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Ao minuto12.02.2026

Podem ser retiradas 9.000 pessoas de Coimbra em caso de cheia centenária, diz autarca

Acompanhe os desenvolvimentos desta quinta-feira relativamente aos estragos e condicionamentos provocados pelo mau tempo em diferentes regiões do país.

12 de Fevereiro de 2026 às 22:35
12.02.2026

Coimbra preparada para retirar mais 9.000 pessoas caso pico de cheia se confirme

A Câmara de Coimbra está a preparar-se para ter de retirar mais nove mil pessoas, sobretudo na zona urbana, caso o cenário de cheia centenária se confirme na sexta-feira, afirmou hoje a presidente do município.

Depois de já ter avançado com avisos de retiradas preventivas nos últimos dias de cerca de 3.500 pessoas em zonas mais rurais do concelho, o município prepara-se agora para a possibilidade de retirar cerca de 9.000 pessoas concentradas na malha urbana, que poderá vir a sofrer inundações, afirmou Ana Abrunhosa, em conferência de imprensa na Casa Municipal de Proteção Civil.

Segundo a autarca, caso o cenário de cheia centenária se confirme na manhã de sexta-feira, será necessário retirar pessoas de zonas urbanas do concelho, como é o caso da Baixa e do Rossio de Santa Clara.

Já durante esta noite, o município irá começar a retirada preventiva de pessoas acamadas e sem-abrigo que estejam nas zonas que estão potencialmente em risco, acrescentou.

"A nossa preocupação esta noite vai ser retirar pessoas acamadas [...] e com especial preocupação com pessoas que vivem na rua. [...] Vamos transportá-las para locais adequados, para outros lares ou unidades de cuidados continuados", esclareceu.

Na sexta-feira, entre as 08:00 e as 09:00, há "uma grande probabilidade" de as equipas das juntas e outras autoridades começarem a pedir às pessoas para saírem das suas casas, acrescentou, referindo que será nessa altura que haverá confirmação de cenário de cheia centenária.

As zonas que serão potencialmente afetadas pela cheia em Coimbra são: zona ribeirinha de Torres do Mondego, Ceira, Conraria, Portela do Mondego, Quinta da Portela, Rossio de Santa Clara (e toda a cota baixa da freguesia), Baixa de Coimbra e zonas das ribeiras de Coselhas, Eiras, Fornos, Covões e Casais.

A presidente da Câmara de Coimbra indicou ainda que, caso se confirme o cenário de cheia centenária, na manhã de sexta-feira, as autoridades irão monitorizar as condições de circulação nas pontes de Santa Clara e viaduto do Itinerário Complementar 2 (IC2), que poderão ter de ser encerrados ao trânsito, caso se atinja um caudal demasiado elevado no açude-ponte que ponha em causa a segurança das infraestruturas.

Este cenário poderá também implicar inundações na estação ferroviária de Coimbra-B e Casa do Sal e na Estrada Nacional 111, apelando-se às pessoas para terem especial cuidado com carros em parques de estacionamento e garagens.

A autarca apelou às pessoas para seguirem as indicações das juntas de freguesia e estarem atentas às comunicações da Proteção Civil.

"Nós vamos comunicando, a Proteção Civil mandará mensagens por telemóvel e vamos adaptando as mensagens e as restrições à medida que a situação evolua", disse.

"Estamos a agir por precaução, porque até agora nós temos zero vítimas e o nosso objetivo é continuar apenas e só com danos materiais", salientou.

12.02.2026

Presidente da câmara de Coimbra admite possibilidade de cheia centenária

A presidente da Câmara de Coimbra afirmou que há a possibilidade de, na manhã de sexta-feira, ocorrer uma cheia centenária na bacia do Mondego, que poderá impactar a Baixa da cidade.

"Depois de uma reunião com a APA [Agência Portuguesa do Ambiente] e com a Autoridade Nacional da Proteção Civil, teme-se a possibilidade de uma cheia centenária em Coimbra", disse Ana Abrunhosa, numa conferência de imprensa realizada na Casa Municipal da Proteção Civil.

De acordo com a autarca, prevê-se um pico de cheia entre as 08:00 e as 09:00, com novo pico às 15:00, havendo o risco de inundações na Baixa e noutros pontos do centro urbano do concelho: "Está a chover muito nas regiões que canalizam a água para a [barragem] da Aguieira. O caudal do rio Ceira está a aumentar e nós, no açude-ponte [em Coimbra], a linha vermelha são os 2.000 [metros cúbicos por segundo]. Há a probabilidade de atingirmos 2.500 a 3.000 [metros cúbicos por segundo] e, quando se atingirem esses valores, vamos ter água que começa a recuar e a espraiar", atingindo a zona urbana do concelho.

Segundo Ana Abrunhosa, além do caudal do Mondego subir, haverá também uma subida das várias ribeiras do concelho e, face aos dias anteriores, as inundações que até agora só afetavam a zona rural do concelho poderão vir a acontecer "na parte urbana".

"As pessoas devem, se possível, ficar em casa, e evitar deslocações necessárias", salientou.

A presidente da Câmara de Coimbra dirigiu também uma "palavra de grande solidariedade aos municípios de Montemor-o-Velho e Soure", que "serão muito afetados", caso o cenário de cheia centenária se confirme.

A cheia centenária é "um momento completamente diferente daquele que ontem [quarta-feira] tínhamos como cenário", notou, apelando às pessoas para adotarem comportamentos preventivos e seguirem as instruções das autoridades.

"A barragem da Agueira atingiu o seu limite. Não tem capacidade. As pessoas devem proteger os seus bens, os seus animais, saberem para onde se podem dirigir caso não tenham familiares com quem ficar e nós procuraremos, dentro do que é um grande transtorno, dar todas as condições", acrescentou.

Ana Abrunhosa realçou ainda que todas as instituições do concelho estão a trabalhar em cooperação, tendo também no terreno o apoio do Exército.

"Com toda a tranquilidade, nós estamos aqui a transmitir esta mensagem, mas há uma coisa que ninguém nos perdoaria, era que não disséssemos a verdade. E o que estamos aqui a dizer às pessoas é a verdade", disse.

12.02.2026

Proteção Civil alerta para risco de cheias rápidas e deslizamentos

O comandante nacional da Proteção Civil alertou para o agravamento do estado do tempo nas próximas horas, com previsão de chuva forte e persistente, avisando para o risco de cheias rápidas e deslizamentos de terras.

O alerta do comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Mário Silvestre, foi dado pelas 19:00, numa conferência de imprensa na sede da ANEPC, em Carnaxide, Oeiras (Lisboa), para fazer um ponto de situação das cheias no país, a que assistiram o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e os presidentes das câmaras de Lisboa, Carlos Moedas, e de Oeiras, Isaltino Morais.

"Hoje acompanha-nos o senhor primeiro-ministro e o senhor presidente da Câmara de Oeiras e isto revela também a preocupação que todos temos relativamente ao episódio de precipitação previsto para a noite de hoje, com precipitação por vezes forte e o fenómeno meteorológico irá prolongar-se até ao dia 13 [sexta-feira]", afirmou Mário Silvestre.

