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Ao minuto16.01.2026

Candidatos fazem últimos apelos ao voto por uma oportunidade na segunda volta

Acompanhe o último dia da campanha para as eleições presidenciais. Portugueses vão às urnas no domingo, 18 de janeiro.

Gouveia e Melo comove-se com senhora iraniana a chorar nos seus braços
Gouveia e Melo comove-se com senhora iraniana a chorar nos seus braços José Sena Goulão / Lusa - EPA
16 de Janeiro de 2026 às 19:29
16.01.2026

Cotrim confiante na passagem à segunda volta apesar dos "ataques brutais"

O candidato presidencial Cotrim Figueiredo avisou hoje que, apesar das dificuldades e "dos ataques brutais" de que foi alvo, ninguém o vai parar e vai conseguir passar a uma eventual segunda volta.

"Apesar de, ao princípio, só nós acreditarmos, apesar das dificuldades que fomos tendo e apesar dos ataques brutais esta candidatura vai conseguir chegar à segunda volta", afirmou o também eurodeputado no jantar de encerramento de campanha numa unidade hoteleira em Braga.

Perante uma sala com cerca de 350 apoiantes, que o ia interrompendo com aplausos, o antigo líder da Iniciativa liberal (IL) recordou que a sua candidatura "já fez história" na campanha eleitoral apesar de ter menos meios, menos dinheiro, menos eleitorado inicial e menos cobertura mediática.

"E, mesmo assim, vai conseguir chegar à segunda volta", apontou enquanto gritavam "Portugal, Portugal, Portugal".

A dois dias das eleições presidenciais, que vão escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, Cotrim Figueiredo, apoiado pela IL, lembrou que "chegou a hora de escolher e a hora de escolher em consciência".

No domingo, os portugueses farão uma escolha sobre algo que é simples e, no entanto, "absolutamente crucial", por isso, pediu a mobilização do eleitoral, apelo que tem vindo a fazer diariamente.

Este domingo decide-se quem passa à segunda volta e, isso, "não é coisa pouca", assinalou.

"Querem ou não que algo mude em Portugal?", questionou para, de seguida, advertir que quem quer mesmo mudar só pode votar em si.

"Foi uma campanha positiva, feita com alegria, com confiança, com verdade e com otimismo. Mobilizou portugueses de todas as idades, de todas as condições sociais, de todos os partidos e de todas as regiões", contou.

Considerando que Portugal está pronto para mudar, Cotrim Figueiredo, visivelmente entusiasmado, considerou que já ninguém consegue negar que a sua candidatura trouxe algo novo à vida política portuguesa.

"Não por instruções ou orientações de ninguém, mas pela vossa decisão livre. Vocês apareceram", frisou.

Insistindo na mensagem, Cotrim Figueiredo, que tinha na sala o vice-presidente da Assembleia da República Rodrigo Saraiva, e os deputados da IL Joana Cordeiro e Miguel Rangel, avisou que cada voto conta, pesa e deixa marca.

"No domingo, quando saírem de casa lembrem-se disto, não vão apenas votar por vocês, vão votar pelos vossos filhos e pelo vosso país", disse, ao som da música dos Queen `Don´t Stop Me Now´ [Não me parem agora].

16.01.2026

"Eu estarei lá" e não serei "prolongamento do Governo", promete Mendes

O candidato presidencial Luís Marques Mendes prometeu hoje que não será "um prolongamento do Governo", mas "um árbitro", e assegurou que será mais ativo do que os seus antecessores, prometendo estar ao lado dos mais frágeis e vulneráveis.

No comício de encerramento da campanha do candidato apoiado por PSD e CDS-PP, na Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos -- com cerca de 150 lugares sentados, mas com muitas pessoas de pé -, Mendes quis explicar qual será o modelo da sua Presidência, se for eleito no domingo.

"Serei um Presidente diferente dos meus antecessores, porque as circunstâncias são radicalmente diferentes. Não é nenhuma crítica, serei também diferente da generalidade dos meus adversários nesta eleição, porque a maior parte deles está aqui para fazer prova de vida. Mas se tiver a confiança dos portugueses, eu estarei lá", disse, lançando uma espécie de novo 'slogan' a poucas horas do encerramento da campanha.

O candidato apoiado por PSD e CDS-PP avisou que poderá não estar "todos os dias nos telejornais ou permanentemente nas redes sociais".

"Isso provavelmente não. Mas eu queria que soubessem eu estarei lá, para não permitir que a injustiça faça o seu custo em Portugal. Batendo o pé contra a injustiça e a injustiça social. Eu estarei lá para defender o Serviço Nacional de Saúde que é, a seguir à liberdade e à democracia, uma das maiores conquistas do 25 de Abril", disse.

Marques Mendes assegurou que não pretende atuar como "um prolongamento do Governo ou do parlamento, mas para ser um árbitro".

"Um árbitro com independência que aconselha o Governo quando as coisas não correm bem, que apela à correção quando as coisas correm mal, mas que sabe que é fundamental dar condições a um Governo, este ou qualquer outro, para cumprir uma legislatura, apresentar resultados e ajudar a reformar e a mudar Portugal", afirmou.

O antigo líder do PSD afirmou que pretende ser um chefe de Estado mais ativo: "Não deixar que os problemas se arrastem e não permitir que as questões importantes fiquem na gaveta".

Prometendo defender sobretudo "os mais vulneráveis", como os jovens ou pensionistas, deixou um último apelo ao voto, manifestando confiança no resultado de domingo.

"Acreditem comigo, nós vamos estar lá na segunda volta. Acreditem comigo, nós vamos estar lá em mais três semanas de campanha. Acreditem comigo, eu estarei lá", afirmou.

Numa crítica, também não explicitada, ao líder do Chega e candidato presidencial André Ventura, repetiu que nos últimos anos não esteve "aos berros".

"Estive de uma forma construtiva no espaço público, a valorizar a cidadania, a não permitir que a injustiça social fizesse o seu caminho, a defender a sensibilidade social, a estar ao lado daqueles que precisavam de voz", disse, considerando que tal foi importante em momentos como os da pandemia ou da crise da inflação.

Mendes voltou a apelar ao voto em si com base na defesa da estabilidade.

"Pensem acima de tudo que fazer eleições de ano a ano não é modo de vida para ninguém. A estabilidade não é um bem tão importante assim para os políticos, mas é absolutamente essencial para as pessoas. O povo precisa de estabilidade", apelou.

Mendes reclamou ter feito uma campanha em crescendo e sempre pela positiva, enquanto outros a fizeram "ou aos gritos ou cheia de generalidades".

"Uma campanha feita com decência política, quando, em alguns momentos especiais, alguns dos meus adversários quiseram lançar lama para o debate político", disse, numa das passagens mais aplaudidas do seu discurso.

