Galp apontada como potencial compradora de activos da Shell em África
A anglo-holandesa Royal Dutch Shell, que já saiu de cerca de 15 países em 2008, está agora a desinvestir em África, avança o “site” Walfadjri Aurore. O motivo invocado, segundo a mesma fonte, é o de uma mudança de estratégia por parte da Shell, que vai levar a petrolífera a concentrar-se nos segmentos da exploração e da produção, libertando-se das actividades de refinação, bem como de armazenamento e comercialização de produtos como o gás e os lubrificantes.
A revista de negócios “Réussir” também alude à Galp entre os possíveis compradores destes activos. Ambas as fontes referem que a estratégia da Shell é a de privilegiar a venda de todo o seu património em África num só lote. Mas parece ser uma missão difícil. “As gigantes petrolíferas, que têm simultaneamente meios financeiros e visão estratégica estão todas em posições pouco confortáveis, a começar pela Total-Elf-Fina, cuja estratégia é mais de consolidar as suas recentes aquisições naquele continente”, diz o Walfadjri Aurore.
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Por seu lado, a “Réussir” sublinha que o retorno das norte-americanas Mobil e Chevron-Texaco e da britânica BP ao continente africano parece pouco previsível. Então, quem pode substituir a Shell? Uma opção da petrolífera é a de vender os seus activos africanos a dois ou mesmo três blocos regionais. E de acordo com ambas as publicações, a Galp Energia está entre os potenciais candidatos, além da líbia Oil Lybia e da marroquina Afriquia, das sul-africanas Sasol e Engen, da senegalesa Elton e da nigeriana Mrs.
A “Réussir” avança ainda que a Shell está a negociar há vários meses com quatro potenciais compradores destes seus activos em África.
A Galp Energia segue a cair 0,98% para 12,615 euros por acção.
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