Líder da CAP: "Temos de estar preparados para impacto direto brutal" nos preços dos alimentos
O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Álvaro Mendonça e Moura, exorta o Governo a aliviar a carga fiscal aplicada ao gasóleo agrícola, em face da escalada dos combustíveis, desencadeada pela guerra no Médio Oriente, advertindo para as consequências junto dos consumidores.
"O Governo tem que ter em conta que é preciso um apoio específico, neste momento, aos agricultores, sob pena de termos impactos diretos nos preços de alimentação e, portanto, no consumidores", afirmou, em entrevista ao Negócios e à Antena 1.
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Esse apoio passa por "uma maior redução" das taxas e impostos aplicados ao gasóleo agrícola (como o ISP e a taxa de carbono), que representam "25% do preço de venda ao público", detalhou.
Contudo, como alertou, no pior dos cenários, essa baixa fiscal pode não ser suficiente. "Se a situação se mantiver, o Governo terá que ir mais longe e terá mesmo que estabelecer apoios diretos. Mas, neste momento, nós não sabemos como é que a guerra vai evoluir. Agora, temos que estar preparados para situações de impacto direto brutal nos consumidores. Não é só uma questão dos agricultores. É uma questão da repercussão no preço dos bens alimentares", realçou.
Convidado do programa Conversa Capital, Álvaro Mendonça e Moura explicou que o consumo anual de gasóleo agrícola corresponde, números redondos, a 300 milhões de litros por ano, ou seja, 1,25 milhões de litros por dia e que só na primeira semana de março houve um aumento de 20 cêntimos por litro.
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Contas feitas pela CAP, só esse agravamento representa até ao final do mês um custo adicional de 3,7 milhões de euros para os agricultores e uma receita adicional para o Estado de 424 mil euros.
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