No comício de encerramento marcaram presença vários ministros como António Leitão Amaro e Carlos Abreu Amorim -- que ainda não tinham participado na campanha no período oficial -, bem como Miguel Pinto Luz, Gonçalo Matias, Joaquim Miranda Sarmento, Graça Carvalho e Maria do Rosário Palma Ramalho, além de deputados, dirigentes e antigos dirigentes sociais-democratas e democratas-cristãos.

16.01.2026

Gouveia e Melo afirma que é único candidato que quer mudança em democracia

O candidato presidencial Gouveia e Melo afirmou hoje que é o único que está contra as "águas estagnadas" no país e que defende uma mudança, mas sem aventuras e sem colocar em causa o regime democrático.

Perante poucas centenas de apoiantes, no comício de encerramento da sua campanha presidencial, no Pátio da Galé, no Terreiro do Paço, em Lisboa, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada voltou a defender a tese de que a sua eventual eleição "não significará a derrota de nenhum partido, porque é independente".

Tal como nos últimos dias, alertou os eleitores de esquerda "para não caírem na armadilha" de votar no antigo secretário-geral do PS António José Seguro "julgando que é o voto útil", porque esse candidato, numa segunda volta, pode perder com o líder do Chega, André Ventura.

André Ventura foi novamente visado pelo almirante por ter tido uma "comportamento indigno" ao vestir um camuflado militar, "desrespeitando quem serve nas Forças Armadas". E disse que o líder do Chega tinha protagonizado uma situação de "desrespeito aos bombeiros" durante o combate aos fogos do último verão.

Procurou depois traçar uma diferença de fundo entre si e os outros candidatos, incluindo André Ventura.

"Sou o único que verdadeiramente defende uma mudança. Uma mudança democrática num país renovado e não é uma mudança sem sentido, aventureira, ou uma mudança que possa pôr em risco o regime democrático", declarou.

A seguir, já após se ter insurgido contra as "tribos partidárias na administração pública, o almirante manifestou-se contra um país em estagnação.

"Estou cansado das águas estagnadas há pelo menos 20 anos. Temos de ter ambição. Não está aqui perante vós alguém aventureiro", disse.

Neste contexto, concluiu:" Está aqui perante vós alguém que teve fortes responsabilidades no Estado, que teve de decidir muitas vezes sob pressão, entre a vida e a morte, não só minha, mas também de quem me acompanhava, de outros camaradas que me acompanhavam".

"Estou aqui para vos dar confiança: no ruído a serenidade; na divisão a união; na opacidade a transparência; na estagnação a verdadeira mudança; e nos interesses privados o interesse comum", acrescentou.

16.01.2026

"Exemplos de sondagens que falharam é pão nosso de cada dia", diz Marques Mendes

Luís Marques Mendes considerou hoje que já várias sondagens falharam no passado, defendeu que "o que conta é a decisão soberana dos portugueses" e voltou a manifestar-se confiante "num grande resultado" nas presidenciais de domingo.

"Estou mesmo muito confiante num grande resultado no próximo domingo. Claro que há sondagens para todos os gostos, mas aquilo que as sondagens provam é que está tudo em aberto e o que conta é a decisão soberana dos portugueses", afirmou.

O candidato a Presidente da República apoiado por PSD e CDS-PP falava num almoço de campanha, que juntou cerca de duzentos apoiantes, maioritariamente mulheres, numa cervejaria em Lisboa.

Luís Marques Mendes afirmou que "exemplos de sondagens que falharam em eleições autárquicas recentes, ou eleições anteriores, é o pão nosso de cada dia".

"Aquilo em que eu verdadeiramente acredito é nesta sondagem que tenho realizado, com cada português e cada portuguesa, na rua, dialogando, transmitindo, informando e esclarecendo", defendeu.

Luís Marques Mendes considerou que nesta campanha presidencial houve "muito ruído sobre as sondagens, sobre este ou aquele caso".

O candidato voltou a apelar ao voto dos eleitores indecisos, pedindo-lhes que coloquem três questões antes de decidir, e salientou que os portugueses o conhecem "de anos e anos de televisão e de comentário".

"Qual é, de todos os candidatos, o que está mais bem preparado para exercer a função do Presidente da República? Qual é, de todos os candidatos, aquele que tem mais experiência para o exercício da função? Qual é, de todos os candidatos, aquele que tem mais provas de capacidade de diálogo para fazer entendimentos, consensos e convergências?", referiu.

Neste discurso, Luís Marques Mendes defendeu também que "os portugueses querem mais".

"Querem mais do Governo, querem mais dos políticos, querem mais Serviço Nacional de Saúde, querem mais dinheiro no bolso para melhorarem o seu dia-a-dia, querem mais economia para melhorar salários e subir pensões, querem até mais do Presidente da República. Querem um Presidente da República, em função das novas circunstâncias, sobretudo a política externa, mais ativo, mais interventivo, com mais ação e com mais iniciativa, tudo dentro dos poderes presidenciais", salientou.

Mendes reiterou que o próximo Presidente da República não pode ser alguém que "vai fazer um exercício de experimentalismo, uma aventura, que não tem capacidade de iniciativa e de decisão, ou que vai ser um tiro no escuro".

"Na Presidência da República não pode estar ninguém que acrescente instabilidade", mas sim alguém preparado e com "capacidade para dialogar" e "evitar moções de censura e moções de confiança", aproximando Governo e oposição, por exemplo para negociar Orçamentos do Estado, referiu.

"Não pode ser alguém hesitante, não pode ser alguém que tem dúvidas, não pode ser alguém que seja passivo, tem que ser um Presidente firme a decidir. E é isto que pretendo ser em função da minha experiência, firme a tomar decisões, tranquilo a analisar", acrescentou.

Nesta "homenagem às mulheres", o candidato realçou que a sua "vida não seria a mesma" sem a influência de algumas figuras femininas, como a mãe, algumas professoras ou a mulher, que o acompanhou ao longo da campanha.

E considerou que "não é a mesma coisa a sociedade ter mais ou menos mulheres a participar" e que "a sociedade é melhor, é mais harmoniosa quando há mais mulheres em cargos de decisão, a começar no poder local".

"Habituei-me a ver nas mulheres autarcas, nas mulheres presidentes de Câmara, uma mais-valia fundamental. Não é que os homens não sejam grandes autarcas, mas as mulheres acrescentam um toque de sensibilidade, de rigor e de caráter que ainda é mais importante", defendeu.

O candidato presidencial salientou também "a importância de mulheres no poder governativo" e defendeu que a sociedade "ganha com mais mulheres em cargos de decisão, em cargos de direção, em cargos de gestão".

