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Doenças cerebrovasculares matam em média 30 portugueses por dia

Em 2013, as doenças cerebrovasculares foram responsáveis pela morte de cerca de 12 mil portugueses e as doenças cardiovasculares continuam a ser a principal causa de morte. O Governo quer mais camas e electrocardiogramas em centros de saúde.

Liliana Borges LilianaBorges@negocios.pt 25 de Fevereiro de 2016 às 20:07
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Em Portugal, as doenças cardiovasculares continuam a ser a principal causa de morte. Em 2013 morreram cerca de 30 pessoas por dia devido a doenças cerebrovasculares. Feitas as contas, são cerca de 12 mil mortes num só ano. Os números foram apresentados esta quinta-feira, 25 de Fevereiro, no relatório da Direcção-Geral da Saúde (DGS) "Portugal - Doenças Cérebro-Cardiovasculares em Números 2015".

A nota da Direcção-Geral da Saúde começa por destacar que, de uma forma global, "assistiu-se a uma melhoria de todos os indicadores sobre doenças cérebro cardiovasculares" - para esta melhoria contribuíram as medidas preventivas adoptadas e da organização dos serviços de saúde, salienta o documento, sublinhando que, pela primeira vez, o peso relativo das doenças do aparelho circulatório situou-se abaixo dos 30%.

No entanto, os números e assimetrias regionais não deixam de ser preocupações prevalecentes no relatório, que indica que Portugal tem uma mortalidade nas doenças cerebrovasculares superior à média europeia. 


Por isso, uma das medidas anunciadas esta quinta-feira pelo Governo é a implementação de um projecto-piloto, no primeiro semestre deste ano, que permita a realização de electrocardiogramas em centros de saúde, uma medida que vai ao encontro da anunciada aposta dos serviços de cuidados de saúde primários anunciados pelo ministério de Adalberto Marques Fernandes.

Hospitais com mais camas


Além da introdução de electrocardiogramas nos centros de saúde, o secretário de Estado-adjunto da Saúde anunciou que vai ser reforçado o número de camas. 

O secretário de Estado adjunto da Saúde não deixou de sublinhar a importância de uma rápida assistência por parte de profissionais. "Da parte do INEM não há indicadores de falta de resposta. São transportados adequadamente. Quando verificamos no Hospital, percebemos que muitas pessoas vão pelos meios próprios", cita a Lusa. O governante justifica que  a diminuição do impacto do INEM se deveu justamente à falta de informação e formação da população, que desvaloriza os primeiros sintomas e tem "uma actuação passiva".


Assim, o Ministério da Saúde reforça o pedido de uma acção rápida e direccionada aos serviços de saúde, para um atendimento rápido que se traduza num tratamento eficaz. 
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