O comandante nacional da ANEPC advertiu que as condições meteorológicas adversas poderão ter um impacto significativo na região da Grande Lisboa e na Península de Setúbal, podendo ocorrer inundações em meio urbano, nomeadamente em garagens e zonas subterrâneas.

"Impera aqui a questão da segurança e da precaução no que diz respeito ao comportamento cívico das pessoas, nomeadamente à salvaguarda dos seus bens e evitarem, nomeadamente, o estacionamento em zonas potencialmente alagadas e também zonas onde as árvores poderão ser, no fundo, um risco para as populações", aconselhou.

Mário Silvestre salientou também que, além da intensidade da precipitação, a persistência da chuva e a saturação dos solos aumentam o risco de derrocadas e colapso de muros e taludes, podendo causar isolamento de localidades.

Por outro lado, o comandante nacional referiu que o plano especial da Bacia do Tejo mantém-se no nível vermelho, o mais elevado, havendo também risco de cheia nas zonas ribeirinhas do rio.

"No Tejo, mantém-se também caudais bastante elevados, a maior parte deles provenientes das barragens de Espanha, nomeadamente Cedilho, que estava há pouco tempo na casa dos cinco mil metros cúbicos por segundo", apontou.

Devido a esta situação, Mário Silvestre advertiu para o risco de inundações nas zonas ribeirinhas do Tejo, nomeadamente nas lezírias.

"Alertamos para as povoações ribeirinhas destas zonas que tenham todo o cuidado também e que, mais uma vez, estejam preparados para eventualmente ter que abandonar as suas casas por prevenção durante este período", afirmou.

12.02.2026

Proteção Civil alerta para risco de cheias em Coimbra devido a descargas da Aguieira

O comandante nacional da Proteção Civil alertou a população de Coimbra para o risco de cheias na zona baixa da cidade, devido à possibilidade de descargas superiores a 2.300 metros cúbicos por segundo (m3/s) na Barragem da Aguieira.

"Alertamos [as populações] de Coimbra para que tomem todas as medidas necessárias, para que salvaguardem mais uma vez os seus bens e estejam prontas para, se eventualmente for necessário, terem que abandonar as suas casas na zona onde poderá haver afetação por parte desta inundação", afirmou Mário Silvestre.

O comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) falava pelas 19:00 numa conferência de imprensa para fazer um ponto de situação das cheias no país, a que assistiram o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e os presidentes das câmaras de Lisboa, Carlos Moedas, e de Oeiras, Isaltino Morais.

Mário Silvestre explicou que o risco de inundações na zona baixa da cidade de Coimbra se deve ao facto de a barragem da Aguieira, localizada na bacia hidrográfica do rio Mondego, abrangendo também parte do distrito de Viseu, estar na sua "capacidade máxima", existindo a possibilidade de realizar descargas superiores a 2.300 metros cúbicos por segundo.

Ainda sobre o distrito de Coimbra e do rio Mondego, o comandante nacional da Proteção Civil adiantou que decorrem os trabalhos de consolidação do rio Velho, evitando que a água possa atingir a zona de Montemor-o-Velho.

Na quarta-feira, por volta das 17:00, a margem direita do rio Mondego, nos Casais, Coimbra, colapsou, o que levou ao encerramento da Autoestrada 1 (A1).

Parte do tabuleiro do viaduto da A1 desabou ao final da noite na sequência do rompimento do dique.

12.02.2026

TAP reforça voos Lisboa-Porto após corte da A1

A TAP vai reforçar a rota Lisboa-Porto com até mais sete voos por semana e aumento da capacidade nalguns horários, de forma a colmatar necessidades da população afetadas pelo corte da A1, disse fonte oficial à Lusa.

"A companhia vai disponibilizar até mais sete voos por semana e aumentar a capacidade nalguns horários de acordo com a procura e disponibilidade de recursos", disse fonte oficial à Lusa.

Segundo a mesma fonte, "este esforço de realocação da capacidade destina-se a responder às necessidades da população afetada pelo corte da A1 e manter-se-á até se revelar necessário", acrescentou.

As obras de reparação do troço da Autoestrada 1 (A1), que desabou na quarta-feira após rebentamento de um dique no rio Mondego, em Coimbra, estão em curso, mas ainda sem previsão de conclusão, informou esta tarde a Brisa.

"Não é possível, para já, estimar o prazo de conclusão das obras de reparação", indicou a BCR - Brisa Concessão Rodoviária, em comunicado.

12.02.2026

Marcelo alerta para recuperação longa e dificil que implicará realocação de fundos europeus

O Presidente da República anteviu que a recuperação dos efeitos das recentes tempestades será uma longa tarefa para autarquias e Governo, com custos mais altos do que inicialmente estimados e que implicará "desvio de fundos europeus".

Em declarações aos jornalistas, no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa comentou que "é dificílimo ser-se Governo nestes tempos de calamidades" e realçou os danos em "infraestruturas importantes" como a A1, um dano que recomendou que seja enfrentado "sem alarmismo, mas sem facilitismo".

"Tudo isso somado exige não só mais dinheiro, mas mais tempo", acrescentou o chefe de Estado, estimando que esta tarefa ocupará "praticamente a vida de muitos autarcas e uma parte importante da vida do Governo, nos próximos três anos ou quatro".

O Presidente da República referiu que "os municípios não têm dinheiro, sem um reforço apreciável, para enfrentar aquilo que foram as consequências disto" e que "o Estado está a refazer permanentemente" os cálculos dos "montantes necessários para ocorrer a tudo".

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "como é evidente, há um desvio de fundos europeus que em muitos casos estavam pensados para outras coisas importantes para o crescimento do país" e que vão ser canalizados para a reconstrução das zonas afetadas, incluindo "capacidades empresariais instaladas" que foram atingidas.

12.02.2026

Restabelecer a circulação na A1 é "prioridade máxima", diz Montenegro

O Governo está a encarar o restabelecimento da circulação na A1 como "prioridade máxima", depois de uma parte da autoestrada ter colapsado na noite desta quarta-feira devido a um rebentamento do dique do Mondego, em Coimbra. Em visita a Alcácer do Sal, Luís Montenegro referiu que, desde o início da manhã, "foram mobilizados muitos camiões com pedra para suster e não agravar a situação" no local, mas, neste momento, as obras de recuperação estão a ser condicionadas por condições adversas.

"Neste momento, com o caudal que o Mondego ainda tem, sabemos que as operações estão a ser prejudicadas e estão a aguardar condições", refere o primeiro-ministro, que destacou que o corte preventivo no trânsito daquele troço da A1 foi "determinante para evitar um acidente de enorme gravidade". 

Luís Montenegro realça a necessidade das populações um pouco por todo o Portugal continuarem em "vigilância máxima", principalmente devido aos avisos de precipitação intensa para a noite desta quinta-feira que se deverão estender até amanhã. "Vai incidir principalmente sobre a bacia do Tejo e do Sado. Estamos a falar de solos muito saturados e caudais no limite", relembra o primeiro-ministro. No entanto, refere que existe expectativa que "as coisas possam acalmar no fim de semana". 

Esta quinta-feira, a , apesar de já estar a realizar trabalhos de estabilização junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego. Na noite de quarta-feira, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, admitiu que seriam precisas "várias semanas" para repor a circulação no troço da autoestrada, que ruiu devido à "velocidade e a violência das águas" - uma situação que considerou "absolutamente anormal". 

