Camilo Lourenço depõe quinta-feira no inquérito ao BPN
Camilo Lourenço foi chamado porque em Março de 2001, a “Exame” fez capa com o tema BPN. Lá dentro, ao longo de várias páginas, dava-se conta de vários factos da vida do banco liderado por José de Oliveira Costa que o mercado questionava: o ritmo célere de crescimento da actividade, as elevadas taxas de remuneração dos depósitos, o excesso de concentração do negócio aos seus accionistas.
O mesmo trabalho referia que o Banco de Portugal (BdP) tinha obrigado o BPN a aumentar capital, para repor níveis de solvabilidade, e a autonomizar os negócios imobiliários da área financeira. O trabalho da “Exame” foi dos primeiros a mostrar que nem tudo corria bem no reino de Oliveira Costa.
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Antes da audição ao colunista do Negócios, já na terça-feira será ouvido na comissão de inquérito Leonel Mateus, quadro do BPN que trabalhava no gabinete do ex-administrador Luís Caprichoso, um dos gestores que teria conhecimento do funcionamento irregular do banco cabo-verdiano Insular.
Na quarta-feira, será a vez de o antigo administrador do banco, José Manuel Sousa, prestar esclarecimentos aos deputados que estão a investigar a nacionalização do BPN.
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