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Ao minutoAtualizado há 34 min10h31

Europa derrapa com ultimato de Trump a Teerão. Stoxx 600 entra em território de correção

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta segunda-feira.

Traders, mercados, bolsas
Traders, mercados, bolsas Sarah Yenesel / Lusa_EPA
Negócios 10:29
há 37 min.10h28

Europa derrapa com ultimato de Trump a Teerão. Stoxx 600 entra em território de correção

Os principais índices europeus negoceiam com quedas acentuadas em toda a linha, num dia em que o Stoxx 600 caminha para uma correção, já tendo perdido cerca de 11% desde o último máximo histórico atingido em fevereiro. Isto à medida que se intensifica a escalada do conflito no Médio Oriente.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – perde 2,19%, para os 560,72 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX cai 2,09%, o espanhol IBEX 35 recua 2,58%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 2,74%, o francês CAC-40 derrapa 1,71%, ao passo que o neerlandês AEX cede 1,41% e o britânico FTSE 100 tomba 2,01%.

As ações da região caíram depois de o Irão ter levado a cabo novos ataques em todo o Golfo Pérsico horas antes de expirar o prazo dado pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, para Teerão reabrir o estreito de Ormuz. “O ultimato de Trump está a agravar a situação e está claramente a refletir-se nos mercados acionistas”, disse à Bloomberg Aneeka Gupta, da Wisdomtree. “Houve uma mudança da incerteza para a certeza de que isto parece ser um conflito mais prolongado”, sublinhou.

Já Vincent Juvyns, do ING em Bruxelas, destaca que “os mercados estão agora a entrar em modo de estagflação total. Espero que não voltemos a viver [o que aconteceu em 2022], que foi um ‘annus horribilis’ para os mercados acionistas”, acrescentando que “obviamente, não se pode excluir a possibilidade de uma recessão se a crise continuar”.

Nesta medida, Peter Tchir, da Academy Secutrities, alerta que “os custos, as potenciais perturbações na cadeia de abastecimento e as taxas mais elevadas (quando muitas hipotecas são de taxa variável) parecem ser a receita para uma recessão”.

Os setores estão mesmo a perder em toda a linha, com as quedas mais expressivas a serem registadas pelo do imobiliário (-3,26%), dos recursos naturais (-3,09%), e da construção (-2,80%).

Entre os movimentos do mercado, a Telecom Italia ganha 2%, de mais de 10 mil milhões de euros sobre a empresa.

há 38 min.10h27

Juros com fortes agravamentos. "Spread" entre juros das obrigações alemãs e italianas atinge 100 pontos-base

A ameaça de uma crise energética está a levar os “traders” a apostar em mais subidas das taxas de juro por parte do Banco de Inglaterra (BoE) e do Banco Central Europeu (BCE). Assiste-se a uma clara tendência de aversão ao risco por parte dos investidores na sessão desta segunda-feira, em particular no mercado de obrigações europeu, com o "spread” entre os juros das obrigações alemãs a 10 anos e os juros das obrigações italianas com a mesma maturidade a alargar-se e a atingir os 100 pontos-base pela primeira vez desde junho do ano passado.

Neste contexto, os juros das dívidas soberanas da Zona Euro negoceiam nesta segunda-feira com agravamentos em toda a linha.

Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, agravam-se em 6,7 pontos-base, para 3,575%. Em Espanha a "yield" da dívida com a mesma maturidade segue a mesma tendência e sobe 6,5 pontos, para 3,641%.

Já os juros da dívida soberana italiana escalam 10,6 pontos, para 4,067%. Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa agrava-se em 8,5 pontos, para 3,838%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, sobem 2,8 pontos, para os 3,067%.

Já fora da Zona Euro, os juros das “gilts” britânicas, também a dez anos, escalam 10,3 pontos-base, para os 5.090, já depois de no final da semana passada terem atingido o seu nível mais elevado desde 2008, à medida que os mercados antecipam taxas de juro mais elevadas em resposta às preocupações com a inflação.

09h07

Dólar valoriza com procura enquanto ativo-refúgio. Japão preparado para intervir no mercado cambial

Iene

O dólar segue a negociar com ganhos na manhã desta segunda-feira, à medida que as crescentes ameaças de retaliação no conflito do Médio Oriente reduzem o apetite pelo risco e aumentam a procura por ativos-seguros, como é o caso da “nota verde”.

O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – avança 0,12%, para os 99,765 pontos. Isto depois de na sexta-feira o índice ter registado a sua primeira descida semanal desde o início da guerra, uma vez que os efeitos inflacionistas da subida dos preços do petróleo levaram os bancos centrais a adotarem uma postura mais restritiva.

As esperanças de um fim das hostilidades no Médio Oriente esmoreceram durante o fim de semana, com o Presidente dos EUA, Donald Trump, a ameaçar atacar a rede elétrica do Irão e Teerão a prometer retaliar contra as infraestruturas dos seus vizinhos. O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou que esta crise é pior do que os dois choques petrolíferos da década de 1970 juntos.

Face ao iene, o dólar sobe 0,13%, para os 159,440 ienes. E com o iene a enfraquecer de novo e em direção ao nível de 160 ienes por dólar, o principal responsável pela política cambial do Japão, Atsushi Mimura, afirmou que o Governo está pronto para tomar medidas para combater a volatilidade cambial. 

Pela Europa, a libra desvaloriza 0,25%, para os 1,330 dólares e o euro perde 0,37%, para os 1,153.