12.02.2026

Montenegro diz que PTRR ainda está a ser "desenhado" mas é preciso acelerar programas

O desenho da resposta nacional às sucessivas intempéries que assolaram o país ainda não está terminado, mas o Governo já sabe o que quer incluir no programa - e existem uma série de programas que têm de ser acelerados. Numa visita a Alcácer do Sal, Luís Montenegro referiu que o "grande plano de recuperação e resiliência exclusivamente português", a que chama de PTRR, vai ter incluir as "perspetivas de investimento em curso e outras que se vêm agora juntar em termos de recuperação e ganhos de resiliência para o futuro". 

O primeiro-ministro refere ainda que é necessário acelerar uma série de programas que já foram desenhados, como é o caso do "Água que Une" ou do "ProRios", e que vão fazer parte deste PTRR. "Há coisas que têm vindo a ser feitas e que têm agora de ser aceleradas", referiu em resposta às perguntas dos jornalistas. "A isso vamos juntar ainda infraestruturas críticas, a rede de abastecimento de energia elétrica, rede de telecomunicações e comunicações, abastecimento de água, saneamento e outros serviços essenciais", acrescenta. 

Luís Montenegro aproveitou ainda para referir que esta é uma oportunidade para tornar o país mais resiliente. "Agora que vamos recuperar o país, temos de lhe dar mais resistência para enfrentar novas catástrofes", afirmou, interligando o programa anunciado com a necessidade de tornar Portugal mais competitivo: "um país para poder sustentar todos estes projeto tem de criar riqueza". 

Questionado se pretende fazer uma remodelação cirúrgica do Executivo, após a saída da ministra da Administração Interna, o primeiro-ministro optou por referir que "vamos ter um Governo forte com instituições fortes". 

12.02.2026

Montenegro anuncia PRR nacional para recuperação do impacto das tempestades

Em visita a Alcácer do Sal, uma das localidades mais afetadas pelas cheias, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou esta quinta-feira uma “resposta nacional” para um problema “que afetou todo o território”.

“Nós teremos um PTRR, um grande plano de recuperação e resiliência exclusivamente português para sairmos destas intempéries mais fortes, mais resistentes socialmente e do ponto de vista da dinâmica económica”, disse aos jornalistas.    

O programa irá também ter uma “atuação sobre as infraestruturas críticas e básicas”, anunciou Montenegro, como as rodovias, ferrovias, o abastecimento de energia elétrica e água, entre outros.    

Isto para que “possamos recuperar e nos tornarmos mais resistentes a este e a outros fenómenos”, disse Montenegro.

12.02.2026

Sublanço Coimbra Sul-Coimbra Norte da A1 cortado. Brisa sugere alternativas

O sublanço entre Coimbra Sul e Coimbra Norte da autoestrada A1 está cortado após os danos causados após a rutura num dique do Mondego. 

Nesse sentido, a Brisa Concessões Rodoviárias (BCR) sugere alternativas aos automobilistas que tenham que fazer os trajetos entre a capital e a Invicta.

Para quem vai de Lisboa para o Porto, o trajeto alternativo sugeriro é entrar na A8 em Lisboa, continuar na A17 em Leiria Sul, seguir pela A25 no sentido de Viseu, entrar na A1 no nó de Albergaria e seguir pela A1 no sentido do Porto.

Já para quem se dirija da Invicta para a capital, a BCR sugere entrar na A1 no Porto, sair da A1 no nó de Albergaria, entrar na A25 no sentido de Aveiro, seguir pela A17. seguir pela A8 em Leiria Sul e continuar pela A8 em direção a Lisboa.

12.02.2026

Governo aumenta linha de crédito à tesouraria das empresas para mil milhões de euros

O Governo decidiu aumentar esta quinta-feira a linha de crédito à tesouraria para as empresas afetadas pelas sucessivas intempéries de 500 milhões para mil milhões de euros. A medida foi aprovada em Conselho de Ministros e anunciada pelo primeiro-ministro numa visita a Alcácer do Sal, em Setúbal. Luís Montenegro revelou ainda que já foram recebidas 3.500 candidaturas, que perfazem um total de 700 milhões de euros. 

Em respostas às perguntas de uma comerciante local, o primeiro-ministro afirmou que as seguradoras garantiram ao Governo que 80% das peritagens serão feitas nas próximas duas semanas e relembrou o papel dos seguros nestas calamidades. "O Estado não pode nem deve substituir-se aos seguros. Eles têm de assumir a sua responsabilidade e têm de ajudar o país ao serrem rápidos e consequentes", apelou, referindo ainda que as "pessoas precisam de ajuda agora". 

"Tudo isto está a ser feito com uma rapidez muito grande", disse, acrescentando que o Governo está a fazer um "esforço máximo" para com todos os atores para que os apoios cheguem o mais rápido possível às populações e às empresas. Neste sentido, Luís Montenegro apela à colaboração das autarquias e aos peritos das mesmas para "fazerem o acompanhamento das vistorias para podermos disponibilizar o dinheiro para a reconstrução das casas e comércios". 

O primeiro-ministro relembra ainda que existem ainda grandes cursos de água sob grande pressão no país, indicando que os estragos podem aumentar ainda mais. "Nós estamos muito conscientes que um pouco por tudo o lado há uma série de cursos de água que não estão nas noticias" e que estão a deixar as zonas ribeirinhas em "perigo iminente", acrescenta.   

12.02.2026

Acesso da Ponte 25 de Abril à A5 está cortado no sentido Lisboa/Cascais

O acesso da Ponte 25 de Abril à A5, no sentido Lisboa/Cascais, está cortado, informou a Brisa em comunicado. Já o acesso do viaduto de Duarte Pacheco até à Cruz das Oliveiras (km1) está condicionado, com apenas uma via de circulação, devido a trabalhos na via. A alternativa para quem sai da ponte e queira entrar na A5 é sair para Alcântara ou Monsanto. 

12.02.2026

Água subiu meio metro em quatro horas junto a Montemor-o-Velho

A água acumulada nos campos agrícolas do Baixo Mondego, potenciada pelo rebentamento da margem direita do canal principal do rio, na quarta-feira, subiu cerca de meio metro junto a Montemor-o-Velho em cerca de quatro horas.

A reportagem da agência Lusa constatou a subida das águas na zona sudeste desta vila do Baixo Mondego, junto à localidade de Casal Novo do Rio -- umas das povoações ameaçadas por inundações nas próximas horas -- que cobriu totalmente os acessos ao centro náutico local, e tapou sinalização de trânsito.

Entretanto, o município alertou para o "risco elevado de inundação", abrangendo, para além do Casal Novo do Rio, Montemor-o-Velho, Lavariz e Ereira.

A Câmara de Montemor-o-Velho pediu à população para que prepare o kit de emergência, com roupa, medicação, documentos de identificação e bens essenciais, prevenindo a eventual necessidade de evacuação.

Como locais de segurança, a Câmara apontou o Pavilhão Municipal de Montemor-o-Velho e, na Ereira, a Associação Cultural Desportiva e Recreativa.

