Ruiu parte da A1 junto ao dique do rio Mondego que entrou em rutura
Acompanhe os desenvolvimentos desta quarta-feira relativamente aos estragos e condicionamentos provocados pelo mau tempo em diferentes regiões do país.
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Ruiu parte da A1 junto ao dique do rio Mondego que entrou em rutura
Parte da autoestrada A1 junto ao dique em rutura do rio Mondego colapsou na noite desta quarta-feira devido à força das águas, avançou a RTP. A parte da A1 afetada corresponde à placa sobre o aterro que dá acesso ao viaduto que atravessa o dique dos Casais, em Coimbra, adiantou depois à Lusa fonte da Brisa.
Fonte do Comando Geral da GNR confirmou à Lusa danos na plataforma da A1, na zona junto ao local onde o dique rebentou em Casais, na margem direita do Mondego, ao quilómetro 191.
O trânsito na principal auto-estrada do país estava já cortado desde o final da tarde, entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos, após o rebentamento do dique.
O corte da via está localizado entre os quilómetros 198 e 189 da auto-estrada. A GNR indicou que a principal alternativa a este corte é o Itinerário Complementar 2 (IC2).
Notícia atualizada às 00:24 com mais informação.
Coimbra com nova zona de evacuação quando se mantém possibilidade de outras ruturas
Coimbra avançou com nova zona de evacuação entre São João do Campo e São Martinho de Árvore, afirmou a presidente do município, que admitiu que continua a haver a possibilidade de outras ruturas no rio além da ocorrida.
A nova zona de evacuação abrange pontos de São Martinho de Árvore, Quimbres (São Silvestre) e São João do Campo, com a Escola de São Silvestre já preparada para receber população que possa ter de ser retirada da região noroeste do concelho, próxima da fronteira com Montemor-o-Velho, disse a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, em conferência de imprensa, que contou também com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e da ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho.
A nova zona surge após ter rebentado hoje um dique na margem direita do Mondego e depois de o município ter avançado ainda na terça-feira com a retirada preventiva de pessoas de Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal, Arzila e São Martinho do Bispo, zonas mais densamente povoadas, de cota baixa e situadas na margem esquerda do rio (além de Conraria e Cabouco, a montante da ponte-açude).
Apesar desse rebentamento, a evacuação não resulta desse acontecimento, mas "sobretudo por o rio velho [do Mondego] já estar também a inundar nessas zonas", esclareceu a autarca.
Ana Abrunhosa admitiu que continua a haver "a possibilidade de outras ruturas" nas margens do Mondego, sobretudo face às condições climatéricas adversas que poderão sentir-se de quinta-feira para sexta-feira.
"Vamos manter esta situação de prevenção, nós vamos manter estas zonas evacuadas e, portanto, vamos manter as pessoas daqueles três lares no [pavilhão] Mário Mexia, com todo o conforto, com toda a tranquilidade e vamos manter as outras zonas de concentração e apoio à população", afirmou.
Além da nova zona de concentração, estão também definidas a Escola de Taveiro, a Escola Inês de Castro e a Casa do Povo de Ceira.
Segundo Ana Abrunhosa, será feita nova conferência de imprensa no sábado e, até lá, serão mantidas "todas as medidas de proteção e de salvaguarda de pessoas e bens", que se iniciaram na terça-feira, ao final da tarde.
"Pedimos-vos paciência. Nós sabemos que não é fácil, já passaram várias semanas, mas temos esperança que no sábado vos possamos dar boas notícias. Mas, não podemos facilitar. Nós não sabemos se o dique vai rebentar noutros sítios", salientou.
Para a autarca, o rebentamento do dique que ocorreu hoje era uma possibilidade prevista desde terça-feira pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), tendo sido feito um trabalho preventivo.
A presidente da Câmara de Coimbra realçou ainda que não sentiu falta da presença do Governo ou de meios, salientando que o Exército e a Marinha (por via dos fuzileiros) procuraram o município e chegaram ao concelho, de forma proativa -- sem pedido da autarquia.
