Linha de 40 milhões para apoiar agricultores devido às tempestades com fraca procura
A linha de apoio de 40 milhões de euros destinada à reposição do potencial agrícola que sofreu estragos provocados devido ao mau tempo, está com uma fraca procura. Embora o concurso para os agricultores nas zonas de calamidade termine apenas a 30 de abril, só foram ainda recebidas candidaturas a um valor conjunto de um milhão de euros (2,5% da dotação total), avança o Eco nesta quarta-feira.
O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes admite, por isso, fechar o concurso já a abrir um segundo logo de seguida. "Se pudesse fechar hoje as candidaturas, seria altamente criticado porque só aprovava um milhão de euros. Não fechando as candidaturas hoje, sou criticado porque ainda não chegou ao terreno nenhum montante desses 40 milhões de euros", refere, adiantando que alargar o prazo não é uma opção.
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Recorde-se que essa linha de apoio de 40 milhões de euros, destina-se aos agricultores dos 68 concelhos onde foi declarada a calamidade. Os apoios são a fundo perdido e, para ter acesso, é necessário que o prejuízo seja superior a 30% da exploração. Os agricultores podem ter um apoio máximo de 400 mil euros e mínimo de cinco mil. No terreno, os agricultores têm criticado a demora dos apoios em chegar a quem precisa. Em entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena 1, o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Álvaro Mendonça e Moura, alertou ainda que os apoios podem não ser suficientes para cobrir as necessidades.
O ministro da Agricultura revelou ainda que, paralelamente, o Governo vai criar um novo instrumento financeiro, gerido pelo Banco de Fomento, para apoiar as empresas agrícolas que foram afetadas pelas tempestades do final de janeiro e início de fevereiro. A dotação total desse novo instrumento deverá chegar aos 20 milhões de euros.
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