"Claro que houve uma mudança enorme nestes 50 anos da democracia, mas ainda há muito a fazer" e é preciso "um esforço grande para ter mais mulheres em cargos de decisão. Não é uma questão de cumprir uma quota ou de cumprir uma orientação, é a importância que a sua sensibilidade traz de mais-valia para a vida em geral", acrescentou.

16.01.2026

Cotrim Figueiredo acredita que numa eventual segunda volta terá apoio de Mendes

Cotrim de Figueiredo disse hoje que acredita que se passar a uma eventual segunda volta Marques Mendes acabará por recomendar o voto na sua candidatura.

"Eu creio que o próprio candidato Marques Mendes tem a responsabilidade e a experiência suficiente para acabar por vir recomendar o voto na minha candidatura indo eu à segunda volta", considerou o também eurodeputado, no final de uma visita à empresa Trimalhas em Guimarães, no distrito de Braga.

Naquele que é o último dia de campanha, e confrontado com uma notícia do Expresso que avança que o PSD não deverá declarar apoio numa segunda volta sem Mendes, Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal (IL), assumiu ter a expectativa de que Mendes, candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP, o apoiará.

"É um direito legítimo do PSD não o fazer, mas parece-me um pouco demissionista em relação ao futuro da política", afirmou.

Tal como tem repetido várias vezes, o antigo líder da IL apelou ao voto na sua candidatura para evitar ter António José Seguro e André Ventura numa eventual segunda volta.

"Muitos não quererão ter uma escolha entre António José Seguro e André Ventura", insistiu.

Cotrim Figueiredo referiu que os candidatos Marques Mendes e Gouveia e Melo já perceberam que não têm hipóteses de ir a uma eventual segunda volta e isso nota-se na dinâmica das suas campanhas e nos seus esclarecimentos.

Apesar das polémicas que assombraram a sua candidatura, nomeadamente uma denúncia de assédio sexual e a dúvida sobre um eventual apoio a André Ventura, o candidato presidencial continua confiante de que vai merecer a confiança dos portugueses e vai disputar a segunda volta.

Aliás, a expectativa é tal que o candidato revelou que já sabe o que vai fazer na campanha da segunda volta, tendo tudo idealizado.

"Se começasse a pensar nisso só no fim de semana provavelmente não sairia tão bem, portanto, já começámos. O pior que pode acontecer é não utilizarmos", concluiu.

16.01.2026

Jorge Pinto diz que Portugal é diverso e critica quem promove "nacionalismo bacoco"

Jorge Pinto defendeu hoje que a história portuguesa foi sempre "de diversidade" e lamentou que "haja quem a queira apagar" promovendo um "regresso a um nacionalismo bacoco" que "é problemático".

O candidato a Presidente da República apoiado pelo Livre esteve esta tarde na associação Batoto Yetu Portugal, na freguesia de Marvila, em Lisboa, que trabalha com jovens e crianças interessados na cultura africana, provenientes de meios económicos desfavoráveis, onde sublinhou que a "diversidade e pluralidade" do país é uma força e não uma fraqueza.

"Essa força passa também pelas pessoas que já vivem cá no nosso país há décadas, que já nasceram cá, porque nós quando falamos de minorias não falamos certamente apenas de estrangeiros, mas também daqueles que chegam mais recentemente ao nosso país. Todos eles têm um lugar no nosso país porque eles vêm fortalecer e até honrar-nos ao querer viver aqui, ao querer fazer aqui as suas vidas, ter aqui as suas famílias", declarou.

Para Jorge Pinto, compete ao Estado dar "condições a essas pessoas para aqui desenvolverem as suas vidas", fazendo esforços nas escolas, com a aprendizagem da língua portuguesa, e apoiando associações como o Batoto Yetu, pelo papel no reconhecimento da "história africana de Lisboa e do país".

O candidato a Belém sublinhou que Portugal tem "várias cores" e é um país "onde todos cabem", afirmando que há agora quem queira apagar a história portuguesa em nome de um "nacionalismo bacoco".

"A história portuguesa foi sempre uma história de diversidade. Que haja quem agora a queira apagar, que queira quase fazer-nos regressar a um nacionalismo bacoco, que nunca foi aquele que realmente foi a política portuguesa, é que é problemático", enfatizou, respondendo a uma pergunta sobre as recentes intervenções de André Ventura contra minorias.

Questionado sobre o facto de fazer a última tarde de campanha numa associação e não numa arruada, como outros candidatos optaram por fazer, Jorge Pinto explicou que "veio para fazer coisas diferentes" e "mostrar o Portugal positivo" e não precisa de interações "encenadas" para convencer o eleitorado.

"Entre estar aqui e dar esta visibilidade, ou estar na rua para dizer que estive na rua, para ter um contacto, uma interação mais ou menos encenada com alguém, pois bem, prefiro também estar aqui do que estar neste tipo de ação. Porque, repito, o que me interessa é mostrar um Portugal que já existe e que vale a pena defender", acrescentou.

16.01.2026

Catarina Martins diz que sucessor de Marcelo deve ser uma Presidente interventiva

Catarina Martins defendeu hoje que o próximo Presidente deverá ser mais interventivo, ao responder à ideia de Marcelo Rebelo de Sousa de que o seu sucessor terá uma tarefa mais difícil do que a sua devido à situação internacional.

"Acho mesmo que precisamos de uma Presidente da República que seja interventivo e, por isso, é que tenho dito que candidatos apoiados pelo primeiro-ministro, ou que querem muito o apoio do primeiro-ministro, ou que querem, pelo menos, que o primeiro-ministro lhes dê uma palavra de conforto não servem o país neste momento", afirmou a candidata a Belém.

Em declarações aos jornalistas no final de uma visita às oficinas da CP e do Metro do Porto em Guifões, Matosinhos, Catarina Martins foi questionada sobre as declarações do atual Presidente da República, que considerou que quem lhe suceder terá a tarefa mais difícil devido à situação internacional.

"O Presidente próximo encontra o mundo e a Europa numa situação mais complicada do que eu encontrei. Há que fazer essa justiça", declarou Marcelo Rebelo de Sousa.

Justificando que os candidatos próximos do Governo -- sem nomear -- não servem porque o Estado, sob esse executivo, está a falhar, Catarina Martins defendeu antes a necessidade de um chefe de Estado interventivo e exigente.

"Precisamos de uma Presidente da República exigente. Exigente, porque defende quem trabalha e quem vive com tanta dificuldade o quotidiano. Essa Presidente sou eu", afirmou.

A propósito do atual contexto internacional, Catarina Martins entende que Portugal "pode e deve" pronunciar-se em defesa da paz e do direito internacional, afirmando que a posição assumida até agora, desde o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, é insuficiente.