"Eles estão no terreno juntamente com os bombeiros, juntamente com a PSP, com a GNR e com os nossos presidentes de junta, naturalmente. E, portanto, Coimbra só tem uma palavra a dizer: muito obrigada a todos e continuaremos a estar presentes", disse Ana Abrunhosa, que deixou ainda um agradecimento à APA e ministra do Ambiente pelo trabalho feito na gestão da bacia do Mondego ao longo destes dias críticos.
"Desagravamento não nos deve fazer baixar as defesas", diz Marcelo
Marcelo Rebelo de Sousa fez um balanço da situação das cheias, constatando na visita que fez esta quarta-feira de manhã, com o primeiro-ministro Luís Montenegro, a Coimbra e a Montemor-o-Novo, que a situação estava “no limite dos limites”. “Sabia-se que mais dia menos dia, num período de tempo relativamente curto haveria o risco de aumento dos caudais, de inundações e cheias.”
O chefe de Estado revelou que já estava a caminho de Lisboa – tal como o primeiro-ministro – quando soube que as cheias se iriam agravar com a rutura do dique, lembrando que a situação “não era ficção científica, não era um pretexto para virmos aqui”. Ambos voltaram para trás para se inteirarem dos novos desenvolvimentos e deram juntos uma conferência de imprensa nas instalações do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra.
Verificada a situação no terreno, o Presidente da República afirmou que os avisos para os próximos dias são “para levar a sério” e que “o desagravamento não nos deve fazer baixar as defesas”, referindo-se às previsões de uma ligeira melhoria do estado do tempo na quinta-feira, porque na sexta-feira à noite a situação poderá vir a piorar.
Marcelo diz que as entidades vão continuar atentas ao que se passa em Coimbra, mas sem esquecer o resto do país, até porque “basta que chova tanto na bacia do Sado como choveu aqui para haver um agravamento da situação. Ou na bacia do Tejo”.
O Presidente da República prometeu que “ninguém será esquecido”, quer por si, quer pelo primeiro-ministro, quer pelo seu sucessor, António José Seguro, que toma posse a 9 de março e já prometeu voltar a visitar as zonas afetadas.
Montenegro alerta para novas ruturas. "Temos de manter uma vigliância total e absoluta"
Em conferência de imprensa, o primeiro-ministro assinalou que o colapso de um dique no rio Mondego vai provocar “um efeito de cheias lento, que já está a atingir as populações dos concelhos de Coimbra e Montemor-o-Velho”, deixando o alerta para outras situações semelhantes. “Não quero deixar de assinalar a possibilidade de outras ruturas acontecerem nas próximas horas.”
Montenegro, que neste momento tem a pasta da Administração Interna, lembrou que a “capacidade de escoamento do rio Mondego estava no limite”, e que as entidades tinham conhecimento que “esta situação poderia acontecer”.
“Cumpre lembrar que todas as medidas de natureza preventiva foram tomadas, quer a nível operacional, mobilizando todos os agentes de proteção civil, quer de todas as instituições que colaboram na comunicação junto da população”, referiu, lembrando a necessidade de “manter uma vigilância total e absoluta”.
O primeiro-ministro apelou a todos os que tiverem nas próximas horas um agente da PSP, um militar da GNR, um membro das Forças Armadas, dos Bombeiros, da Proteção Civil, “alertando para a necessidade de deixarem as suas habitações, não obstante todo o incómodo que isso traz, possam respeitar, porque estamos a tratar da segurança das pessoas”.
Montenegro referiu que, apesar de nas próximas horas poder haver um desagravamento, o processo de escoamento será lento, pelo que reitera a necessidadde de uma "vigilância total e absoluta”, até porque a precipitação poderá intensificar-se na noite de quinta para sexta-feira.
“É uma situação exigente, mas quero deixar uma palavra de tranquilidade e serenidade. A cooperação entre todas as forças está a acontecer”, concluiu.
Parte da baixa de Alcácer do Sal evacuada devido à subida das águas do Sado
A Proteção Civil ordenou a evacuação de parte da baixa da cidade de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, como a Avenida dos Aviadores, devido à subida do nível do rio Sado, que inundou a zona.
