Ventura vê com naturalidade eventual apoio de Cotrim. Candidato da IL não recua
Acompanhe as atualizações do nono dia da campanha das eleições presidenciais. Portugueses vão a votos no dia 18 de janeiro.
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Cotrim insiste que vai à segunda volta e que se não for pode apoiar qualquer candidato
O candidato presidencial Cotrim Figueiredo insistiu esta segunda-feira que o seu "cenário base" é ir à segunda volta e caso não aconteça, algo de que duvida, não exclui apoiar nenhum candidato, incluindo André Ventura, ou mesmo não apoiar ninguém.
Depois de no Mercado Municipal do Fundão ter dito que não excluía apoiar nenhum candidato numa eventual segunda volta onde não estivesse, algo que considerou muito pouco provável, as críticas por parte dos adversários na corrida a Belém não tardaram, nomeadamente de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS-PP, que considerou que Cotrim Figueiredo com aquela afirmação está a reconhecer que não vai à segunda volta.
"Marques Mendes veio dizer que isto é a assunção de que eu não vou à segunda volta, vocês não ouviram nada disso, pois não", disse o também eurodeputado aos jornalistas, no final de uma visita à empresa Dinefer em Castelo Branco.
E acrescentou: "Meus queridos adversários, mantenham a calma, não tentem interpretar as palavras que eu não disse como a assunção de alguma coisa que não seja".
Instado, por diversas vezes, a dizer claramente se apoiaria André Ventura, líder do Chega, numa eventual segunda volta, Cotrim Figueiredo respondeu com uma pergunta: "Qual é a dúvida desta frase? Não excluo nenhuma hipótese, incluindo André Ventura, incluindo Seguro, incluindo Manuel João Vieira, incluindo não apoiar ninguém".
Ventura vê "com naturalidade" eventual apoio de Cotrim, mas acusa-o de ser bloquista "bem vestido"
O candidato presidencial André Ventura disse esta segunda-feira ver "com naturalidade" um eventual apoio de Cotrim de Figueiredo numa segunda volta contra Seguro, mas criticou o liberal, classificando-o como um bloquista "de fato e gravata".
"Vejo a declaração do João Cotrim de Figueiredo com naturalidade, de que, como é provável, eu esteja na segunda volta e o [outro] candidato seja o António José Seguro, que esses apoios possam manifestar-se e que isso possa acontecer. Eu também procurarei evitar ao máximo que haja um Presidente socialista", afirmou o também presidente do Chega.
Ventura falava aos jornalistas durante uma visita à Adega de Vila Real, depois de o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal ter afirmado esta segunda de manhã, em Castelo Branco, que não exclui apoiar nenhum candidato numa segunda volta na qual não esteja, incluindo o líder do Chega.
"O André Ventura dos últimos quatro dias eu ainda não conheci. Moderou o discurso e parece um político diferente", considerou Cotrim.
Interrogado sobre se também apoiaria Cotrim caso o opositor do liberal numa segunda volta fosse Seguro, Ventura respondeu que não está a colocar esse cenário em cima da mesa, afirmando que "todas as sondagens" o colocam numa segunda volta.
"Se isso não acontecer, falaremos novamente e já sabem qual é o meu princípio: evitar ao máximo que haja um presidente socialista", acrescentou.
Mendes preparado para mais quatro semanas diz que Cotrim admitiu inutilidade de votar em si
O candidato presidencial Luís Marques Mendes disse esta segunda-feira estar preparado para mais quatro semanas de campanha e acusou Cotrim Figueiredo de ter admitido a inutilidade de votar em si.
No final de uma visita à feira de Paredes, no distrito do Porto, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP foi questionado sobre as declarações do candidato apoiado pela IL que revelou esta segunda-feira que, numa eventual segunda volta das eleições em que não esteja, não exclui o apoio a qualquer candidato, incluindo André Ventura.
