Lucro da Mercedes-Benz cai 48% para 5,33 mil milhões. Tarifas e queda na China explicam tombo
O grupo automóvel alemão Mercedes-Benz lucrou 5.331 milhões de euros em 2025, uma queda de 48,8% face 2024, devido ao aumento das despesas com tarifas nos EUA e à queda nas vendas na China, informou a empresa esta quinta-feira.
De acordo com os resultados divulgados pelo grupo, a faturação caiu 9,2% para 132.214 milhões de euros, após a queda nas vendas, principalmente na China.
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Da mesma forma, o lucro operacional caiu 57,2% no mesmo período, para 5.820 milhões de euros.
A Mercedes-Benz afirmou que o resultado foi prejudicado pela evolução das tarifas em todo o mundo, pelos efeitos negativos das taxas de câmbio, especialmente a fraqueza do dólar, e pela forte concorrência na China.
"Num ambiente de mercado dinâmico, os nossos resultados financeiros estiveram em linha com a nossa previsão, impulsionados por um foco claro na eficiência, velocidade e flexibilidade", afirmou o presidente executivo (CEO) do grupo Mercedes-Benz, Ola Källenius, ao apresentar os números.
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O aumento das tarifas aduaneiras representou um custo de 1.000 milhões de euros, segundo a marca.
Além disso, o preço médio de venda de um automóvel Mercedes-Benz baixou de 71.000 para 68.100 euros.
Esta queda nos preços levou a que a margem de rentabilidade operacional sobre as vendas antes de extraordinários da sua divisão automóvel Mercedes-Benz Cars baixasse para 5% (8,1% em 2024).
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O fluxo de caixa livre no negócio industrial caiu 40,8% no ano passado, para 5,414 mil milhões de euros.
A administração e o conselho fiscal irão propor na próxima assembleia geral de acionistas a distribuição de um dividendo de 3,5 euros por ação para o exercício de 2025 (4,30 euros por ação foram distribuídos para 2024).
O grupo Mercedes-Benz prevê manter em 2026 o volume de negócios ao nível de 2025 e um lucro operacional significativamente superior ao do ano passado.
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