Em declarações à agência Lusa, o comandante sub-regional de Emergência e proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, explicou que "às 17:30 era a baixa-mar, mas o rio já estava a galgar as margens".
"A Avenida dos Aviadores voltou a ficar inundada hoje de manhã e, desde a preia-mar [maré alta] até agora à baixa-mar, não houve diminuição do nível do rio, pelo contrário, o nível até aumentou", destacou.
O comandante disse que "também na parte da marginal está tudo inundado", pelo que "foi decidido evacuar esta zona da cidade, devido à preia-mar, que vai ser às 00:00 de quinta-feira".
Para Tiago Bugio, estão reunidas as condições para que, eventualmente, possa ocorrer "um fenómeno semelhante ao da passada sexta-feira, quando a inundação foi maior e atingiu uma altura mais elevada".
Nos últimos dias, com a descida da água na zona da baixa da cidade, iniciaram-se os trabalhos de limpeza e "algumas pessoas que tinham sido retiradas, por precaução, regressaram às suas casas", lembrou.
Agora, com a ordem de evacuação, "não há necessidade de retirar ninguém" dos pisos térreos, ocupados sobretudo por "lojas, bancos, restaurantes e outros comércios".
"Moram pessoas nos andares superiores dos edifícios. Foram avisadas, mas até agora ninguém quis sair", disse à Lusa, frisando que "ninguém solicitou esse apoio às autoridades" para deixar a sua casa, embora admitindo que, "se alguém tiver saído, foi para casa de familiares".
Os trabalhos de limpeza foram, entretanto, interrompidos, acrescentou, encontrando-se as autoridades no local a monitorizar a situação, nomeadamente a subida do nível das águas do Sado.
"As perspetivas são algo pessimistas para a próxima madrugada, porque achamos que vai aumentar a cheia", estimou.
Atualmente, acrescentou o comandante sub-regional, "estão sete barragens a efetuar descargas para o rio Sado", mais precisamente as de Vale de Gaio, Pego do Altar, Odivelas, Campilhas, Alvito, Fonte Serne e Roxo.
Na manhã de hoje, a presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, disse à Lusa que a Avenida dos Aviadores tinha voltado a ficar inundada.
A autarca explicou então que o caudal do rio subiu porque "o período de maré cheia, que atingiu o pico às 11:30, coincidiu com as descargas das barragens", devido à chuva.
Com a subida do nível da água, as povoações de Santa Catarina e Casebres e a Barrosinha, zona periférica da cidade de Alcácer do Sal, voltaram a ficar isoladas, acrescentou a presidente do município.
A1 cortada ao trânsito nos dois sentidos em Coimbra
O trânsito na Autoestrada 1 (A1) está cortado entre o entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos, devido ao rebentamento de um dique no rio Mondego, confirmou a Brisa.
Em comunicado a BCR -- Brisa Concessão Rodoviária, precisou que o corte da via se localiza entre os quilómetros 198 e 189, "em ambos os sentidos, devido a um incidente".
Margem direita do canal do rio Mondego rebentou junto à A1
A margem direita do Rio Mondego, nos Casais, Coimbra, rebentou hoje à tarde, junto ao viaduto da autoestrada 1 (A1), disse à agência Lusa o presidente da Associação de Agricultores do Vale do Mondego.
João Grilo, que tem uma propriedade agrícola perto do local, estava a vistoriar as margens quando aquela parte do canal principal do Mondego rebentou, pelas 17:45. Fonte da Proteção Civil confirmou à Lusa que ocorreu uma rutura do dique em Casais, na margem direita do Mondego, junto da ponte da autoestrada, ao quilómetros 191.
De acordo com este empresário agrícola, há o perigo de haver um novo rebentamento também na margem direita, junto ao Centro Hípico de Coimbra, mais a montante.
Circulação na A5 condicionada junto ao Parque Florestal de Monsanto devido a aluimento
A circulação na auto-estrada A5 encontra-se condicionada, depois de um aluimento de terras ter obrigado a corte de duas vias por volta das 16:15 desta quarta-feira, avançou a CNN Portugal.