Quanto a si, assegurou que, se for eleita, fará questão de recordar o Governo "todos os dias" que o direito internacional "é para cumprir e levar a sério, quando está em causa a Groenlândia, como quando está em causa a Ucrânia, Gaza ou qualquer outro ponto do mundo".

"É a consistência dos valores que traz segurança a todo mundo e numa altura em que temos (Donald) Trump na Casa Branca a querer semear a guerra em todo lado, a consistência da solidariedade do direito internacional é mais importante do que tudo", argumentou.

Ressalvando que a condenação das ações dos Estados Unidos e das declarações do presidente norte-americano não significam o corte de relações com aquele país -- que defende que devem manter-se --, Catarina Martins sublinhou que "Portugal não é um súbdito e não tem de ficar calado".

"Podemos, seguramente, manter relações que protegem as comunidades portuguesas ao mesmo tempo que dizemos, com seriedade, que o direito internacional é para cumprir e que não aceitamos ameaças vindas de onde vierem", afirmou.

16.01.2026

Cotrim não precisa que PR diga que quem lhe suceder terá dificuldades

O candidato presidencial Cotrim de Figueiredo afirmou hoje ter dito desde o início que o próximo Presidente da República vai enfrentar "desafios complexos", desvalorizando a necessidade de Marcelo Rebelo de Sousa o dizer.

"Eu não preciso que o Presidente da República me venha dizer que o mandato vai ser mais difícil, eu disse desde o princípio que o que se preparava aí para Portugal, para a Europa e para o mundo são tempos de desafios complexos", vincou o também eurodeputado.

No final de uma visita à empresa Trimalhas, em Guimarães, no distrito de Braga, o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal considerou que perante os "desafios complexos" que se avizinham será "inevitável" ter uma nova atitude política, depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter alertado hoje que quem lhe suceder terá a tarefa mais difícil devido à situação da Europa e do resto do mundo.

"O Presidente próximo encontra o mundo e a Europa numa situação mais complicada do que eu encontrei. Há que fazer essa justiça", declarou o chefe de Estado aos jornalistas, no Beato, onde participou num fórum empresarial com o Presidente da Estónia, Alar Karis.

Em sua opinião, é inevitável ter um novo tipo de política e de atitude política, sobretudo de relacionamento com as populações, não lhes esconder coisas, não lhes mentir, não lhes prometer o que não se pode entregar, não lhes dizer que há transições que vão ser fáceis quando não vão e que há sacrifícios que podem ser necessários antes das coisas ficarem melhores.

"Essa ilusão que se criou durante demasiadas décadas tem sido uma das fontes de crescimento do extremismo e do populismo um pouco por todo o mundo e, isso, não pode acontecer", apontou.

16.01.2026

Com "tudo em aberto" para domingo, António Filipe defende a aposta na diplomacia

António Filipe afirmou hoje que "está tudo em aberto" para as eleições de domingo, defendeu a aposta na diplomacia e na paz e mostrou-se contra o envolvimento de Portugal em projetos militaristas e belicistas.

No último dia de campanha, António Filipe fez a tradicional descida do Chiado, em Lisboa, acompanhado de muitos apoiantes, entre eles Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, e, entre outros, a mandatária Sofia Lisboa, e os comunistas Carlos Carvalhas, João Ferreira ou Bernardino Soares.

A descida foi feita em passo lento e ao som das palavras de ordem "Nem direita nem centrão, António é a solução" e "A lutar por quem trabalha, o António nunca falha".

A meio, o candidato presidencial apoiado pelo PCP e pelo PEV afirmou que "está tudo em aberto" para as eleições de domingo e lançou ainda um forte apelo à paz, perante as ameaças de guerra.

"O povo português vai decidir, mas ainda não decidiu", frisou, para acrescentar que se "trata de acabar com as indecisões" e que o "direito de voto que os portugueses conquistaram é para ser exercido com convicção, em liberdade, sem pressões, sem chantagem e sem medo".

Mais uma vez, António Filipe realçou que o povo português que conquistou a liberdade não teve medo de lutar pela liberdade.

"Por isso é importante lutar nestas eleições no candidato que se identifique com os valores de Abril, da Constituição, com os direitos fundamentais e para que não fique tudo na mesma. O voto para que tudo fique na mesma é um retrocesso", sublinhou.

"Nós temos a oportunidade de votar num Presidente da República que esteja determinado em lutar por esses valores, é essa a mensagem que faço aos eleitores", acrescentou.

Defendeu ainda que a "esquerda não está derrotada" e que não teve dúvidas da "justeza e da necessidade" da sua candidatura.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse hoje o seu sucessor terá uma tarefa mais difícil do que a sua devido à situação internacional.

"Temos a viver tempos difíceis, muito difíceis. Os direitos portugueses estão claramente ameaçados. Temos tido políticas públicas que não só não estão de acordo com aquilo que são os princípios constitucionais, mas inclusivamente têm vindo a contrariar valores fundamentais da Revolução de Abril que estão consagrados na Constituição", comentou a propósito o ex-deputado comunista.

Acrescentou ainda que "mundo está numa situação muito difícil, com ameaças de guerras" e é preciso um "Presidente da República que também, nesse ponto de vista, esteja alinhado com os valores da resolução pacífica dos conflitos que constam na Constituição".

"E o Presidente da República vai ter um papel determinante nessa matéria", defendeu.

Desafiado a comentar as declarações de Francisco Assis que à Renascença defendeu a ideia de mandar tropas portuguesas para a Gronelândia, António Filipe respondeu: "Eu acho que não é essa a consideração que temos de fazer agora, eu acho que não se resolvem os problemas que afetam o mundo com a ameaça de enviar tropas, seja para onde for".

Para o candidato apoiado pelos comunistas, é preciso "apostar na diplomacia, apostar na resolução pacífica dos conflitos internacionais".

"É completamente prematuro estar a pensar nisso dessa forma. Agora o que é preciso é que os conflitos sejam resolvidos de uma forma pacífica (...) É preciso ter a coragem de lutar pela paz e não de alimentar os ventos da guerra que por aí sopram", sublinhou.

No discurso, já no final da descida do Chiado, voltou ao tema para defender "a paz" e se mostrar contra o envolvimento de Portugal em projetos militaristas e belicistas.

"Temos de ter a coragem de defender a paz e temos coragem de exigir que os nossos recursos sejam utilizados, sejam investidos para melhorar as condições de vida do povo português", realçou.

António Filipe termina a campanha eleitoral com um jantar com apoiantes em Loures.

16.01.2026

Seguro pede votos para que saúde e escolas públicas passem à 2.ª volta

António José Seguro pediu hoje que não se dispersem votos porque é preciso que democracia e a saúde e escolas públicas "passem à segunda volta", e insistiu na importância de ficar em primeiro lugar.

