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Novos casos de covid-19 já estão abaixo da meta apontada por Marcelo para a Páscoa

Oito dias depois de Marcelo traçar a meta, a média de sete dias das novas infeções já é inferior a 2 mil. Afinal quão longe estamos do regresso à normalidade?

O grupo Unilabs escolheu Portugal para instalar o seu maior laboratório de despistagem da covid na Europa.
Registaram-se hoje mais 1.940 novos casos de infeção por Covid-19 Getty Images/iStockphoto
João Ruas Marques 19 de Fevereiro de 2021 às 18:09
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Pela primeira vez desde 19 de outubro de 2020, a média a sete dias de casos de novos infetados por covid-19 situa-se abaixo dos 2 mil - a meta que Marcelo definiu para atingir antes da Páscoa.

Segundo o boletim divulgado pela DGS diariamente, registaram-se hoje mais 1.940 novos casos de infeção, o que traz a média a sete dias para os 1935,1. A última vez que Portugal apresentou uma média tão baixa foi a 19 de outubro (1992,4), numa altura em que o país registava consistentemente números superiores de novos infetados, dia após dia.

No dia 11 de fevereiro, Marcelo Rebelo de Sousa mencionava num discurso à população que "temos de sair da primavera sem mais um verão e um outono ameaçados". E advertiu: "temos de assegurar que a Páscoa não será a causa de mais uns meses de regresso ao que vivemos estas semanas". Essas metas parecem ter sido hoje ultrapassadas apesar de Portugal registar desde dia 14 menos de 2 mil novos casos diários, com a exceção do dia 17 em que se registaram 2.324 novos casos.

De qualquer forma, o discurso de Marcelo não trouxe garantias e nada indica que o levantamento do confinamento invocado pelo mais recente Estado de Emergência esteja para breve, sobretudo numa altura em que o Governo não tornou ainda claro quais as metas oficias que o país terá que cumprir relativas à covid-19 para desconfinar finalmente.

Na última reunião do INFARMED de que fez parte, Manuel Carmo Gomes mencionava que deveria ser possível reverter o confinamento se o país atingisse uma percentagem inferior a 10% de casos confirmados entre os testes realizados, um R(t) inferior a 1,1, e sugeria que se fixassem tetos de 2 mil novos casos diários de infeção, 1.500 doentes hospitalizados devido à Covid-19 e de 200 internados nas unidades de cuidados intensivos (UCI). Ainda assim, estes valores referiam-se à aplicação do confinamento, não à sua remoção, e o Governo deve querer baixar ainda mais e estabilizar os números em parâmetros mais confortáveis antes de remover as restrições.

Quanto aos restantes parâmetros adiantados pelo epidemiologista, Portugal registou hoje 3.584 internados (2.084 acima do sugerido) e 669 internados em UCI (mais 469). A 13 de fevereiro a percentagem de testes positivos foi de 9,9% e desde então que tem vindo a descer. Segundo dados da Universidade Universidade Johns Hopkins, ela era a 17 de fevereiro de 7,8%.

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