A derrocada aconteceu ao quilómetro 1,7 na subida do Parque Florestal de Monsanto, no sentido Lisboa/Cascais. A Brisa confirmou à CNN que estão impedidas as vias da direita e do centro-direita, ficando a circulação restrita às duas vias restantes, não havendo ainda previsão para reabertura das vias condicionadas.
Até ao momento, não há indicação de quaisquer feridos, refere o canal.
Suspensa circulação de Alfa Pendular e Intercidades na Linha do Norte
A circulação de comboios Alfa Pendular e Intercidades na Linha do Norte, que liga Lisboa e o Porto, encontra-se suspensa, registando-se também perturbações nas linhas da Beira Baixa, Beira Alta, Cascais, Douro, Oeste e Urbanos de Coimbra.
"Na Linha do Norte, e até informação em contrário, não se efetuam comboios Alfa Pendular", indicou a CP - Comboios de Portugal, num ponto de situação às 13:00, referindo que durante todo o dia de hoje não se prevê também a realização de comboios Intercidades, devido ao mau tempo.
Segundo a transportadora, na Linha do Norte realizam-se os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure, entre Coimbra--Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa.
Em resultado dos efeitos do mau tempo, a circulação ferroviária está também suspensa na Linha da Beira Baixa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda.
A circulação de comboios continua igualmente com constrangimentos na Linha de Cascais, na qual há alterações nos horários, pelo que se recomenda a sua consulta no 'site' cp.pt, e na Linha da Beira Alta, em que o serviço Intercidades entre Coimbra B e Guarda se realiza com recurso a material circulante diferente do habitual.
Está também suspensa a circulação na Linha do Douro entre Régua e Pocinho, na Linha do Oeste e nos Urbanos de Coimbra, informou a CP, acrescentando que não se prevê o funcionamento do serviço de Comboio Internacional Celta.
Também num ponto de situação pelas 13:00 de hoje, a Infraestruturas de Portugal (IP) indicou que a circulação ferroviária está suspensa em troços nas linhas da Beira Baixa, Vouga, Sintra, Cascais, Norte, Douro e Oeste, na sequência do mau tempo.
Como novos condicionamentos na circulação ferroviária, segundo a IP, regista-se a suspensão dos troços entre Ródão e Sarnadas, na Linha da Beira Baixa, e entre Oliveira Azeméis e Pinheiro da Bemposta, na Linha do Vouga.
Mantém-se suspensa a circulação na Linha de Sintra na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão; na Linha de Cascais na via ascendente entre Algés e Caxias; na Linha do Norte entre Alfarelos e Formoselha; na Linha do Douro entre Régua e Pocinho; na Linha do Oeste entre Mafra e Amieira; e na Concordância de Xabregas entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas.
Estas perturbações na circulação ferroviária resultam das condições meteorológicas adversas das últimas semanas, em particular desde 28 de janeiro, devido à depressão Kristin, "com impacto na infraestrutura devido a inundações, à queda de árvores e detritos", realçou a IP.
De acordo com a empresa pública que gere as infraestruturas rodoviárias e ferroviárias, estas ocorrências estão a afetar a normal exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas para a reposição das condições de segurança e regularidade do serviço.
Por isso, as equipas da IP encontram-se no terreno a desenvolver "todos os esforços" para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança.
Marcelo afirma que será feito tudo para atenuar efeitos da subida das águas do Mondego
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, garantiu esta quarta-feira que vai ser feito tudo o que é necessário e se pode fazer para atenuar os efeitos da subida da água no Rio Mondego, que "está no limiar".
"Tudo o que é necessário fazer e que se pode fazer há de ser feito pelo Estado, pelos autarcas e por aqueles que estão a acompanhar do ponto de vista técnico, desde a gestão das barragens e a tratar das populações", assegurou.
O Presidente da República participou hoje numa reunião nas instalações da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em Coimbra, que contou com a presença do primeiro-ministro, a ministra do Ambiente, os secretários de Estado da Proteção Civil e Administração Local, vários autarcas e o presidente da APA.
