Portugal bate novo recorde de pedido de patentes europeias em 2025 com total de 368
Portugal bateu novo recorde em pedidos de patentes europeias no ano passado, com um total de 368 pedidos junto da Organização Europeia de Patentes (OEP), um aumento homólogo de 6,1%, divulgou esta terça-feira a entidade.
Este foi o "número mais elevado de sempre", de acordo com o EPO Technology Dashboard 2025 (anteriormente Patent Index), que hoje foi divulgado e que indica que, desde 2016, "os pedidos de patentes europeias provenientes de Portugal mais que duplicaram, refletindo um ecossistema de inovação cada mais dinâmico no país".
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A tecnologia informática e áreas relacionadas com a saúde "continuam a ser os principais setores de inovação em Portugal".
"OPRIMEE, NOS Inovação e INESC Porto são os três principais requerentes portugueses", é destacado no comunicado, referindo que o Note de Portugal "é a região com maior número de pedidos de patente europeia", ou seja, 39% do total.
Em 2025, a OEP recebeu um "número recorde de 201.974 pedidos de patente", uma subida de 1,4% face ao ano anterior, "ultrapassando pela primeira vez a marca dos 200.000 pedidos".
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"Os pedidos provenientes da Europa, incluindo dos 39 Estados-membros da OEP, aumentaram 0,4% (UE27 + 0,7%), enquanto os pedidos oriundos fora da Europa cresceram 2,1%", lê-se no comunicado.
Saliente-se que os pedidos de patente "constituem um indicador do investimento das empresas em investigação e desenvolvimento (I&D)".
O número recorde de pedidos de patente "evidencia a capacidade de inovação da Europa e a sua atratividade enquanto mercado tecnológico global", salienta o presidente da OEP, António Campinos, citado em comunicado.
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O Technology Dashboard 2025 "acompanha os progressos e as lacunas nos diferentes setores industriais, ajudando os decisores políticos a identificar áreas prioritárias e a orientar ações e investimentos para reforçar a soberania tecnológica e a competitividade na Europa", prossegue o responsável.
Embora "a Patente Unitária já esteja a eliminar barreiras e a acelerar a transição para um mercado europeu de inovação mais integrado, é necessário manter o foco, especialmente em setores estratégicos como a inteligência artificial, os semicondutores, a saúde e as tecnologias quânticas", considera António Campinos.
De acordo com o relatório, "a tecnologia informática manteve-se como a principal área técnica em 2025 pelo quarto ano consecutivo, com os pedidos a continuar a aumentar (+2,6% face a 2024), em linha com a tendência global na OEP, onde esta área também liderou e evidenciou crescimento".
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As tecnologias relacionadas com a saúde "voltaram a representar três das cinco principais áreas tecnológicas em Portugal".
Por exemplo, a tecnologia médica registou um crescimento "particularmente expressivo (+32% em termos homólogos), tal como a biotecnologia, que "também evidenciou uma evolução positiva, com um aumento de 5% em 2025, contrariando a tendência geral de descida ao nível da OEP".
Em contrapartida, "os pedidos na área farmacêutica diminuíram 9,5%, após um ligeiro crescimento no ano anterior".
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O manuseamento (que inclui tecnologias de embalagens), com mais de 75,0%, ainda que a partir de um nível mais baixo, mobiliário/jogos, registaram mais de 62,5%, e transportes (que inclui tecnologias automóveis), com mais de 50,0%, também registaram aumentos.
A OPRIMEE - Innovation Design Engineering Solutions lidera os pedidos de patente portugueses em 2025, com 26 pedidos, seguida da NOS Inovação (18 pedidos) e do INESC Porto - Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto (14 pedidos).
A BLC3 Evolution (11 patentes), Feedzai (10), Bial (8), Novadelta (8), Universidade de Aveiro (8), Universidade de Coimbra (8) e o centro de investigação CENTITVC - Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes (7) completam o top 10.
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