08h33

Petróleo e gás avançam com troca de ameaças entre Trump a Teerão

Os preços do petróleo negoceiam com valorizações na sessão desta segunda-feira, 23 de março, com os investidores a avaliarem o ultimato imposto pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, ao Irão para reabrir o estreito de Ormuz e a ameaça de represálias por parte de Teerão, 

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08h54

Ouro e prata derrapam 5%. Metal amarelo apaga ganhos deste ano

Ouro em queda com investidores atentos ao discurso de Jerome Powell

O ouro e a prata estão a negociar com fortes perdas na manhã desta segunda-feira, registando quedas pela nona sessão consecutiva, já depois de o metal amarelo ter tido a sua maior queda semanal desde 1983.

A esta hora, o ouro recua 5,63%, para os 4.239,680 dólares por onça. No que toca à prata, que já chegou a cair mais de 10%, o metal precioso desvaloriza 4,77%, para os 64,704 dólares por onça.

O ouro mais do que anulou os ganhos deste ano, à medida que a guerra no Médio Oriente aumenta o risco de uma escalada da inflação. Desde o início do conflito, a subida dos preços da energia tem aumentado as expectativas de subidas das taxas de juro por parte da Reserva Federal dos EUA e de outros bancos centrais, fator que tira terreno ao ouro, que não rende juros.

"O ouro tem um problema de liquidez”, afirmou à Bloomberg Johan Jooste, diretor executivo da Pangaea Wealth. A rápida onda de vendas foi impulsionada pela necessidade dos investidores de angariar liquidez, e há um risco adicional de queda para o metal precioso se a guerra continuar a agravar-se, acrescentou o mesmo especialista.

Durante o fim de semana, o Presidente dos EUA, Donald Trump, deu ao Irão um prazo de dois dias para reabrir o estreito de Ormuz ou ver as suas centrais elétricas bombardeadas. O Irão respondeu que, caso o ultimato dos EUA se concretizar, vai fechar “por completo” a via marítima e atacar infraestruturas de energia, tecnologia e dessalinização nos países vizinhos.

A magnitude da queda do ouro não é inédita, mas o ritmo desta queda tem sido muito mais rápido do que em muitas ocasiões históricas”, referiu, por sua vez, Wayne Gordon, do UBS Group.

Nas três semanas desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, a queda do ouro tem sido impulsionada, em parte, por vendas de investidores, à medida que procuram cobrir perdas noutras partes das suas carteiras. O metal amarelo, que já perdeu cerca de 20% desde o início do conflito, terminou o ano passado nos 4.319,37 dólares por onça e atingiu um máximo histórico acima dos 5.595 dólares por onça no final de janeiro.

07h55

Ásia começa semana com fortes perdas. Japonês Topix entra em território de correção

Os principais índices asiáticos encerraram a primeira sessão da semana com fortes desvalorizações em toda a linha, à medida que se assiste a uma escalada do conflito no Médio Oriente, que já entrou na quarta semana. Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 seguem a perder cerca de 1,8% e os do S&P 500 recuam 0,80%.

Pelo Japão, o Topix caiu 3,41% e entrou em território de correção, tendo perdido mais de 10% desde o seu último máximo histórico atingido a 27 de fevereiro. Já o Nikkei seguiu a mesma tendência e perdeu 3,48%. Pela China, o Hang Seng de Hong Kong cedeu 3,57% e o Shanghai Composite desvalorizou 3,63%. Por Taiwan, o TWSE recuou 2,45%, enquanto pela Coreia do Sul o Kospi tombou 6,49%.

A retórica em torno da guerra no Médio Oriente intensificou-se durante o fim de semana, com o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, a fazer um ultimato de 48 horas a Teerão para reabrir o estreito de Ormuz — crucial para o fluxo de petróleo e gás da região — sob pena de os EUA “destruírem” as centrais elétricas do Irão.

A República Islâmica respondeu que qualquer ataque desse tipo levaria Teerão a fechar o estreito por tempo indeterminado e a atacar as infraestruturas energéticas dos EUA e de Israel em toda a região. Embora a reação nas ações tenha sido mais acentuada, a resposta à mais recente escalada foi mais moderada nos mercados petrolíferos. Ainda assim, tanto o Brent como o WTI já subiram mais de 70% este ano.

“Os mercados estão definitivamente a ficar mais nervosos com o que está a acontecer no Médio Oriente neste momento”, disse à Bloomberg Martin Schulz, da Federated Hermes. “A nossa opinião é que é hora de cautela, não de pânico. A duração é a questão principal. Quanto mais isto se arrastar, obviamente pior ficará”, acrescentou.

E numa altura em que os bancos centrais estão a preparar-se para subir os juros diretores devido aos aumentos nos preços da energia, “as ações asiáticas estão a ter um início de semana difícil, o que se deve em grande parte a uma reavaliação drástica das perspetivas da política monetária global”, referiu à agência de notícias financeiras Garfield Reynolds, da MLIV. Esta rápida mudança de postura dosa decisores de política monetária está a indicar aos investidores que, mesmo que os preços do petróleo estabilizem, os choques energéticos provocados pela guerra no Irão implicam um consequente aperto acentuado nas condições financeiras.

Pelo Japão, o setor tecnológico contribuiu mais para as quedas, enquanto empresas relacionadas com chips, como a Renesas Electronics (-9,16%) e a Lasertec (-8,72%), estiveram entre as que registaram dos piores desempenhos no Nikkei.

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