A ocasião serviu ainda para fazer uma visita à Ponte do Açude, onde Marcelo Rebelo de Sousa constatou a subida do Rio Mondego.
"Estamos no limiar, vai melhorar um pouco, há uma aberta amanhã [quinta-feira] e piora no dia seguinte", afirmou.
De acordo com o Presidente da República, é nesse limiar que a situação está a ser gerida.
"É isso que está a ser feito pela APA, é isso que está a ser feito na gestão das barragens, é isso que está a ser feito na gestão com Espanha", sustentou, apesar de o rio Mondego não passar por território espanhol nem ter qualquer afluente espanhol.
Aos jornalistas reiterou que o que é possível fazer em conjunto - a APA, os presidentes de Câmara, as instituições sociais - está a ser feito com o Estado.
"Está a ser feito numa situação em que estamos mesmo ali no limite. Nós estávamos ali a discutir a situação e enquanto discutimos subiu o nível: estávamos num determinado número e subiu no espaço de uma hora", apontou.
Depois da reunião, a comitiva deslocou-se até à ponte-açude, que está fechada à circulação, onde foi possível observar a força da água do rio Mondego que passa por ali.
Este é um dos pontos importantes para aferir o risco de cheias na bacia do Mondego, com o sistema dimensionado para um máximo de 2.000 metros cúbicos de água por segundo (m3/s), numa altura em que o caudal já ultrapassava essa marca.
A comitiva dirigiu-se de seguida para o Pavilhão Mário Mexia, onde estão 97 idosos retirados de três lares de idosos da freguesia de São Martinho do Bispo, do concelho de Coimbra, numa visita sem acesso à comunicação social (exceção feita às equipas de comunicação do município e do primeiro-ministro).
No final da visita, Marcelo Rebelo de Sousa disse que nunca tinha visto "tantas centenárias" e referiu que as utentes -- a maioria mulheres -- sentiam-se bem e seguras.
O chefe de Estado elogiou também a evacuação preventiva, feita de forma "atempada", congratulando-se ainda com "uma maturidade cívica única" por parte das populações afetadas.
Tejo mantém alerta vermelho por subida de caudais com chuva a provocar aluimentos
O rio Tejo registou uma subida considerável durante a noite, mantendo-se o alerta vermelho e a vigilância de pessoas e bens, com a chuva persistente a provocar muitos aluimentos de terras, indicou a Proteção Civil do Médio Tejo.
"O Tejo teve aqui uma subida, vamos dizer que exponencial, mas nada parecida com a do dia 5, em que atingiu os 8.600 metros cúbicos por segundo (m3/s). Em princípio, não irá atingir esses limites, mas estamos sempre condicionados pela pluviosidade e pelas albufeiras, tanto do Zêzere, em Castelo de Bode, como as albufeiras do Tejo em Portugal e as barragens espanholas", disse hoje à Lusa o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, David Lobato, em ponto de situação às 13:55.
"Neste momento ainda não atingimos os 5.000 m3/s em Almourol, que é o limiar de alarme, estamos com 4.700 e, possivelmente, iremos atingir os 5.000 m3/s durante a tarde. Ficaremos condicionados pelas descargas das barragens espanholas, mas a gestão está a ser muito bem feita, pela APA e pela EDP Produção, e estamos a monitorizar a previsão das próximas horas", declarou.
A estação de medição de Almourol registava às 13:00 horas desta quarta-feira um caudal total de 4.836,61 m³/s, incluindo as descargas das barragens a montante e o contributo de ribeiras e outros afluentes, um aumento de cerca de 1.500 m³/s relativamente a terça-feira.
Nos principais afluentes, os caudais eram de 1.018 m³/s em Castelo de Bode, 347 m³/s em Pracana e 2.862 m³/s em Fratel. Na terça-feira, as descargas somavam 3.517 m³/s em Almourol, evidenciando a subida registada nas últimas 24 horas.
