os problemas dos portugueses. Esse é sempre o meu foco, uma política centrada nas soluções", António José Seguro.

O candidato apoiado pelo PS disse que no debate televisivo "ficou claro" quem "é um candidato da Presidente da República", o próprio, e quem é "um líder partidário", André Ventura. Seguro voltou ainda a dizer que, caso seja eleito, será "um Presidente independente e equidistante de todos os partidos", o que obriga a ter "um tratamento igual em relação a todos os partidos a partir de lá".

André Ventura, que se reuniu com estudantes da Universidade Lusíada, em Lisboa, afirmou aos jornalistas que preferia que não fosse o Presidente a fazer a nomeação do procurador-geral da República, apesar de ter defendido essa posição na proposta de revisão constitucional do Chega em 2022.

Questionado sobre se a nomeação poderia ser feita só pelo Presidente, André Ventura, que também assinou a proposta de revisão constitucional do grupo parlamentar do Chega, afirmou que “preferia que não”.

“Acho que nós devemos evitar poderes absolutos e poderes de natureza absoluta. Acho que esta reflexão é mesmo importante de ser feita porque pode vir a salvaguardar no futuro a independência da justiça portuguesa”, disse o também líder do Chega.

Sobre receios de corporativismo dentro do Ministério Público, o candidato presidencial disse que tem mais medo de “partidos permanentemente a tentarem proteger os seus amigos, nomeando pessoas suas amigas ou suas próximas”.

Apesar de atualmente o atual PGR estar dependente de indicação do Governo, André Ventura rejeitou que Amadeu Guerra esteja a fazer “um frete” ao primeiro-ministro, vincando que tem “a melhor opinião” daquele magistrado.

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