"Cotrim de Figueiredo, ao dizer o que disse, está no fundo a reconhecer que não vai à segunda volta. Está a reconhecer aquilo que muita gente diz, que um voto na candidatura da Iniciativa Liberal é um voto inútil, inútil, porque não vai passar à segunda volta, porque não vai ganhar", afirmou.
Pelo contrário, defendeu, Marques Mendes diz já ter a segunda volta programada na sua cabeça.
"Houve uma pessoa que me abordou dizendo que só falta uma semana: eu disse, não, não, faltam quatro semanas, portanto, a minha perspetiva é a do dia 8 de fevereiro", disse.
O candidato disse já ter previsto fazer um debate com aquele que venha a ser o seu adversário e que terá de pensar quais as zonas do país a visitar nessa segunda fase, que acontecerá caso nenhum dos candidatos obtenha mais de 50% dos votos expressos a 18 de janeiro.
António Filipe preocupado com acordo do Mercosul em dia dedicado à agricultura
O candidato presidencial António Filipe mostrou-se esta segunda-feira muito preocupado com o tratado com o Mercosul e chamou a atenção para a agricultura, a investigação e o retrocesso com a extinção ou fusão de instituições públicas.
"Com muita preocupação e daí os protestos dos agricultores em vários países europeus é muito significativo", afirmou o candidato presidencial apoiado pelo PCP e PEV sobre o tratado da União Europeia com o Mercosul.
António Filipe, que falava em Elvas, distrito de Portalegre, à margem e uma visita à Estação Nacional de Melhoramento de Plantas, afirmou ainda que o "acordo com o Mercosul globalmente para Portugal não é favorável".
"Para a agricultura portuguesa há uma grande preocupação com isso, como acontece geralmente com os agricultores espanhóis, franceses e italianos, que têm vindo a manifestar, creio que isso também nos afeta a nós", referiu.
Isto porque, justificou, "criam-se condições para que o agronegócio de países da América Latina, chegue em melhores condições à Europa, o que vai dificultar muito a capacidade de resposta por parte da agricultura nacional, por exemplo, setores que são muito importantes para Portugal, como por exemplo o setor do vinho, vai ter mais dificuldades com este acordo", justificou.
Jorge Pinto diz-se triste mas não surpreendido por Cotrim não excluir apoio a Ventura
O candidato presidencial Jorge Pinto disse esta segunda-feira que o entristece, mas não surpreende, ver João Cotrim Figueiredo a não excluir o apoio a Ventura numa segunda volta, acusando o liberal de abdicar dos seus princípios por calculismo.
"Se há alguém que tem falado contra a nossa democracia é André Ventura. Que João Cotrim Figueiredo esteja confortável com isso e que assuma que poderia votar nele, a mim entristece-me, mas na verdade não me surpreende, porque os pontos de contacto entre João Cotrim Figueiredo e a Iniciativa Liberal e o Chega e André Ventura, são vários", afirmou.
Jorge Pinto falava aos jornalistas após uma reunião com representantes da associação Casa Qui, em Lisboa, sobre o candidato presidencial Cotrim Figueiredo ter revelado que, numa eventual segunda volta das eleições em que não esteja, não exclui o apoio a qualquer candidato, mesmo após ser questionado sobre se apoiaria André Ventura.
O candidato a Belém apoiado pelo Livre, que disse não ter visto, em concreto, o que foi dito pelo candidato apoiado pela IL, defendeu que a sua posição demonstra o conforto de Cotrim com os ataque que André Ventura pretende pôr em marcha contra a Constituição.
Jorge Pinto reiterou ainda que apoiará qualquer nome que concorrer contra o líder do Chega numa eventual segunda volta, inclusive Cotrim Figueiredo, considerando que o liberal se mantém no "arco republicano", mas acusou o candidato de calculismo político para chegar à segunda volta.
"Esta tentativa de João Cotrim Figueiredo e de outros candidatos de querer agradar a gregos e a troianos, de querer alargar o seu leque de eleitorado clássico para tentar passar à segunda volta, é perigoso. É perigoso porque quando nós abdicamos dos nossos princípios, quando nós abdicamos de ser aquilo que somos e aquilo que pensamos por um mero calculismo político, então estamos dispostos a tudo por mera vontade de poder", criticou.