Naquela zona do Casal Novo do Rio, que a Lusa constatou, a inundação nas estradas e campos agrícolas tem mais de 1,5 metros de altura em certos locais. A água está a acumular-se em mais quantidade e a exercer pressão sobre a margem esquerda do leito periférico direito, o canal artificial que leva a água das localidades a nordeste, junto à estrada nacional (EN) 111, para o canal principal do Mondego, a sul -- a exemplo do sucedido nas cheias de 2019.

O leito periférico direito apenas consegue descarregar água no leito principal do rio se este estiver a uma cota inferior, o que não tem acontecido.

No mesmo local, o chamado leito abandonado do Mondego -- que corre ao longo da zona ribeirinha de Montemor-o-Velho em direção à isolada povoação da Ereira -- passa por debaixo do leito periférico direito por uma canalização e sistema de sifões, uma zona conhecida pela população como a 'embrulhada' de Montemor.

Meios da Força Especial de Proteção Civil, com uma embarcação, e dos bombeiros de Montemor-o-Velho estão no local, junto à ponte das Lavandeiras, de prevenção.

Já elementos da Federação Portuguesa de Remo e da associação Naval Remo, da Figueira da Foz, têm vindo a retirar do Centro Náutico equipamentos desportivos da modalidade, com recurso a uma embarcação.

Durante um dos regressos à ponte das Lavandeiras, os dirigentes desportivos resgataram, no meio do lago enorme que se formou na última semana, um texugo, aparentemente em dificuldades.

O animal foi transportado para terra firme e logo saltou do bote para a margem e correu para uma zona de vegetação.

12.02.2026

Montenegro vai visitar zonas afetadas pelas cheias em Alcácer do Sal

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai visitar esta quinta-feira as zonas afetadas pelas cheias em Alcácer do Sal (distrito de Setúbal), informou fonte do seu gabinete, que já está a caminho do local.

Luis Montenegro presidiu à reunião do Conselho de Ministros, que começou às 10:00 e terminou ao início da tarde, sem a habitual conferência de imprensa no final.

Segundo a Proteção Civil, o caudal do Rio Sado baixou hoje em Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, e a marginal deixou de estar inundada, mas a Avenida dos Aviadores continua 'debaixo de água'.

Em declarações à agência Lusa, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, mostrou-se preocupado com a próxima madrugada por estar previsto o regresso da chuva e o eventual início de descargas na Barragem do Monte da Rocha, no concelho de Ourique, distrito de Beja, para o Rio Sado.

A concretizar-se, o Monte da Rocha será a oitava barragem a descarregar para o Rio Sado, juntando-se às de Vale do Gaio, Pego do Altar, Odivelas, Campilhas, Alvito, Fonte Serne e Roxo.

Tiago Bugio disse que, nas últimas semanas, Alcácer do Sal já registou quatro inundações, realçando que a primeira ocorreu no dia 28 de janeiro, enquanto a mais grave foi registada no dia 05 deste mês, não sabendo precisar a que altura chegou a água dessa vez.

Num comunicado publicado na sua página na rede social Facebook, a Câmara de Alcácer do Sal revelou que cerca de 80 militares do Exército e da Marinha estiveram, na quarta-feira, envolvidos nas operações de limpeza na cidade e na colocação de barreiras de contenção na encosta do castelo, onde ocorreram deslizamentos de terra.

Também esta semana, estiveram a "ajudar no terreno" militares de outras unidades das Forças Armadas, como elementos da Força Aérea provenientes da Base Aérea N.º 11 de Beja e do dispositivo da Marinha e da Autoridade Marítima Nacional, acrescentou.

12.02.2026

Dique no rio Arunca em Vila Nova de Anços, em Soure, está a ser reforçado

Um dique da margem direita do rio Arunca, na localidade de Vila Nova de Anços, concelho de Soure, está a ser reforçado, devido ao aparecimento de fissuras, tendo sido retiradas quatro famílias.

João Paulo Contente, comandante dos Bombeiros Voluntários de Soure, explicou à Lusa que houve três fissuras na margem direita, junto à ponte de Vila Nova de Anços sobre o rio, e "esses três pontos estão a ser estabilizados".

Para o efeito, está a ser usado "pó de pedra, areia, neste caso areia com pedras, no sentido de reforçar o dique, porque a cota está muito alta", disse.

"O risco é efetivamente quebrar e inundar uma rua da localidade de Vila Nova de Anços" (no concelho de Soure, distrito de Coimbra), acrescentou.

De acordo com João Paulo Contente, foram retiradas hoje quatro famílias.

12.02.2026

Câmara de Coimbra aconselha corredor A8/A17/A25 como alternativa à A1

A Câmara de Coimbra recomendou que o corredor das autoestradas A8/A17/A25 seja usado como principal alternativa à A1, que ficou totalmente cortada na quarta-feira entre Coimbra Norte e Coimbra Sul.

A A1 foi cortada pouco depois das 18:00 de quarta-feira, após a rutura de um dique do rio Mondego, nos Casais, que teve como consequência o abatimento da via ao quilómetro 191.

Em comunicado, a autarquia referiu que, apesar de o Itinerário Complementar (IC) 2 também ser "uma solução possível", não é a que recomenda.

"A autarquia desaconselha a sua utilização como corredor estruturante de atravessamento nacional, remetendo-a para deslocações intermédias entre Aveiro e Pombal, sobretudo nas horas de ponta, o que já hoje de manhã se traduziu em elevado volume de tráfego", justificou.

A Câmara de Coimbra lembrou ainda a necessidade de os condutores usarem sistemas de navegação GPS atualizados, que já têm "as informações relativas aos cortes e percursos alternativos".

No que respeita ao tráfego proveniente de sul de Pombal com destino a norte de Aveiro, recomendou "a saída em Pombal para o IC8, seguindo pela A17 até Aveiro e retomando a A1 através da A25, no nó de Aveiro Norte (com percurso idêntico no sentido inverso)".

"O tráfego proveniente da A13 ou do IC8 (Castelo Branco) deverá optar prioritariamente pelo IC8 na zona do Avelar em direção a Pombal, entrando na A17 no nó do Louriçal e seguindo até Aveiro, com ligação à A1 pela A25, evitando a aproximação à área urbana de Coimbra", acrescentou.

Já para o trânsito proveniente de zonas a sul do concelho de Penela, o município aconselhou "evitar a transferência da A13 para Coimbra, seja em direção a Ceira, seja em direção à A1 através da A13-1, a partir de Almalaguês, prevenindo constrangimentos no atravessamento urbano da cidade".

No caso do trânsito proveniente da A25 com destino a sul de Pombal, "deve evitar-se o IP3 em direção a Coimbra", sendo a recomendação "manter a circulação na A25 até Aveiro, seguir pela A17 até ao Louriçal e aceder à A1 através do IC8".

O IC2 "deverá ser considerado apenas para deslocações com destino intermédio entre Aveiro e Pombal, não sendo recomendado como corredor estruturante de atravessamento nacional, sobretudo nas horas de ponta", avisou.

Segundo a Câmara, hoje de manhã registaram-se "vários quilómetros de fila nas vias urbanas e acessos à cidade de Coimbra, já habitualmente pressionados, devido à utilização como desvio da autoestrada e a constrangimentos adicionais em algumas estradas nacionais afetadas por inundações".

