É uma luta de anos que chega finalmente a bom porto. A CP anunciou ontem que saiu do perímetro do Estado, podendo passar a ter uma gestão mais empresarial. Com a alteração, a empresa deixa de contar diretamente para o défice e, acima de tudo, passa a ter melhores condições para executar investimentos estratégicos. Com a liberalização do mercado ferroviário em curso, a CP gerida por Pedro Moreira ganha assim novas armas.
Já houve momentos na revisão da lei laboral em que fazia sentido criticar o Governo. Nesta fase, e depois da forma como o Executivo aceitou prolongar por mais meses a negociação das propostas em torno do Código do Trabalho, fica claro que a UGT está mais interessada em fazer política do que em defender os trabalhadores. Rejeitar liminarmente a proposta para depois dizer que quer continuar a negociar é risível.
Mais lidas