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Já há 21 infetados com coronavírus em Portugal

Neste sábado, até ao momento, foram conhecidos mais oito casos de coronavírus, subindo para 21 o número total de infetados. As visitas a hospitais, lares e estabelecimentos prisionais da região Norte foram suspensas temporariamente. E algumas escolas serão encerradas.

Negócios com Lusa 07 de Março de 2020 às 15:46
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Portugal regista 21 casos de infeção pelo coronavírus que causa a doença Covid-19, mais oito do que os contabilizados na sexta-feira, anunciou a Direção-Geral da Saúde (DGS), este sábado, 7 de março.

 

De acordo com o boletim sobre a situação epidemiológica em Portugal, divulgado ao início da noite pela DGS, há 43 novos casos suspeitos, num total de 224 registados desde o início do ano, estando 47 a aguardar resultado laboratorial.

 

A região Norte é a que regista mais casos confirmados de infeção, com 15, seguindo-se a Grande Lisboa, com cinco, e um no Centro do país.

 

Entretanto, as visitas a hospitais, lares e estabelecimentos prisionais da região Norte foram suspensas temporariamente devido à epidemia Covid-19, anunciou a ministra da Saúde, Marta Temido, numa conferência de imprensa realizada na noite deste sábado, em Lisboa. A ministra revelou que algumas escolas serão encerradas e recomendou o adiamento de eventos sociais.

O mapa disponibilizado pela DGS não regista casos no Alentejo, Algarve e Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

As 21 pessoas com infeção pelo Covid-19 confirmada estão hospitalizadas, de acordo com a DGS.

Destes 21 doentes, 5 resultam de importação do vírus, dos quais 4 em Itália e 1 em Espanha.

Um dos casos importados, infetou outras nove pessoas, refere a DGS.

Relativamente à caracterização dos 21 doentes, 15 são homens e seis são mulheres, a maioria (seis homens e duas mulheres) têm entre 40 e 49 anos.

O paciente mais velho é uma mulher, com idade entre 70 e 79 anos, lê-se no boletim da DGS.

As autoridades de saúde têm 412 pessoas em vigilância por contactos com infetados.

 

Hospital de São João no Porto avança com hospital de campanha

O Centro Hospitalar de São João anunciou, entretanto, que vai avançar com a instalação de um hospital de campanha "para responder em exclusividade ao Covid-19", doença causada pelo novo coronavírus, sem adiantar quando entrará em funcionamento e a capacidade do mesmo.

 

A decisão de avançar com um hospital de campanha, que será instalado "durante a noite de hoje", foi tomada pelo Hospital de São João, uma vez que faz parte do plano de contingência da unidade hospitalar, disse à Lusa fonte oficial da instituição, indicando que "tem a ver com a evolução" do surto epidémico pelo novo coronavírus.

 

A infraestrutura será montada no perímetro do Hospital de São João, desconhecendo-se ainda se será numa tenda ou em contentores, assim como o local concreto, a capacidade e até quando poderá entrar em funcionamento.

 

A mesma fonte sublinhou que o hospital de campanha é "para responder em exclusividade ao Covid-19".

 

Na sexta-feira, a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) informou que vai ceder um hospital de campanha ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, a pedido da unidade, para o caso de ser necessário isolar doentes infetados pelo novo coronavírus de outros doentes.

 

O presidente da CVP, Francisco George, disse hoje à Lusa que a CVP acedeu a um pedido feito pela administração do Hospital de Santa Maria, para "fins de isolamento, no caso de ser necessário", de doentes infetados pelo novo coronavírus, que causa a doença Covid-19.

 

Segundo Francisco George, a requisição de um hospital de campanha foi efetuada pela administração do Santa Maria a "título preventivo" e "é absolutamente normal", para "evitar contactos próximos" entre doentes ou suspeitos com a Covid-19 e doentes que "estão no hospital por outras razões".

 

O surto de Covid-19, detetado em dezembro na China, já provocou mais de 3.500 mortos entre mais de 101 mil pessoas infetadas em pelo menos 94 países.

 

Com base no número mundial de infetados, a taxa de letalidade é de 3,4%, sendo que até ao momento a maioria já recuperou.

