Passos Coelho não mexe no IVA da restauração

Pedro Passos Coelho afirmou em entrevista à TVI que não pretende baixar o IVA da restauração nem qualquer outro e colocou de parte a possibilidade de governar com o PS. Num modelo em que foi questionado em estúdio pela assistência, disse ainda considerar difícil uma coligação pós-eleitoral com o PS.
Miguel Baltazar/Negócios
Bruno Simões 23 de Julho de 2015 às 22:05

Pedro Passos Coelho garantiu esta quinta-feira, em entrevista à TVI, que não pretende baixar o IVA da restauração. Questionado, em estúdio, por um emocionado empresário do sector, o primeiro-ministro justificou que o problema dos cafés e restaurantes não foi o aumento do IVA de 13% para 23%, mas sim "a procura", porque as pessoas deixaram de ter dinheiro para os frequentar. Por isso, Passos disse: "não vou prometer baixar o IVA da restauração".

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Mais à frente, Passos foi ainda mais claro: "o IVA não terá margem para baixar nos próximos quatro anos".

 

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Neste formato da entrevista à TVI, Passos Coelho foi sujeito a perguntas de cidadãos, em directo, que estavam no estúdio. O primeiro-ministro refutou as críticas de uma reformada, explicou a um desempregado que os estágios estão a ser um trampolim para o emprego e até anunciou a solução para o ramal da Lousã.

Antes das perguntas da assistência, Passos Coelho explicou ao moderador e entrevistador José Alberto de Carvalho que será difícil que o PS e a coligação governem juntos, porque as propostas que existem são "completamente diferentes, e é bom que [os portugueses] saibam que não é muito fácil que essas propostas se possam fundir porque são muito diferentes". "Em minha convicção não podemos andar dois ou três anos a seguir as eleições a ver se nos entendemos no Governo", acrescentou Passos Coelho.

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