Nas últimas horas da campanha presidencial, António José Seguro dedicou parte da sua tarde a um momento na cidade onde mora, nas Caldas da Rainha, com uma arruada e uma pequena festa, à qual se juntou, pela primeira vez, a sua família, a mulher Margarida e os filhos Maria e António.

"As sondagens não elegem presidentes, é o voto do povo que elege presidentes. Aquilo que eu vos quero pedir é que todos os democratas, todos os progressistas, todos os humanistas concentrem o voto na nossa candidatura e não dispersem os votos em candidaturas que não possam passar à segunda volta", insistiu.

Para o candidato presidencial apoiado pelo PS, o voto em si é necessário para que "a democracia, a saúde pública, a escola pública, o serviço social público passem à segunda volta".

"E passemos em primeiro a essa segunda volta. Não por nós, mas por Portugal", reiterou.

Referindo que na sua candidatura há "pessoas de todos os quadrantes políticos", Seguro foi questionado sobre a acusação do opositor Luís Marques Mendes de que seria "um pouco passivo".

"Nos últimos dias tenho sido vítima de vários ataques de todos os candidatos. Eles podem atacar, mas eu não respondo. Eu vim para elevar o nível do debate político em Portugal", respondeu apenas.

16.01.2026

Gouveia e Melo avisa que esquerda com Seguro pode ter vitória de Pirro no domingo

O candidato presidencial Gouveia e Melo advertiu hoje que a esquerda, com António José Seguro, pode ter uma vitória de Pirro no domingo, porque André Ventura pode vencer este socialista na segunda volta das eleições presidenciais.

Gouveia e Melo voltou a colocar este cenário de uma vitória do líder do Chega numa segunda volta frente a Seguro, em declarações aos jornalistas, durante uma deslocação de comboio entre Cascais e o Cais do Sodré, em Lisboa.

O almirante sustenta que só com ele numa segunda volta é garantida a derrota de André Ventura, sobretudo após Cotrim Figueiredo, da Iniciativa Liberal, ter admitido que poderá apoiar o candidato da extrema-direita se ficar de fora da segunda volta das eleições presidenciais.

Acresce, segundo o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, que, num cenário de segunda volta entre Seguro e Ventura, "o PSD poderá dar liberdade de voto".

"Estamos perante um cenário difícil, porque, nestas circunstâncias, André Ventura poderá mesmo ganhar as eleições. É preciso perceber que esta eleição tem duas voltas. E poderá acontecer a coisa mais inacreditável que é a esquerda ganhar à primeira volta e, depois, perder à segunda", insistiu.

Ainda nesta linha, o candidato presidencial apontou que, neste momento, o Chega tem muito poder na Assembleia da República, condicionando os partidos que suportam o Governo, o PSD e o CDS.

"Estamos perante um cenário em que a esquerda, que até julga que vai ter uma vitória, pode ter uma vitória de Pirro no domingo", afirmou.

Em contraponto, Gouveia e Melo defendeu a tese de que, se ele passar à segunda volta, isso não representará a derrota de nenhum partido.

"A minha vitória não é a derrota de um partido, mas só a derrota de uma lógica partidária para a Presidência da República. Sou aquele que pode reunir, quer à esquerda, quer à direita, o consenso suficiente para nenhum dos setores se senta excluído da Presidência da República. Ou seja, se eu ganhar, nem a esquerda nem a direita perde -- e sou o maior inimigo a tudo o que possa haver em termos de extremismo", acrescentou.

16.01.2026

Ventura espera que PSD e IL não obstaculizem vitória contra Seguro em eventual 2.ª volta

O candidato presidencial apoiado pelo Chega disse hoje esperar que os líderes do PSD e IL "não sejam pelo menos um obstáculo" a uma vitória sua "que impeça o socialismo" de regressar ao Palácio de Belém.

"Se como os números indicam a segunda volta for André Ventura e António José Seguro, o que eu espero do líder do PSD, da Iniciativa Liberal e de outros movimentos e de apoios mais conservadores e de direita, é que não sejam pelo menos um obstáculo à vitória que impeça que o socialismo regresse ao Palácio de Belém", apelou André Ventura, durante a já habitual descida pelo Chiado, em Lisboa.

Ventura realçou que, se os líderes dos partidos à direita não quiserem apoiá-lo num cenário de uma segunda volta contra António José Seguro, antigo líder do PS, "então ao menos que não obstaculizem essa segunda volta".

O candidato a Belém e líder do Chega vincou que apenas quer "o apoio do povo português", como tem repetido ao longo da campanha, considerando que se dirige não aos líderes de partidos de direita, como Montenegro (PSD) ou Mariana Leitão (IL), mas ao seu eleitorado, "àquele povo que não quer o PS de volta, que não quer os socialistas de volta e querem uma mudança".

"Segundo as sondagens, neste momento, eu sou o único que consegue derrotar na primeira volta o candidato do PS. Isso significa que há uma escolha a fazer no domingo e essa escolha, que eu espero protagonizar é derrotar o socialismo", disse, insistindo na ideia de uma segunda volta entre um bloco socialista e um bloco não socialista.

Durante a campanha, o líder do Chega remeteu para "a consciência" do primeiro-ministro e presidente do PSD, Luís Montenegro, um eventual apoio à sua candidatura contra António José Seguro. Contudo, no Porto, disse não querer o seu apoio e na quinta-feira à noite, em Coimbra, foi mais longe, desafiando Luís Marques Mendes e João Cotrim de Figueiredo a dizer "que se lixe" o social-democrata.

Questionado sobre esse apelo, Ventura vincou que não fala ao primeiro-ministro e líder dos sociais-democratas, mas ao "povo que vota no PSD, que vota na Iniciativa Liberal, que não votou no Chega, mas que não quer os socialistas de volta".

Sobre se não haverá o risco, caso seja eleito chefe de Estado, de ser uma marioneta de um eventual Governo liderado pelo Chega, Ventura rejeitou essa ideia.

Uma gestão do executivo "pelos resultados" aplicar-se-ia "quer fosse o Governo do PSD, do Chega ou do Partido Socialista", vincou o líder do partido.

"Nós temos que ter um Presidente exigente e não um presidente que seja marioneta", disse, afirmando que será "absolutamente implacável na luta contra a corrupção", no controlo da imigração e nos problemas associados à saúde.

Em jeito de balanço, no último dia, o candidato considerou que a sua campanha foi "a melhor" e sobretudo "a que mais disse às pessoas", enquanto que "outros perderam-se a falar deles próprios".

