Filha mais nova de Américo Amorim faz aliança com “enólogo do Papa”
Nascido em 1948 na aldeia de Monterubiaglio, perto de Orvieto, na região da italiana da Úmbria, Itália, Riccardo Cotarella lançou recentemente a sua autobiografia oficial, intitulada “Il vino e la vita. La mia storia”.
Aos 78 anos, desempenha funções de grande relevância institucional, sendo presidente nacional da Assoenologi, a associação italiana de enólogos, e também lidera a União Internacional de Enólogos.
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É frequentemente referido como o “enólogo do Papa”, devido ao seu trabalho com o Vaticano, e assina igualmente vinhos para diversas personalidades e celebridades, entre as quais o cantor Sting, além de colaborar com várias empresas nacionais e internacionais de elevado prestígio.
Ora, a experiência e a sensibilidade de Riccardo Cotarella, uma das vozes mais respeitadas e influentes da enologia mundial, chegam agora à viticultura de montanha em Portugal, com o enólogo italiano a colaborar com as três propriedades do grupo Amorim, que são lideradas por Luísa Amorim – a Quinta Nova no Douro, Taboadella no Dão, e Herdade Aldeia de Cima no Alentejo, esta última um projeto pessoal da mais nova das três irmãs herdeiras.
“A amizade de longa data entre as famílias Amorim e Cotarella, unidas pela mesma paixão pelo vinho, atravessa agora fronteiras e saberes”, começa por frisar o grupo Amorim, em comunicado.
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O objetivo “é aprofundar o diálogo e o conhecimento entre dois dos grandes países do vinho a nível mundial, Portugal e Itália, que, ao longo dos séculos, desenvolveram uma observação empírica do seu vasto património genético e das suas práticas vitivinícolas ancestrais”.
“Portugal tem uma inteligência verdadeiramente única para o lote”
“Nos projetos liderado por Luisa Amorim encontrei uma profunda atenção ao detalhe e ao saber-fazer local, com cada propriedade a ter a sua própria equipa de viticultura e enologia, pessoas muito experientes e sábias na viticultura de montanha, com um enorme respeito pela filosofia da viticultura em mosaico, que explora nano e micro-parcelas de castas nativas, portuguesas”, afirma Riccardo Cotarella.
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Acrescenta ainda que “Portugal tem uma inteligência verdadeiramente única para o lote. A forma natural como estes grandes enólogos combinam dezenas de variedades nativas, preservando o equilíbrio e a identidade de cada vinho, é uma arte rara que nunca tinha presenciado no mundo”, enfatiza.
“Trabalhar aqui é realmente inspirador: há rigor, sensibilidade e uma harmonia natural que transforma a complexidade em beleza, criando as condições para produzir vinhos de verdadeira expressão global. Eu próprio venho aqui para aprender e para partilhar”, diz Riccardo Cotarella, comentando a sua primeira colaboração de sempre em Portugal.
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Por seu lado, Luísa Amorim afirma que “trabalhar com o Riccardo Cotarella é ganhar sabedoria e transmitir conhecimento com a confiança de um grande amigo”.
“A sua atenção meticulosa à maturação fenólica, à microvinificação e à pureza varietal, aliada a uma vasta experiência em propriedades icónicas italianas e internacionais, faz deste grande enólogo um verdadeiro mestre na elevação de cada ‘terroir’ à mais alta expressão de excelência”, sublinha Luisa Amorim.
“Dois mundos enológicos distintos, duas mentes que respeitam a identidade de cada origem e a respetiva cultura”, e um grupo de enólogos residentes com vasta experiência trabalham agora em conjunto: António Bastos e Eduardo Leite são os enólogos da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo (Douro), Rodrigo Costa da Taboadella (Dão) e António Cavalheiro da Herdade Aldeia de Cima (Alentejo).
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“Mais do que uma colaboração técnica, este é um encontro entre gerações e geografias. Uma aliança cultural e humana que reforça o papel de Portugal no mapa mundial do vinho”, remata o grupo Amorim.
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