Na noite de quarta-feira, abateu parte da plataforma da A1 ao quilómetro 191, na zona de acesso ao viaduto C do Mondego, o que "não representou risco para utilizadores, uma vez que o sublanço entre os quilómetros 198 e 189 tinha sido encerrado preventivamente em ambos os sentidos".

12.02.2026

Brisa ainda sem prazo para concluir as obras na A1

Imagem mostra rutura da A1

A Brisa ainda não tem um prazo para a conclusão das obras na A1, depois de uma parte da autoestrada ter colapsado na noite desta quarta-feira devido a um rebentamento do dique do Mondego, na região de Coimbra, e a "subsequente escavação dos solos do aterro". A concessionária indica que já está a realizar trabalhos de estabilização do mesmo junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, que se vão dividir em duas fases. 

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12.02.2026

Território de Montemor-o-Velho é o que mais preocupa Proteção Civil da Região de Coimbra

O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra disse esta quinta-feira que a maior preocupação no território é, neste momento, o concelho de Montemor-o-Velho.

Carlos Luís Tavares disse à agência Lusa que a barragem da Aguieira está a descarregar e, por isso, enquanto não se baixar a pressão no rio Mondego e com toda a água que está a ir para os campos agrícolas, a maior preocupação é o concelho de Montemor-o-Velho e a localidade da Ereira, que já está isolada há alguns dias, neste município.

"Mas também mantemos a preocupação nas margens direita e esquerda [do rio Mondego, entre Coimbra e Montemor-o-Velho], porque não estamos livres de que os diques rebentem. As pessoas têm de manter toda a atenção", apelou.

A Proteção Civil informou esta quinta-feira que está a ser reforçado um conjunto de barreiras no rio Velho, em Montemor-o-Velho, e que está a acompanhar a situação do Mondego em alerta máximo.

O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, adiantou hoje, em conferência de imprensa, que o rio Velho [do Mondego] "está a ser reforçado com um conjunto de barreiras para que, se houver um problema nesse rio, não haja comprometimento da população de Montemor-o-Velho".

12.02.2026

"As condições hidrológicas são gravíssimas", diz António Viana da Fonseca

António Viana da Fonseca, Professor Catedrático em Engenharia Civil na FEUP
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António Viana da Fonseca, professor catedrático em Engenharia Civil na Faculdade de Engenharia do Porto (FEUP), considera que atualmente "as condições hidrológicas são gravíssimas, voltamos ás grandes cheias com maior recorrência".

"A gestão das barragens que protegem este sistema hídrico, não é suficiente neste momento porque estão cheias", disse em entrevista no Now.

"Estes são rios muito escavados, que não suportam grandes caudais. (...) No baixo Mondego está construída uma estrutura de regularização competente, mas para caudais que não são os que temos neste momento", alertou.

O especialista em engenharia civil considera que "o que tem de se fazer neste momento é salvaguardar as terras, os bens e posteriormente lançar já uma obra, tentando altear os diques, a ponto de suportar novas cheias extremas".

12.02.2026

Barreiras no rio Velho, em Montemor-o-Velho, estão a ser reforçadas

A Proteção Civil informou esta quinta-feira que está a ser reforçado um conjunto de barreiras no rio Velho, em Montemor-o-Velho, e que está a acompanhar a situação do Mondego em alerta máximo.

O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, adiantou que o rio Velho "está a ser reforçado com um conjunto de barreiras para que, se houver um problema nesse rio, não haja comprometimento da população de Montemor-o-Velho".

Durante a conferência de imprensa que aconteceu na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide (Oeiras), Mário Silvestre garantiu que estão "efetivamente a acompanhar tudo o que é possível e em alerta máximo" em relação ao Mondego.

Em risco significativo de inundação estão o rio Mondego, nas zonas de Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho e Soure, o rio Tejo, nas zonas de Abrantes, Almeirim, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Entroncamento, Gavião, Golegã, Mação, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira e Vila Nova da Barquinha, o rio Sorraia, em Benavente e Coruche, o rio Vouga, em Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Mira, Murtosa, Ovar, Vagos e Cantanhede, no rio Águeda, em Águeda, e no rio Sado, em Alcácer do Sal.

12.02.2026

Proteção Civil alerta para chuva forte nas zonas de Lisboa, Oeste e Setúbal

A Proteção Civil alertou hoje para a possibilidade de chuva forte durante o fim do dia de hoje e sexta-feira nas zonas de Lisboa, do Oeste, e da península de Setúbal, com risco de cheias rápidas.

"O problema não serão as cheias lentas que estamos a ter em outras zonas, mas sim as cheias rápidas com impacto significativo na vida das pessoas, nomeadamente pelo alagamento de garagens e de zonas de estacionamento", explicou o comandante nacional da Proteção Civil, acrescentando que o quadro de chuva intensa vai verificar-se a partir das 18:00 de hoje.

Mário Silvestre, durante a conferência de imprensa diária, que aconteceu na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), referiu ainda que, além das três zonas de Lisboa, Oeste e Setúbal, também a região da Lezíria do Tejo pode ter chuva intensa.

12.02.2026

Dique da margem esquerda do rio Mondego rebenta na zona de Soure

Há mais uma rotura de um dique no rio Mondego. O rebentamento deu-se na margem esquerda do rio, em Granja do Umeiro, no município de Soure. A informação foi confirmada pela autarquia, as águas já estão a entrar para os campos. Esta deverá ser uma cheia lenta, que deverá afetar as populações mais ribeirinhas do Mondego.

(Notícia em atualização)

12.02.2026

Margem direita do rio Mondego parte para canal de rega em Montemor-o-Velho

A margem direita do canal principal do rio Mondego partiu hoje de manhã e está a canalizar água para o canal de rega em frente à ETAR de Formoselha (Montemor-o-Velho), disse o presidente da Junta de Freguesia de Santo Varão.

Marcelo Gustavo, autarca no concelho de Montemor-o-Velho, explicou à agência Lusa que este canal de rega, que agora está pressionado por mais água do rio Mondego, também partiu uns metros mais à frente, já entre Formoselha (Montemor-o-Velho) e Granja do Ulmeiro (em Soure), e está a distribuir água para os campos agrícolas da margem direita, já sobrecarregada de água.

Este canal de rega, que é adjacente à margem do rio e está entre esta e os campos agrícolas, além de servir os agricultores, serve as celuloses da Figueira da Foz e faz abastecimento de água também para este último concelho no litoral do distrito de Coimbra.

12.02.2026

Barragem alentejana do Monte da Rocha quase a descarregar para o Sado

A Barragem do Monte da Rocha, no concelho alentejano de Ourique, distrito de Beja, está "a 30 centímetros" de atingir a cota máxima e vai começar, em breve, a fazer descargas para o Rio Sado.

"Nesta altura, faltam 30 centímetros para iniciar a descarga, ou seja, cerca de dois milhões e meio [de metros cúbicos] de armazenamento [de água]. Portanto, está muito próxima a descarga", revelou hoje à agência Lusa o diretor-adjunto da Associação de Regantes e Beneficiários de Campilhas e Alto Sado (ARBCAS), Ilídio Martins.

Segundo os dados divulgados por esta associação, com sede em Alvalade, no concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, e que gere mais quatro barragens nesta região, a do Monte da Rocha registava hoje um volume de armazenamento de 97%, equivalente a quase 99,5 milhões de metros cúbicos (m3) de água.