Catarina Martins diz que votará "sempre contra a indecência" numa eventual segunda volta
A candidata presidencial Catarina Martins voltou esta segunda-feira e apelar ao voto por convicção no dia 18 de janeiro, afirmando que "está tudo em aberto" para uma eventual segunda volta, na qual assegura que votará "sempre contra a indecência".
Ao longo da campanha, a candidata apoiada pelo BE tem evitado teorizar sobre os resultados da primeira volta das eleições presidenciais, no domingo, e sobre uma eventual segunda que, a realizar-se, está marcada para o dia 08 de fevereiro.
Esta segunda voltou a afirmar que "está tudo em aberto", mas antecipou que no caso de não ser um dos dois nomes a votos nessa segunda volta, há opões que exclui à partida, ao contrário de João Cotrim Figueiredo, que disse hoje não afastar o apoio a qualquer candidato.
"A política precisa de decência. Eu votarei sempre contra a indecência e a selvajaria", referindo-se, implicitamente, a André Ventura, em declarações aos jornalistas no final de uma visita ao projeto Seixal Criativo, apoiado pela Câmara Municipal do Seixal.
Questionada sobre a posição de Cotrim Figueiredo, que considerou que o líder do Chega, nos últimos dias, moderou o discurso e parece um político diferente, Catarina Martins sublinhou que "as pessoas são os seus percursos".
"Há quem tenha semeado o ódio, a divisão e os problemas no país. E há quem tenha estado sempre do lado de quem trabalha, de quem constrói Portugal e que não desista de uma economia mais qualificada e de uma democracia mais forte", comparou.
Humberto Correia defende turismo verde para o interior do país
O candidato presidencial Humberto Correia encerrou esta segunda-feira a sua campanha eleitoral em Portalegre, tendo feito um balanço "muito positivo" da sua ações, defendendo projetos de turismo verde para potenciar a economia no interior do país.
"Eu acho que podemos desenvolver aqui [interior] aquilo que se chama turismo verde, esta é a minha opinião e faz parte das minhas propostas plantar florestas nativas, criar ecossistema para as futuras gerações", defendeu.
Em declarações aos jornalistas em Portalegre, o candidato considerou que o turismo verde "é muito importante" para o desenvolvimento e "ajudaria bastante as regiões do interior, em particular Portalegre e a serra de São Mamede.
Envergando um traje semelhante ao de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, o também pintor, que trabalhou 15 anos na construção civil, anda "há mais de um mês" a percorrer os 18 distritos de Portugal continental.
Em Portalegre, entre uma 'selfie' com uma ou outra pessoa que passava pela zona do rossio e questionava o candidato sobre os motivos que o levavam a envergar um traje semelhante ao de D. Afonso Henriques, Humberto Correia destacou aos jornalistas que "o melhor da campanha" foi "comunicar com as pessoas".
Gouveia e Melo ri-se quando confrontado com críticas de Ventura a campanha de ataques
O candidato presidencial Gouveia e Melo desatou a rir quando foi confrontado com o facto de o seu adversário André Ventura ter criticado campanhas baseadas em ataques, a falar-se mal uns dos outros.
No domingo, em Viseu e em Aveiro, o presidente do Chega recusou um estilo de campanha presidencial em que os adversários passem o tempo a falar "mal uns dos outros" e considerou que "ninguém quer" isso no país.
"Eu quero fazer uma campanha elevada, discutir as causas e os problemas do país", contrapôs André Ventura.
Confrontado com estas declarações, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada reagiu soltando uma gargalhada: "Eu vou rir-me, não há outra hipótese. Essa foi boa, essa é uma boa piada: O candidato André Ventura lamentou os ataques", exclamou, sempre a rir-se perante os jornalistas.
Nas declarações que fez aos jornalistas, Gouveia e Melo criticou uma vez mais a "falta de transparência" na vida política.