Ventura falava a meio da descida do Chiado, que durou apenas 22 minutos, e dez dos quais foram passados em declarações aos jornalistas, numa arruada que terminou na Praça do Município e que juntou cerca de duas centenas de apoiantes.

Além dos habituais cânticos, ouviu-se, já na reta final do percurso, André Ventura e os seus apoiantes a gritar: "Portugal é nosso. Portugal é nosso e há de ser. Portugal é nosso até morrer".

Durante as declarações do presidente do Chega aos jornalistas, alguns apoiantes na rua gritaram "jornalixo", numa arruada calma, onde apenas um homem se dirigiu a André Ventura como "fascista", tendo sido rapidamente afastado pela segurança.

Questionado sobre o envio de tropas portuguesas para a Gronelândia, Ventura afirmou que a Europa "tem de defender" aquele território autónomo da Dinamarca, mas vincou que não quer "mandar jovens portugueses para a guerra".

16.01.2026

Candidatos fazem últimos apelos ao voto por uma oportunidade na segunda volta

Os candidatos presidenciais cumprem esta sexta-feira o último dia oficial de campanha para as eleições de domingo, com os derradeiros apelos ao voto que permitam disputar uma segunda volta.

Luís Marques Mendes atirou a António José Seguro, apoiado pelo PS, considerando o adversário "um pouco passivo" e defendeu que o próximo Presidente da República deve ser "mais ativo e interventivo", características que acredita ter.

O candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP desvalorizou ainda as sondagens, lembrando que já várias falharam no passado, defendendo que "o que conta é a decisão soberana dos portugueses" e voltou a manifestar-se confiante "num grande resultado" nas presidenciais de domingo.

Seguro alertou que "não basta ter o voto no coração e na cabeça", mas é necessário as pessoas irem votar em si no domingo, alertando que nada está ganho e voltando a apelar ao voto útil de moderados e progressistas.

António José Seguro defendeu ainda que "a vida não é difícil para o Presidente" mas sim para os portugueses, após Marcelo Rebelo de Sousa dizer que o sucessor terá "tarefa mais complicada" face à situação internacional.

Por seu turno, André Ventura, apoiado pelo Chega, disse esperar que os líderes do PSD e IL "não sejam pelo menos um obstáculo" a uma vitória sua "que impeça o socialismo" de regressar ao Palácio de Belém.

Henrique Gouveia e Melo insistiu que a democracia estará em risco se André Ventura, numa segunda volta contra António José Seguro, tiver o apoio da IL e beneficiar da liberdade de voto no PSD.

Por sua vez, João Cotrim Figueiredo, apoiado pela IL, advertiu os portugueses de que é inútil votar em Gouveia e Melo, Marques Mendes e Ventura, porque isso significa eleger António José Seguro.

O candidato apoiado pelo PCP e PEV, António Filipe, que tem pautado as suas ações de campanha com a oferta de cravos vermelhos, bebeu uma ginjinha na Baixa da Banheira, na Moita, porque há práticas do atual Presidente da República que "são para manter", como o contacto direto e a proximidade.

Catarina Martins, a única mulher candidata a Belém, apoiada pelo BE, disse ver os outros candidatos presidenciais a fazer contas, sem que da soma entre eles resulte qualquer ideia, e defendeu que quem não tem um projeto para o país nem devia ter-se candidatado.

Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, apontou Henrique Gouveia e Melo como exemplo de um dos "vários candidatos" a Belém com hipóteses de ir à segunda volta que defende a Constituição, e concordou com a leitura de Marcelo Rebelo de Sousa sobre o futuro da Europa e do mundo, vincando que se aproximam "tempos sombrios" e que é preciso alertar para isso.

16.01.2026

Cinco casos que marcaram a campanha presidencial

Cinco casos que marcaram a campanha presidencial
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A jornalista Rita Rato Nunes, da Sábado, faz um resumo dos casos que marcaram as campanhas das eleições presidenciais de 2026.

16.01.2026

Ex-diretor do SNS aparece na campanha, mas Seguro recusa "recado" ao Governo

Antigo diretor do SNS em campanha com Seguro

O ex-diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) Fernando Araújo apareceu esta sexta-feira na campanha presidencial de António José Seguro, mas o candidato manteve que não envia recados ao Governo sobre políticas nesse ou noutros setores.

"Eu não dou recados nenhuns. Vão-se habituar que eu falo e isso tem de ter consequências. Chega de palavras, é preciso ações. Quando tenho de falar, eu falo diretamente. Se houver algum problema com algum setor, com algum ministro, o primeiro a saber vai ser o primeiro-ministro", disse António José Seguro durante um café com Fernando Araújo, Manuel Sobrinho Simões, Álvaro Beleza e Isabel Pedroto, no Porto.

Fernando Araújo tinha aparecido na campanha no Mercado do Bolhão, percorrido pela caravana de Seguro antes do café, tendo Seguro classificado o apoio do ex-diretor do SNS como "um apoio importante porque é uma referência na área da saúde e tem demonstrado como é possível organizar e fazer uma gestão diferente dos recursos públicos, e isso dá resultados".

Já no café, Fernando Araújo, que foi cabeça de lista do PS nas eleições legislativas de maio de 2025, reiterou que "o principal problema das pessoas continua a ser a saúde", defendendo que "o Presidente da República pode ter um papel fundamental em trazer este tema para cima da mesa e exigir soluções".

16.01.2026

Jorge Pinto aponta Gouveia e Melo como exemplo de candidato à 2.ª volta que defende Constituição

O candidato presidencial Jorge Pinto apontou esta sexta-feira Henrique Gouveia e Melo como exemplo de um dos "vários candidatos" a Belém com hipóteses de ir à segunda volta que defende a Constituição.

Em declarações aos jornalistas na Estação de Santa Apolónia, em Lisboa, Jorge Pinto insistiu que percebe os eleitores que, por medo de uma segunda volta entre André Ventura e João Cotrim Figueiredo, votarão noutra candidatura que não a sua, acrescentando que "não é ninguém para julgar" os eleitores.

Questionado sobre em quem devem votar esses eleitores com medo, o candidato presidencial Jorge Pinto argumentou que "depende da sondagem que acreditarem mais", porque também isso está em jogo na decisão das pessoas, mas frisou antes que o "único apelo que faz na primeira volta" é ao voto na sua candidatura.

O candidato a Belém apoiado pelo Livre pediu às pessoas que "oiçam quem quer defender a Constituição" nestas eleições e percebam como o farão, tendo apontado Henrique Gouveia e Melo como exemplo, após ser questionado sobre que nomes com hipóteses de segunda volta dão garantias de respeitar a lei fundamental.