Nesse âmbito, estimou Ilídio Martins, tendo em conta a precipitação prevista para noite de hoje, a primeira descarga para o Rio Sado deve ocorrer durante o dia de sexta-feira.

O diretor-adjunto da ARBCAS acrescentou que a operação terá lugar pelo descarregador de superfície, recusando, para já, a possibilidade de serem utilizadas as comportas de fundo.

"Nesta fase, não há interesse em enviar mais água para as linhas de água, portanto temos que utilizar o máximo armazenamento para evitar as cheias", frisou.

Desde 2011, realçou, que a Barragem do Monte da Rocha não descarrega para o Sado, sendo uma das últimas do país que irá fazê-lo em 2026, na sequência do mau tempo que tem afetado Portugal continental: "Todas as outras no país já estão a descarregar há muito tempo", sublinhou.

A albufeira do Monte da Rocha assegura o abastecimento público nos concelhos de Ourique, Almodôvar e Castro Verde, assim como em parte dos de Mértola e Odemira, todos no distrito de Beja.

A infraestrutura serve ainda para o regadio de cerca de 1.800 hectares agrícolas nos concelhos de Ourique e Santiago do Cacém, no âmbito do aproveitamento hidroagrícola do Alto Sado.

Há cerca de um ano, a 28 de janeiro de 2025, esta barragem era uma das que apresentava menor volume de armazenamento de água em Portugal, com apenas 13% da sua capacidade máxima.

O quadro é, atualmente, bastante distinto, o que abre boas perspetivas "para os próximos anos", nomeadamente no que diz respeito à agricultura, reconheceu Ilídio Martins.

De momento, decorrem as obras de ligação do Monte da Rocha ao Alqueva, através da Barragem do Roxo, no concelho alentejano de Aljustrel, num investimento de quase 30 milhões de euros, lançado em 2024 e que inclui também a criação do Bloco de Rega de Messejana.

12.02.2026

Debate quinzenal com o primeiro-ministro remarcado agora para 19 de fevereiro

Governo e os partidos chegaram esta quinta-feira a um consenso para adiar o debate quinzenal parlamentar com a presença do primeiro-ministro, previsto para sexta-feira, para o próximo dia 19, disseram à agência Lusa fontes parlamentares.

Esta manhã, o Governo requereu ao presidente da Assembleia da República novo adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro, devido ao agravamento da situação na região centro em consequência das condições meteorológicas extremas.

Face a este pedido do executivo PSD/CDS, José Pedro Aguiar-Branco iniciou de imediato uma ronda de consultas junto dos partidos, uma vez que a remarcação da data do debate quinzenal requeria unanimidade.

Na sequência de vários contactos, o presidente da Assembleia da República conseguiu um consenso no sentido de remarcar o debate quinzenal, com a presença de Luís Montenegro, para a próxima quinta-feira, às 15:00 horas.

Esta manhã, também, o PS anuiu ao novo pedido do Governo de adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro, mas exigiu uma garantia do executivo de que o debate se realizasse dias 19 ou 20 de fevereiro, o que foi aceite.

Pouco depois, em conferência de imprensa, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo disse que esse debate sobre a devastação do território nacional continental por causa da série de tempestades já devia ter acontecido na semana passada, tal como este partido exigiu. Adiantou, porém, que a bancada comunista “não faria finca-pé” contra o pedido de adiamento do Governo.

12.02.2026

"Turismo Acolhe" tem disponíveis 318 unidades em empreendimentos e AL

O programa do Turismo de Portugal que pretende assegurar alojamento de emergência às famílias afetadas pelas tempestades tem agora 318 unidades disponíveis, em 48 empreendimentos turísticos e alojamento local, indicou a entidade à Lusa.

Segundo avançou fonte oficial do Turismo de Portugal à Lusa, às 11:30 de hoje estavam disponíveis 318 unidades de alojamento em 30 concelhos, das quais 208 disponibilizadas por 24 empreendimentos turísticos e 110 unidades disponibilizadas por 24 AL (alojamento local).

Na terça-feira, o Turismo de Portugal anunciou um novo programa de alojamento de emergência em estabelecimentos turísticos para as populações afetadas pela depressão Kristin, chamado de "O Turismo acolhe", visando responder às necessidades imediatas de habitação nos 68 concelhos incluídos no estado de calamidade.

O programa tem como beneficiários pessoas com residência principal num dos concelhos abrangidos pela situação de calamidade e cuja necessidade de alojamento temporário seja comprovada por declaração emitida pela respetiva câmara municipal.

Dirige-se ainda a trabalhadores de entidades públicas e associações destacados para os trabalhos de reconstrução nos concelhos em causa, desde que as despesas não estejam cobertas pelas respetivas entidades.

A gestão integral do programa - que vigora até 28 de fevereiro, mas pode ser prorrogado em função da evolução da situação e da avaliação das necessidades - é assegurado pelo Turismo de Portugal, que assume também o pagamento às empresas aderentes que pretenderem aceder ao apoio financeiro, assim como a monitorização da correta implementação da medida.

12.02.2026

E-Redes contabiliza 33 mil clientes sem energia no continente

Um total de 33 mil clientes permaneciam às 08:00 horas sem fornecimento de eletricidade em todo o território continental, na sequência das condições meteorológicas adversas têm atingido o país, informou a E-Redes, dos quais cerca de 25 mil destes casos concentravam-se nas zonas de maior impacto da Depressão Kristin.

A empresa indica que mantém mobilizadas aproximadamente 2.400 pessoas nas operações de recuperação, com equipas distribuídas pelas áreas mais afetadas. O foco está na reposição do serviço nas zonas com maior número de clientes impactados e na resolução das avarias consideradas prioritárias.

A empresa reforça ainda o apelo à população para que não se aproxime de cabos ou infraestruturas elétricas caídas ou danificadas, sublinhando o risco associado. 

12.02.2026

Linhas de ligação entre Coimbra, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz estão suprimidas

As linhas 220 e 221, que fazem ligações de autocarro entre Coimbra, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz, estão esta quinta-feira suprimidas devido às consequências do mau tempo, informou a Câmara da Figueira da Foz.

A linha 220 liga diretamente Coimbra - Montemor-o-Velho - Figueira da Foz e vice-versa, enquanto a 221 inclui várias paragens, sendo ambas asseguradas pela empresa BUSWAY, no âmbito do serviço SIT Metropolitano.

A supressão destas linhas ficou a dever-se "à atual situação meteorológica e aos inúmeros condicionamentos de circulação rodoviária", justificou aquele município do distrito de Coimbra.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

12.02.2026

Distrito de Aveiro com 58 estradas interditas ou condicionadas

O distrito de Aveiro tem esta quinta-feira 58 vias interditas ou condicionadas, menos cinco do que na quarta-feira, devido sobretudo a inundações, com Águeda e Estarreja entre os concelhos mais afetados, informou a GNR.

De acordo com a última atualização feita esta quinta-feira, às 08:00 horas, pela GNR sobre o estado das vias rodoviárias no distrito de Aveiro, há 58 estradas, entre nacionais, regionais e municipais, interditas ou condicionadas devido a inundação, desmoronamento e abatimento do piso.