Cotrim Figueiredo não exclui apoio a nenhum candidato numa eventual segunda volta
O candidato presidencial Cotrim Figueiredo revelou esta segunda-feira que, numa eventual segunda volta das eleições em que não esteja, não exclui o apoio a qualquer candidato.
"Não excluo qualquer candidato, mas teria de fazer uma reflexão profunda", admitiu o também eurodeputado, no final de uma visita ao Mercado Municipal do Fundão onde teve, a seu lado, o vice-presidente da Assembleia da República Rodrigo Saraiva, a ex-deputada do PSD Liliana Reis e o vereador na Câmara Municipal da Covilhã, que concorreu como independente eleito pelo CDS-PP, Eduardo Cavaco.
Questionado sobre se apoiaria o adversário André Ventura na corrida a Belém, o antigo líder da IL reafirmou que, nesta altura, não exclui ninguém.
"O André Ventura dos últimos quatro dias eu ainda não conheci. Moderou o discurso e parece um político diferente", considerou.
Apesar da insistência dos jornalistas, Cotrim Figueiredo referiu que, com a "dinâmica que está", o único cenário de que lhe interessa falar é aquele onde está na segunda volta das eleições presidenciais.
E num eventual cenário em que passe à segunda volta com André Ventura, líder do Chega, questionado sobre se gostaria de ter o apoio dos restantes candidatos da direita, Cotrim Figueiredo foi perentório em dizer que "acha que não precisa".
Pedro Nuno apoia Seguro e destaca experiência e independência
O ex-líder do PS Pedro Nuno Santos apoiou esta segunda-feira a candidatura presidencial de António José Seguro, considerando que se conseguiu impor e "convencer até os mais céticos" e que se destaca em relação aos adversários pela experiência e independência.
"António José Seguro tem a experiência política que Henrique Gouveia e Melo não tem; a independência face ao Governo que Marques Mendes não tem; o compromisso com a defesa da Constituição que André Ventura e Cotrim Figueiredo nunca terão e a possibilidade de vencer que António Filipe, Catarina Martins e Jorge Pinto não têm", pode ler-se numa publicação nas redes sociais de Pedro Nuno Santos.
O ex-líder do PS recorda que sempre defendeu que o PS devia apoiar um candidato nesta corrida em Belém, e saudou essa decisão do seu partido, considerando que não o fazer no passado "só beneficiou os candidatos da direita.
"Fico ainda mais contente por esse apoio ser dirigido a António José Seguro", enfatizou.
Para Pedro Nuno Santos, num momento de "avanços contra o estado social e os direitos laborais" é preciso "um Presidente que não esteja zangado com a Constituição que temos".
"Precisamos de alguém que a defenda e a que proteja. Alguém que vindo da esquerda social-democrata defenda um país onde todos se sintam respeitados, com justiça social e igualdade de oportunidades", elogiou.
Gouveia e Melo afirma que tem boa relação com Montenegro mas promete exigência
O candidato presidencial Gouveia e Melo afirmou esta segunda-feira que tem boa relação com o primeiro-ministro e que acredita que fará "boa equipa" com ele, com uma atitude exigente face à governação e desde que haja lealdade institucional.
"Das vezes que falei com o senhor primeiro-ministro tive sempre uma boa relação com ele. Portanto, não tenho nenhum problema", declarou o ex-chefe do Estado-Maior da Armada aos jornalistas no final de uma ação de campanha na Feira de Espinho, cidade de onde é natural Luís Montenegro.
Logo a seguir, porém, Henrique Gouveia e Melo salientou que uma boa relação institucional entre Presidente da República e primeiro-ministro "não significa uma falta de exigência".
"Um Presidente da República que exige uma boa governação ajuda à própria governação. Muitas vezes, quando temos de passar uma barreira, superamo-nos. E a Presidência [da República] é essa barreira", justificou.
Nas declarações que fez aos jornalistas, o candidato presidencial manifestou-se mesmo confiante de que "fará uma boa equipa" com o primeiro-ministro, "desde que haja lealdade institucional".
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