"No debate comigo, o próprio Henrique Gouveia e Melo disse que iria defender a Constituição de uma maneira até mais aguerrida do que outros candidatos disseram. Há vários candidatos, eu não me arrogo no único defensor da Constituição, mal seria e mal estaria o país", afirmou.

16.01.2026

Gouveia e Melo comove-se com senhora iraniana a chorar nos seus braços

Gouveia e Melo comove-se com senhora iraniana a chorar nos seus braços

O candidato presidencial Gouveia e Melo comoveu-se, esta sexta-feira, em campanha no Mercado de Benfica, em Lisboa, após uma senhora iraniana ter chorado convulsivamente nos seus braços, temendo estarem a acontecer assassinatos no seu país.

Já depois de ter passado as bancas de peixe, a senhora aproximou-se do ex-chefe do Estado-Maior da Armada e disse-lhe em inglês que é iraniana, que a sua filha é portuguesa, "de um país que sabe o que é a liberdade".

"O Irão está em risco com um regime terrorista. Há mortes todos os dias. Há cinco mil iranianos em Portugal. Temos pelo menos 60 mil pessoas em risco e não conseguimos fazer nada, nem saber nada", afirmou.

Já a chorar, com a cabeça nos braços do almirante, manifestou-se apreensiva por o regime de Teerão ter fechado as comunicações com o exterior.

"Fecharam a internet, fecharam os telefones e todas as comunicações. Não temos notícias do Irão", declarou, antes de deixar um pedido (no mínimo difícil) ao candidato presidencial.

"Por favor, deporte este embaixador iraniano [em Portugal] que representa um regime terrorista. Sei que o senhor não é político, sei que o senhor ajuda as pessoas. Por favor, ajude-nos", implorou.

16.01.2026

Pureza admite que resultado de Catarina Martins será importante para futuro do BE

O coordenador do BE, José Manuel Pureza, admitiu esta sexta-feira que o resultado de Catarina Martins será importante para medir o futuro do partido, justificando que a campanha da candidata reflete também o projeto político do Bloco.

Durante uma visita ao Mercado Municipal de Guimarães, em que acompanhou a candidata às eleições presidenciais de 18 de janeiro, o líder do BE foi questionado se o resultado de Catarina Martins no domingo será importante para medir o futuro do partido.

"Sempre disse que sim, que o resultado desta candidatura é importante, porque dará força àquilo que é a nossa luta por um país mais justo", respondeu.

Segundo José Manuel Pureza, a candidatura de Catarina Martins, bem como a campanha que tem desenvolvido ao longo das últimas semanas, reflete o projeto político do BE e dá-lhe força.

"Por isso, é muito importante que esta candidatura tenha força e que essa força seja depois respeitada e assumida por quem quer que seja. O BE seguramente o fará", acrescentou.

16.01.2026

Gouveia e Melo adverte para vitória de Ventura com apoio da IL e liberdade de voto no PSD

O candidato presidencial Gouveia e Melo afirmou esta sexta-feira que a democracia estará em risco se André Ventura, numa segunda volta contra António José Seguro, tiver o apoio da IL e beneficiar da liberdade de voto no PSD

Esta posição foi transmitida pelo ex-chefe do Estado-Maior da Armada em declarações aos jornalistas, após ter feito uma ação de campanha no Mercado de Benfica, em Lisboa.

Tal com fez na véspera, durante um comício da sua candidatura no Porto, Gouveia e Melo voltou a deixar avisos aos cidadãos de esquerda sobre uma possível vitória do líder do Chega numa segunda volta das eleições presidenciais, se tiver como adversário o antigo secretário-geral do PS.

"Se eu passar à segunda volta, nenhum partido de esquerda ou de direita perde", sustentou, procurando assim colocar-se como o melhor candidato para captar votos, quer na direita democrática, quer na esquerda.

Mas, na sua perspetiva, se Seguro disputar a segunda volta com André Ventura, isso já não acontecerá.

"A esquerda é minoritária neste momento. Se o PSD dá liberdade de voto e com a Iniciativa Liberal (IL) a dizer que apoia o candidato do Chega [numa segunda volta], estamos numa situação verdadeiramente perigosa para o sistema democrático", advertiu.

16.01.2026

Cotrim Figueiredo assinala que é inútil votar Gouveia e Melo, Seguro e Ventura

O candidato presidencial Cotrim Figueiredo advertiu esta sexta-feira os portugueses de que é inútil votar em Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes e André Ventura, porque isso significa eleger António José Seguro.

"Votar nesses três candidatos é eleger António José Seguro e, por isso, é um voto inútil para quem não quer António José Seguro na Presidência da República", alertou o também eurodeputado.

No último dia de campanha, Cotrim Figueiredo regressou à rua, depois de dias a visitar lares, centros de dia e empresas, e no Mercado Municipal de Guimarães, disse que os "menos programáticos e mais pragmáticos" só têm uma possibilidade, que é votar em si.

Entre beijos, abraços e desejos de sorte por parte dos vendedores, o candidato presidencial, apoiado pela IL, lembrou que continua, juntamente com Ventura e Seguro, à frente nas intenções de voto.

"Só há três hipóteses para a segunda volta. Portanto, quem, neste momento, se revê e está no espaço do centro-direita, se quiser eleger António José Seguro, vota no Ventura, vota no Gouveia e Melo ou vota no Marques Mendes. Quem não quiser eleger António José Seguro, vota em mim", assinalou.

16.01.2026

Mendes diz que Seguro é "um pouco passivo" e próximo PR tem de ser "mais ativo e interventivo"

O candidato presidencial Luís Marques Mendes considerou esta sexta-feira que António José Seguro é "um pouco passivo" e defendeu que o próximo Presidente da República deve ser "mais ativo e interventivo", características que acredita ter.

Falando aos jornalistas numa pastelaria em Sintra (distrito de Lisboa), no arranque do último dia de campanha para as eleições presidenciais de domingo, o candidato mostrou-se convicto de que representa "a única candidatura que, de uma forma clara, pode vencer ao populismo, pode vencer ao experimentalismo e pode vencer a uma candidatura de centro-esquerda que é muito simpática, mas que é um pouco passiva".

O candidato apoiado por PSD e CDS-PP disse existir "uma diferença essencial" entre si e o candidato apoiado pelo PS: "Ele é mais passivo, eu sou mais ativo".

"O Presidente da República tem que ser mais ativo, mais interventivo", defendeu.

"Eu gosto da iniciativa, eu gosto de decidir. O Presidente da República tem de ser mais ativo dentro dos poderes presidenciais. Não deve criar crise, mas perante os problemas não pode ser passivo, não pode hesitar. Eu represento um pouco, pela minha maneira de ser, desde o início, um Presidente mais ativo", salientou.