Em Águeda, a GNR dá conta da interdição devido a inundação da Rua da Pateira (Fermentelos), da Estrada do Campo (na zona de Espinhel e Recardães), da Rua Arquiteto Filomeno Rocha Carneiro (Borralha), da Rua Professor Dinis Pires (Travassô), da Estrada Municipal (EM) 230 (Eirol), da Praceta da Carapeteira (Assequins), da Rua do Passal (Espinhel), da Rua 5 de Outubro (Águeda), da Rua da Carapeteira (Águeda), da Rua do Campo (Segadães), da Rua Ponte da Barca (Serém), da Rua Manuel Marques (Macinhata do Vouga), da Rua Parque Fluvial (Macinhata do Vouga), e da EM577 (Fontinha).

Ainda neste concelho estão interditas a Rua do Covão (Aguiar da Beira) e a Rua do Vale do Grou (Aguada de Cima), devido a desmoronamento, mantendo-se condicionado o IC2, ao quilometro 239, em Lamas do Vouga.

A circulação automóvel também está interrompida na EN16 (Pessegueiro do Vouga), devido a desmoronamento.

Em Albergaria-a-Velha, segundo a GNR, estão cortadas a EN230-2 (Angeja), a EN 2-1 (São João de Loure), a Rua do Jogo (Vale Maior) e a Estrada da Cambeia (Angeja), a devido a inundação. Está ainda condicionada a M533 em Ribeira de Fráguas, devido ao abatimento do piso.

Em Oliveira de Azeméis, indica que estão interditas a Rua de São Paio (Pinheiro da Bemposta) e a Rua do Cercal (Santiago Ruba-Ul), devido a inundação.

12.02.2026

Cinfães pede ao Governo que seja declarada calamidade na região

O Município de Cinfães pediu ao Governo que declare a situação de calamidade na região do Tâmega e Sousa, na sequência das intempéries que "afetaram gravemente" aquele território, disse esta quinta-feira à agência Lusa o presidente da câmara.

Numa nota enviada à agência Lusa, o Município de Cinfães, no norte do distrito de Viseu, disse que enviou ao Governo "um pedido para a declaração de situação de calamidade na região, na sequência das recentes intempéries que afetaram gravemente o território".

"A iniciativa foi nossa, do Município de Cinfães, tendo em conta todas as ocorrências e os prejuízos significativos no concelho, mas o documento foi subscrito pelos 11 concelhos da Comunidade Intermunicipal" (CIM) do Tâmega e Sousa, sublinhou à agência Lusa o presidente, Carlos Cardoso.

O documento realça que a "precipitação intensa e fenómenos meteorológicos adversos" causaram "impactos relevantes em infraestruturas públicas, rede viária, equipamentos municipais, habitações, explorações agrícolas e atividades económicas".

De acordo com as 11 autarquias, "a dimensão dos danos registados ultrapassa a capacidade de resposta dos meios municipais, justificando a necessidade de uma intervenção excecional por parte do Governo, com vista à reposição da normalidade, à salvaguarda da segurança das populações e à recuperação do tecido económico e social" da região.

12.02.2026

Imagens de drone mostram colapso da A1 após rebentamento de dique no Mondego

Imagens de drone mostram parte da A1 colapsada devido ao rebentamento do dique do Mondego
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12.02.2026

Tejo sobe durante a noite e próximas 48 horas exigem máxima atenção

O caudal do rio Tejo voltou a subir durante a noite em Almourol, ultrapassando os 6.000 m3/s, e poderá aproximar-se esta quinta-feira dos 7.000, mantendo-se o alerta vermelho e a exigência de máxima atenção nas próximas 48 horas.

"Os caudais foram aumentando durante a noite e neste momento o total que está a ser descarregado pelas três barragens a montante da estação de Almourol é de 6.500 metros cúbicos por segundo (m3/s) e, neste momento, no Almourol estão a passar qualquer coisa como 6.200 metros cúbicos por segundo", disse à Lusa, às 09:00 horas, o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, David Lobato.

"É expectável que continue aqui a subir um pouco, não para os números que tivemos na passada semana, mas números muito aproximados desse dia", acrescentou, tendo apontado a chuva persistente e as barragens, em Portugal e Espanha, "muito carregadas", como fatores de causa.

Às 07:00 horas, a estação hidrométrica de Almourol registava um caudal de 6.114,45 m3/s, acima dos 4.836,61 m3/s medidos à mesma hora da manhã de quarta-feira, refletindo o aumento verificado nas últimas horas.

De acordo com a informação operacional disponibilizada durante a manhã, as descargas nas barragens a montante ascendiam a 1.125 m3/s em Castelo de Bode, 496 m3/s em Pracana e 4.786 m3/s em Fratel, num total de 6.407 m3/s, valores que ainda não estavam integralmente refletidos na medição em Almourol devido ao desfasamento temporal da propagação da água no rio.

12.02.2026

Mondego em situação de risco com barragem da Aguieira a 99%

A bacia do Mondego era, às 08:00 horas, a única do continente em situação de risco, com o volume de armazenamento da barragem da Aguieira acima dos 99%, perto do limite de segurança daquela infraestrutura.

Segundo dados do portal InfoÁgua, o volume de armazenamento da Aguieira veio a subir consistentemente desde a manhã de quarta-feira, altura em que estava nos 72%, atingindo o seu valor máximo desde o início das inundações no Baixo Mondego, pelas 08:00 horas desta quinta-feira, com 99,04%, a uma cota de 124,5 metros.

O nível de máxima cheia da Aguieira é de 126 metros, altura a partir da qual aquela albufeira não consegue receber mais água e tem de a libertar, por poder pôr em causa a segurança da própria barragem.

À mesma hora, o caudal que saía da barragem (efluente) estava nos 930 metros cúbicos por segundo (m3/s), ligeiramente inferior aos 958 m3/s registados durante a madrugada. O caudal afluente, por sua vez, era ligeiramente superior, com 1.054 m3/s - a Aguieira estava a receber mais água do que aquela que largava – embora o volume de afluência venha a diminuir desde as 21:00 jpras de quarta-feira, quando ultrapassou os 1.750 m3/s.

Na bacia do Mondego, continuava em situação de risco (nível vermelho, o mais grave) a ponte de Santa Clara, na baixa de Coimbra, com 4,23 metros. Em situação de alerta (nível amarelo) mantinham-se a ponte da Conraria, no rio Ceira (que recebe água do rio Dueça antes de entrar no Mondego), com um caudal superior aos 435 m3/s, e a ponte do Cabouco, mais a montante no mesmo rio, com um caudal acima dos 206 m3/s.

À mesma hora, o caudal na Ponte-Açude de Coimbra situava-se nos 1.982 m3/s, abaixo dos 2.105 m3/s do final da tarde de quarta-feira – quando a margem direita do Mondego cedeu junto a Casais, Coimbra, levando, nessa noite, a um aluimento de terras que destruiu parte do piso da autoestrada 1(A1) e consequente encerramento daquela via.

Na segunda-feira, a agência Lusa pediu à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e ao ministério do Ambiente e Energia vários dados e esclarecimentos sobre o sistema hidráulico do Mondego e, especificamente, a barragem da Aguieira, mas, até ao momento, não obteve resposta.

