Modelo Continente triplica lucros com contributo positivo do Brasil (act)

A Modelo Continente anunciou hoje que os resultados líquidos triplicaram no primeiro semestre do ano, com a empresa de distribuição do Grupo Sonae a beneficiar do contributo positivo dos negócios no Brasil e dos menores encargos financeiros.
Nuno Carregueiro 08 de Setembro de 2004 às 19:28

No mercado doméstico a Modelo Continente terminou o semestre com 279 lojas, mais 5% que no período homólogo, com a área de vendas a crescer 2%. No mercado brasileiro a empresa aumentou o número de ponto de vendas em 1%, apesar de a área de vendas ter diminuído 1% para 429 mil metros quadrados.

No total a empresa tinha 444 lojas, mais 4% que no período homólogo, com abertura de 10 novas unidades no universo de retalho não alimentar em Portugal e uma nova unidade Modelo em Gulpilhares, na zona do Grande Porto. No Brasil, foram inaugurados no semestre 6.000 novos m2 no estado do Rio Grande do Sul.

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No total o investimento técnico da empresa totalizou 62 milhões de euros. Entre os projectos para novas lojas encontram-se os hipermercados Continente das Antas e de Loures em Portugal (a inaugurar em 2005), bem como 3 novos hipermercados nos Estados brasileiros do Rio Grande do Sul e Santa Catarina (com inauguração prevista para os próximos 18 meses).

O negócio na maior economia da América Latina contribuiu de forma positiva para os lucros e o «cash flow» operacional, com um crescimento de 14% neste último indicador, até aos 13 milhões de euros, que representa uma margem de 2,8% (acima dos 2,6% do período homólogo).

Esta melhoria no Brasil ajudou a compensar a queda de 10% registada no «cash flow» operacional das actividades em Portugal. «O universo de retalho português manteve a tendência de acréscimo de concorrencialidade que o vem caracterizando, com a oferta (materializada no número de metros quadrados de área de venda disponíveis para os consumidores) a crescer cerca de 5%, bem acima da evolução da procura (medida pela evolução do volume de vendas dos principais operadores do mercado) que não alcançou 3%», refere o comunicado da empresa.

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Sobre o mercado brasileiro a empresa diz que «os últimos meses parecem indiciar uma tendência de melhoria, com o consumo a reagir favoravelmente ao robustecimento dos indicadores fundamentais da economia».

Perspectivas para o Brasil são «claramente favoráveis»

Nas perspectivas para o resto do ano a Modelo Continente diz que «o desenvolvimento da empresa passará pelo reforço da dinâmica de crescimento no âmbito da aplicação da nova lei de licenciamento comercial, e pelo prosseguimento de uma atitude de forte inovação ao nível da proposta de valor junto dos clientes».

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Para o mercado brasileiro, as perspectivas «são claramente positivas face ao reforço de competitividade e notoriedade que a operação experimentou nos últimos meses».

Esta afirmação parece clarificar que a empresa não está a estudar vender as operações naquele país, tal como tem sido noticiado na imprensa brasileira.

A empresa diz que no Brasil vai prosseguir «a estratégia de aperfeiçoamento operacional e comercial em curso, desenvolvendo igualmente novas oportunidades de investimento que permitam a consolidação da posição de liderança na região Sul do país».

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As acções da Modelo Continente terminaram a subir 2,16% para os 1,42 euros e a Sonae SGPS avançou 1,18% para os 0,86 euros.

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