16.01.2026

Marcelo diz que próximo PR terá tarefa mais difícil do que a sua

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considera que o seu sucessor encontrará maiores dificuldades na governação do que aquelas que teve nos seus dois mandatos.

"A velocidade do tempo na política é tal... O Trump criava factos políticos novos no mundo. Há um grau de mudança, de aceleração e é nessa medida de imprevisibilidade enorme, que não havia há 10 anos, 15 anos, que o mundo está mais imprevisível, o que torna a política mais difícil. Olhando para o Presidente que vai ser eleito este fim de semana, na primeira votação, é mais difícil a tarefa que ele tem [pela frente] do que aquela que eu tive", considerou Marcelo.

O Presidente da República defendeu ainda o dia de reflexão, que tem sido cada vez mais questionado. "As campanhas estão a ser e vão ser cada vez mais intensas. Se o mundo está mais complicado, se a Europa está mais complicada, se há mais controvérsia, vive-se as campanhas de modo muito emocional e confrontacional. As pessoas que viveram minuto a minuto a campanha, podem respirar. Podem pensar noutras coisas das suas vidas", considerou sobre a importância do dia de reflexão.

16.01.2026

"Não basta ter o voto no coração e na cabeça", avisa Seguro

José Seguro avisa que não basta ter o voto no coração e na cabeça

O candidato presidencial António José Seguro alertou esta sexta-feira que "não basta ter o voto no coração e na cabeça", mas é necessário as pessoas irem votar em si no domingo, alertando que nada está ganho.

"Não basta terem o voto no coração e na cabeça. É necessário irem pôr a cruzinha no quadrado à frente da fotografia do Seguro", disse hoje aos jornalistas à chegada do mercado e feira de Vila do Conde, no distrito do Porto.

Afirmando que as pessoas já lhe fazem sugestões para a Presidência da República, Seguro vincou que é necessário que a "simpatia" e "esperança" seja "concretizada e que cada portuguesa e cada português vá votar no próximo domingo".

"Só serei presidente se a maioria dos portugueses votarem em mim. Tenho essa confiança, muita confiança", afirmou.

16.01.2026

Emigrantes portugueses nos EUA relatam dificuldades em votar

A impossibilidade de votar por correspondência e a escassez de urnas de voto presenciais vão impedir muitos emigrantes portugueses de votarem nos Estados Unidos, à semelhança do que aconteceu em eleições presidenciais anteriores.

Na Costa Oeste, os emigrantes recenseados terão de se deslocar ao Consulado-Geral de Portugal em São Francisco, na Califórnia, para poder exercer o direito de voto presencial, tendo de percorrer em muitos casos cerca de 600 quilómetros. A sua jurisdição abrange 13 estados: Califórnia, Alasca, Arizona, Montana, Idaho, Wyoming, Colorado, Havai, Utah, Nevada, Washington, Oregon e Novo México, além de territórios do Guam, Samoa Americana e Ilhas da Micronésia.

Mas é na Califórnia que reside o maior número de portugueses e luso-americanos e, tendo em conta a dimensão do estado, a situação está a deixar muitos emigrantes frustrados, segundo relataram à Lusa.

"Para mim falar de eleições é falar de direito ao voto, mas quando o voto presencial é um requisito das eleições presidenciais eu sinto que esse direito é quase impossível de exercer", disse à Lusa Nuno Duarte Silva, emigrado desde 2012 em Santa Mónica.

"Para um português que viva na área metropolitana de Los Angeles, significa uma viagem de carro de sete horas e meia até ao consulado em São Francisco. Ou então ir de avião", indicou. "As duas opções são dispendiosas e não estão ao alcance de qualquer um".

O português referiu que a distância é de cerca de 600 quilómetros e seria o equivalente a obrigar lisboetas a votar em Madrid ou algarvios a ir a uma urna de voto no Porto.

16.01.2026

Campanha termina hoje com maioria dos candidatos em Lisboa

A campanha para as eleições presidenciais de domingo termina esta sexta-feira com a maioria dos candidatos a concentrar as últimas ações na região de Lisboa, à exceção de Catarina Martins e João Cotrim Figueiredo.

No último dia da campanha, António José Seguro começa o dia pelas 08:30, numa visita à feira de Vila de Conde, deslocando-se de seguida ao Mercado do Bolhão, no Porto, e almoça nos bombeiros de Vila Nova de Gaia. O candidato apoiado pelo Partido Socialista passa ainda pelas Caldas das Rainhas para uma arruda e termina com uma sessão em Lisboa.

Também pela região de Lisboa vai andar Henrique Gouveia e Melo, que pela manhã vai ao mercado de Benfica e à Associação Nacional de Famílias para a Integração da Pessoa Deficiente, na Amadora, e, durante a tarde, visita o Museu Paula Rego, em Cascais, faz uma viagem no 'comboio da esperança' e termina a campanha com um comício de encerramento no Pátio da Galé, em Lisboa.

O candidato apoiado pelo PSD-CDS/PP Marques Mendes começa o dia em Sintra, onde vai contactar com a população no mercado municipal, estando depois em Lisboa para almoçar com mulheres na Cervejaria Trindade e para um encontro com apoiantes na Gare Marítima da Rocha de Conde de Óbidos. Termina a campanha com um encontro com a juventude em Algés.

O presidente do Chega e candidato André Ventura vai terminar a campanha com a tradicional descida do Chiado, às 14:30, e com um comício de encerramento de campanha em Lisboa.

Também o candidato apoiado pelo PCP António Filipe vai fazer o desfile em Lisboa, às 17:45, com início no Largo do Carmo, numa ação que terá a participação do secretário-geral do partido, Paulo Raimundo, mas, de manhã, vai estar ainda na Baixa da Banheira e à noite tem um comício com apoiantes em Loures.

Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, faz hoje uma viagem de comboio entre Porto e Lisboa e termina a campanha com uma festa-comício na capital, que contará com presença do co-líder do Livre Rui Tavares e da deputada Isabel Mendes Lopes.

Pelo Norte do país vai andar a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda Catarina Martins para visitar o mercado de Guimarães, as oficinas da EMEF Guifões, em Matosinhos, e fazer o jantar de encerramento no Porto.

Também João Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, vai visitar o mercado de Guimarães meia hora antes de Catarina Martins, deslocando-se depois a Braga para visita a fabrica da Trimalhas e fazer um jantar-comício.

Concorrem também às eleições presidenciais de domingo o pintor Humberto Correia, André Pestana e o músico Manuel João Vieira, num total de 11 candidatos, um número recorde.

O vencedor deste sufrágio vai suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016 e que termina o seu mandato em março.

Caso nenhum dos candidatos tenha maioria absoluta, haverá uma segunda volta em 08 de fevereiro, à qual concorrerão apenas os dois candidatos mais votados.

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