Fonte oficial da APA manifestou apenas, na terça-feira, que aquela autoridade ambiental estava a “envidar esforços” para providenciar as respostas.

A Lusa contactou ainda, pelas 08.40 de hoje, o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, no sentido de esclarecer a situação da barragem da Aguieira, mas, àquela hora, não havia ainda ninguém disponível para prestar declarações.

12.02.2026

Governo pede novo adiamento do debate quinzenal

Previsto para quarta-feira e entretanto adiado para sexta-feira, devido à necessidade de acompanhar a situação no rio Mondego e a resiliência dos diques, o Governo vai pedir um novo adiamento do debate quinzenal. Os contactos já estarão a ser feitos com os partidos com representação na Assembleia da República.

O Governo requereu esta quinta-feira ao presidente da Assembleia da República novo adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro, previsto para sexta-feira, devido ao agravamento da situação na região centro em consequência das condições meteorológicas extremas.

Face a este pedido do Governo, José Pedro Aguiar-Branco vai agora consultar os partidos com representação parlamentar sobre a possibilidade de se encontrar uma nova data para o debate quinzenal da Assembleia da República, que já tinha sido adiado de quarta-feira para sexta-feira.

A informação foi primeiro avançada pela Sic Notícias.

12.02.2026

Circulação suspensa na Linha do Leste devido a queda de barreira

A circulação ferroviária na Linha do Leste, que faz a ligação entre o Entroncamento e a fronteira de Badajoz, em Espanha, estava às 08:00 horas suspensa devido à queda de uma barreira, informou esta quinta-feira a CP - Comboios de Portugal.

Em comunicado, a CP - Comboios de Portugal indica que devido ao mau tempo continua suspensa a Linha da Beira Baixa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes.

A transportadora adianta igualmente que na Linha do Norte não se prevê realizar qualquer comboio de longo curso, fazendo-se apenas os serviços regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa.

12.02.2026

Comboio descarrilou na Linha do Leste em Abrantes sem causar feridos

Uma automotora descarrilou na quarta-feira à noite na Linha do Leste, na zona da Bemposta, no concelho de Abrantes, num incidente que não causou feridos, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.

O incidente ocorreu pelas 21:00 horas de quarta-feira e levou ao corte da circulação na Linha do Leste, que faz ligação entre Abrantes, distrito de Santarém, e a fronteira com Espanha (Badajoz).

Telmo Ferreira, oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), adiantou à Lusa que o incidente ocorreu na zona da Bemposta, Abrantes, depois do comboio ter embatido contra detritos e uma árvore que deslizaram para a linha.

O comboio transportava passageiros, mas o incidente não provocou ferido, acrescentou Telmo Ferreira.

Devido ao incidente, para o local foram destacados elementos da Infraestruturas de Portugal (IP) para recolocar a composição na linha, reparar danos e proceder à limpeza da via.

12.02.2026

Brisa sugere alternativas à interrupção da A1 através da A8/A17/A25 ou IC2

A Brisa sugeriu esta quinta-feira aos automobilistas a utilização de alternativas à interrupção da autoestrada no sentido Norte-Sul junto ao nó de Coimbra Sul, ao quilómetro 191, através do corredor A8/A17/A25 ou o IC2.

Num comunicado enviado às redações, a concessionária admitiu que, "não sendo possível, neste momento, estimar o prazo de conclusão das obras de reparação", está empenhada em "minimizar transtornos" e que "poderão ser usadas como vias alternativas o corredor A8/A17/A25 ou o IC2".

A BCR - Brisa Concessão Rodoviária confirmou o abatimento de parte do pavimento da plataforma da A1, no sentido Norte-Sul, na sequência da rutura de um dique do Rio Mondego, e explicou que o abatimento ocorreu "cerca de três horas após o corte total da A1, feito de forma preventiva, no sublanço de Coimbra Norte e Coimbra Sul - entre os KM 198 e KM 189 - e não representou, em nenhum momento, qualquer risco para utilizadores e trabalhadores".

A rutura na infraestrutura foi motivada pelo rebentamento do dique e subsequente escavação do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, devido a um débito excecional de mais de 2.100 metros cúbicos de água por segundo, explica ainda a concessionária.

A Brisa fez saber que está a monitorizar o desenvolvimento da situação desde o dia 2, "com vistorias permanentes, e tem no terreno, neste momento, mais de 30 operacionais", estando a trabalhar em coordenação com as várias instituições no âmbito da proteção civil e autoridades nacionais e locais.

A A1 foi preventivamente encerrada pouco depois das 18:00 horas de quarta-feira em Portugal continental, nos dois sentidos, no sublanço entre Coimbra Norte e Coimbra Sul, na sequência da rutura do dique que canaliza o Rio Mondego.

12.02.2026

Ministro diz que irá demorar "semanas" reparação de troço da AI em Coimbra

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, admitiu esta quinta-feira que serão precisas várias semanas para reparar o troço da Autoestrada 1 (A1) que desabou após o rompimento do dique nos Casais, em Coimbra.

Durante uma visita ao local, Pinto Luz sublinhou aos jornalistas "a velocidade e a violência das águas", que descreveu como "uma situação absolutamente anormal".

A rutura na infraestrutura foi motivada pelo rebentamento do dique e subsequente escavação do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, devido a um débito excecional de mais de 2.100 metros cúbicos de água por segundo, explicou a BCR - Brisa Concessão Rodoviária.

"Temos hoje 15 camiões com enrocamento para reforçar a quebra que surgiu. Amanhã de manhã, mais camiões vêm reforçar com enrocamento", disse Pinto Luz, citado pela emissora RTP Notícias.

O recurso a enrocamento, blocos de rocha compactados, "é a única coisa que nós podemos fazer enquanto as águas não descerem", admitiu o ministro.

Pinto Luz disse também que a fissura, no sentido norte-sul, "pode alastrar" para o outro sentido.

O dirigente acrescentou que, "enquanto as águas não descerem não se pode fazer a intervenção de fundo".

"Serão seguramente semanas para conseguirmos que esta infraestrutura volte a estar ao serviços dos portugueses", disse Pinto Luz.

12.02.2026

A5 reabriu mas com condicionamentos no sentido Lisboa-Cascais

O trânsito na A5 reabriu às 06:27 horas em duas das quatro vias no sentido Lisboa-Cascais, ao quilómetro um, na subida para o Monsanto, depois de ter estado interrompido devido a um deslizamento de terras, segundo a GNR.

O trânsito na Autoestrada 5 (A5) esteve cortado no sentido Lisboa - Cascais, do viaduto de Duarte Pacheco até à Cruz das Oliveiras (quilómetro 1) depois de um deslizamento de terras devido ao mau tempo ter obstruído duas faixas de rodagem cerca das 19:20 horas de quarta-feira.

Fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR) adiantou à Lusa que foram reabertas duas das quatro vias da A5 no sentido Lisboa-Cascais depois de terem sido terminados trabalhos de limpeza.

"Durante a noite foram removidos detritos devido à derrocada de quarta-feira. No local estão [06:30) elementos da Brisa, a concessionária da autoestrada, a avaliar a situação. Não há ainda uma previsão para a normalização uma vez que vai ter de ser feita e estabilização do talude", indicou.

De acordo com a GNR, às 06:30 o "trânsito estava a fluir".

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