 

Substituição de Henrique Martins sem relação com surto, garante António Costa

 

O primeiro-ministro afirmou este sábado que substituição do presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, entidade responsável pela Linha SNS 24, estava pensada desde janeiro e "não tem nenhuma correlação" com o surto de Covid-19.

 

"Aproveito para esclarecer. Trata-se de um fim normal de mandato, foi um processo de substituição que estava desencadeado já desde janeiro, portanto muito antes de esta situação ter sido conhecida, e que não tem nenhuma correlação com a atual situação de crise que estamos a viver", afirmou António Costa.

 

O primeiro-ministro falava aos jornalistas no final de uma reunião com o homólogo sueco, Stefan Löfven, que decorreu na residência oficial do chefe de Governo, em Lisboa.

 

Na ocasião, foi questionado pelos jornalistas sobre a nomeação, por parte do Governo, de um novo conselho de administração para os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, entidade responsável pela Linha SNS 24, apanhando de surpresa o atual presidente, Henrique Martins.

 

Na sexta-feira, em Bruxelas, a ministra da Saúde rejeitou ter afastado o presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, justificando a substituição com o fim do mandato da administração anterior.

 

"Não houve demissão, houve um mandato que terminou no dia 31 de dezembro de 2019 e houve uma proposta de constituição de um novo conselho de administração, que seguiu a tramitação normal", salientou Marta Temido.

 

Sobre a epidemia de Covid-19 provocada por um novo coronavírus e o facto de existirem 13 pessoas infetadas em Portugal [até àquele momento], o primeiro-ministro assegurou que as autoridades de saúde estão "a funcionar em pleno".

 

"A Direção-Geral de Saúde tem vindo a dar as respostas que são necessárias, as orientações, temos os planos de contingência que estão devidamente desenhados e que vão sendo ativados em função das necessidades", prosseguiu, salientando que até agora "não houve nenhuma situação de incapacidade de resposta por parte do Serviço Nacional de Saúde nas diferentes dimensões em que tem sido chamado a intervir".

 

Alertando que, "com grande probabilidade, o número de pessoas infetadas conhecidas vão ainda estar a aumentar durante os próximos dias" e apesar de reconhecer a "gravidade desta epidemia", António Costa defendeu que o Serviço Nacional de Saúde "tem de continuar a responder a todas as outras necessidades de outros doentes".

 

Ladeado pelo homólogo sueco, o chefe de Governo português assinalou que, "é fundamental haver cada vez maior troca de informação" porque é necessário "ir aprendendo dia a dia aquilo que são os desafios colocados, as características próprias e os riscos associados a este vírus, que é novo".

 

Na ótica do Costa, essa troca de informação será vital por forma a "alinhar as medidas" a tomar porque "o vírus circula através da livre circulação das pessoas".

 

"E é de uma forma coordenada que temos de agir para não haver reações unilaterais de fecho de fronteira, que seriam desproporcionadas, seriam desnecessárias ou, para não as deixar de adotar se elas vierem a ser necessárias", frisou, alargando a importância da cooperação também ao plano económico.

 

Este foi um dos assuntos abordados na reunião bilateral, adiantaram os governantes.

O primeiro-ministro sueco notou que o país tem "planos para cenários piores" que o atual, e salientou que o "diálogo tem de continuar diariamente entre o Governo e as entidades responsáveis pelos cuidados de saúde".

 

Apontando que "a cooperação europeia é muito importante", Stefan Löfven defendeu a necessidade de "dar às autoridades nacionais uma hipótese para dialogarem com as autoridades europeias para terem a mesma informação", bem como com a Organização Mundial de Saúde, por forma a conseguir "conselhos semelhantes sobre como combater" este vírus.

Hotel desaba na China com 70 pessoas em quarentena

 

Um hotel usado para abrigar pessoas em quarentena por coronavírus desabou na cidade de Quanzhou, na província de Fujian, no sudeste da China, informou o governo da cidade.

 

O Xinjia Hotel tinha cerca de 70 pessoas quando desabou, por volta das 19h30 (11h30 em Portugal), e já terão sido resgatadas 23 pessoas, não sendo ainda conhecidas as causas do acidente.

 

A China é o país com mais casos registados de covid-19. No último relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), na passada nesta sexta-feira, o país tinha 80,7 mil casos confirmados da doença.


(Notícia atualizada às 21:12)

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