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Excesso de peso, pouco exercício, menos fumadores. Retrato de um Portugal sedentário

O Inquérito Nacional de Saúde do INE indica que mais de metade dos adultos em Portugal tem excesso de peso e que a maioria não faz exercício físico. Uma boa notícia é que o número de fumadores baixou. E que aumentou o número dos que todos os dias andam a pé e comem fruta ou legumes.

Filomena Lança filomenalanca@negocios.pt 26 de Junho de 2020 às 11:57
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Mais de metade da população portuguesa com 18 anos ou mais continua a ter excesso de peso ou obesidade, de acordo com o Inquérito Nacional de Saúde divulgado esta sexta-feira pelo INE. No primeiro caso são 36,6% da população e no segundo são 16,9%, com ligeiros aumentos face, respetivamente, aos 36,4% e 16,4% de 2014, ano em que foi realizado o mesmo inquérito.

 

Quando olhamos para os números relativos à prática de exercício físico, as notícias também não são as melhores. A maioria da população com 15 anos ou mais – uma fatia de 65,6% - não praticava qualquer desporto de forma regular e apenas 13,6% disseram fazer desporto uma ou duas vezes por semana, menos 1,8 pontos percentuais que em 2014.

 

Ainda que o país se mantenha muito sedentário, há também algumas boas notícias, ancoradas na tradição alimentar mediterrânica: 66,4% da população com 15 ou mais anos referiu consumir fruta diariamente, e 41,7% consumiam diariamente legumes ou saladas. A percentagem de pessoas que não consumiam carne, nem peixe, nem quaisquer produtos derivados era em 2019 de 0,5%. Os vegetarianos representavam uma parcela de 2,5%, que não consumiam nem carne nem produtos derivados da mesma.

 

Menos tabaco, ainda muito álcool

Outra notícia boa é que em 2019 recuou ligeiramente a fatia de população fumadora: Das pessoas com 15 anos ou mais, 17% fumam, mas são menos três pontos percentuais face a 2014. Contas feitas, 1,3 milhões de pessoas fumam diariamente, e 248 mil fazem-no apenas ocasionalmente (2,8% do total de fumadores). A maioria dos fumadores são homens.

 

No que respeita ao álcool, cerca de 6,2 milhões de pessoas disseram ter consumido bebidas alcoólicas nos 12 meses anteriores à entrevista: destes, 1,8 milhões fizeram-no diariamente (menos 14 p.p. que em 2014).

 

Um dado preocupante é que, como salienta o INE, 2,6 milhões de pessoas (mais de 40% da população em análise) referiram ter consumido seis ou mais bebidas alcoólicas numa única ocasião ou evento. É aquilo que se pode considerar como consumo arriscado e os inquiridos assumiram tê-lo feito pelo menos uma vez nos doze meses anteriores. Este número aumentou face aos 33,2% contabilizados em 2014.

 

O INE destaca ainda uma outra conclusão: a de que 8,0% da população residente com 15 e mais anos apresentava sintomas depressivos, num total de 716 mil pessoas. Destas, uma fatia de 170 mil (1,9%), afirmavam não ter a quem recorrer no caso de terem de enfrentar um problema pessoal grave.

 

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