Pharol retira proposta de agrupamento de ações. Vai continuar a ser uma "penny stock"
A Pharol aprovou esta sexta-feira em assembleia-geral a retirada da proposta de reagrupamento de ações, que pretendia fundir 100 títulos num só, com o valor de três euros. A proposta, que não tinha sido votada na convocatória anterior por falta de quórum, fica assim definitivamente afastada.
A outra proposta em apreciação foi aprovada, anunciou a empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A ex-PT SGPS deixa de ser uma sociedade gestora de participações sociais, passando a poder investir diretamente em instrumentos financeiros, gerir créditos de forma ativa e aplicar capitais próprios sem constrangimentos.
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Nesta mesma proposta, foi aprovada também a desblindagem dos estatutos, que limitava os direitos de voto dos acionistas a um tecto de 10%, que a empresa alegava "dificultar ou impedir operações de fusão, controlo, reforço de participações na Pharol, bem como o agrupamento entre acionistas", como referia a convocatória.
Neste momento, o principal acionista é o fundo Burlington Loan Management, uma sociedade afiliada e aconselhada pela Davidson Kempner European Partners, que detém 20% do capital, apesar de a "blindagem" dos estatutos limitar os direitos de voto a 10%, após a venda da participação da Oi, que está em recuperação judicial. Do restante, 8% são ações próprias e o restante está disperso em bolsa.
A Pharol é o que resta da PT SGPS e tem como principal ativo os instrumentos de dívida da Rio Forte, com os quais ficou após o colapso do BES/GES, com um valor nominal de 897 milhões de euros e atualmente avaliados em 51,9 milhões. Em 2025 teve lucros de 2,1 milhões de euros, depois de ter interrompido anos seguidos de resultados negativos em 2024, devido ao reconhecimento de 26 milhões de reembolsos fiscais.
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