Colapso de bacia de retenção inunda rua em Vale de Milhaços no Seixal e afeta várias casas
Uma rua na localidade de Vale de Milhaços, no concelho do Seixal, ficou esta quarta-feira inundada afetando várias casas na sequência do rebentamento de uma bacia de retenção, disse à Lusa o presidente do município.
Segundo o presidente da Câmara do Seixal, Paulo Silva, que se deslocou ao local, a rua da Fábrica da Pólvora, na freguesia de Corroios, já tinha ficado inundada na semana passada devido ao colapso da bacia de retenção de uma empresa privada, por excesso de água.
Moradores na zona há vários anos asseguram que nunca tal tinha acontecido.
O presidente da Câmara Municipal do Seixal, no distrito de Setúbal, adiantou que, após a primeira inundação, técnicos estiveram no local para ver se era possível reparar a bacia de retenção, mas as condições meteorológicas adversas não permitiram essa solução.
Foram então analisadas outras opções e na quinta-feira vai ser feito um desvio de terra na zona baixa para canalizar a água para o sistema pluvial.
Ainda de acordo com o presidente da Câmara do Seixal, uma família teve ser realojada pelo município e outras duas estão em casa de familiares.
"Estamos no limiar da capacidade possível para conter as águas do Mondego"
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, revelou ao início da tarde desta quarta-feira que "estamos no limiar da capacidade possível para conter as águas do rio Mondego".
"A palavra é de tranquilidade, porque tudo o que pode ser feito está a ser feito. E tudo o que puder ser salvaguardado, vai ser salvaguardado, do ponto de vista técnico", assegurou o líder do Governo. "Está tudo em prevenção máxima para não faltar nada para a gestão de uma situação nunca 100% previsível", garantiu Montenegro.
O primeiro-ministro deixou ainda uma palavra para as pessoas afetadas pelo mau tempo nas últimas semanas em Portugal.
"Ninguém está esquecido, ninguém vai ficar para trás, estamos a aproveitar todas as capacidades que temos no terreno", garantiu, referindo-se à reposição dos serviços de eletricidade e telecomunicações nas regiões do país que ainda estão privadas destes serviços.
Antes, também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, garantiu que todos os esforços estão a ser feitos para salvaguardar as populações. "O que se pode fazer, está-se a fazer. O que é possível fazer em conjunto - APA, presidentes de câmara, instituições sociais, o Estado - tudo está a ser feito. Estamos numa situação que está mesmo no limite. Enquanto discutíamos a situação, subiu o nível [da água], no período de uma hora", exemplificou Marcelo.
Bacia do Mondego está de novo em situação de risco
O rio Mondego voltou esta quarta-feira a atingir a situação de risco, a exemplo do sucedido no sábado, com um nível hidrométrico acima dos quatro metros na ponte de Santa Clara, na baixa de Coimbra.
A estação hidrométrica de Santa Clara apresentava, pelas 13:00 horas, um nível de 4,08 metros, o mais alto desde o início das inundações na zona do Baixo Mondego.
Segundo dados do portal Info Água, consultados pela agência Lusa, para além da altura de água na ponte de Santa Clara, em nível de risco (vermelho), o débito de água a jusante, na Ponte-Açude, ultrapassou às 12:00 horas desta quarta-feira os 1.900 m3/s e continua a subir.
A barragem da Aguieira também tem vindo a subir a percentagem de água acumulada (cerca de 87%), tendo aumentado a libertação de água, nas últimas horas, para os 725 m3/s, quase o dobro do que se registava às 20:00 de terça-feira.
Por outro lado, ao início da tarde desta quarta-feira continuavam a subir os níveis nas pontes da Conraria e Cabouco, no rio Ceira, afluente do Mondego a montante de Coimbra, ambas no nível de alerta (amarelo).
Na ponte do Cabouco, a cerca de cinco quilómetros (km) do ponto onde o Ceira desagua no Mondego, a altura de água atingia, à mesma hora, 3.95 metros, com um caudal de 203 metros cúbicos por segundo (m3/s).
Associação comercial de Leiria diz que impacto é bastante significativo
A Associação de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo da Região de Leiria (Acilis) revelou esta quarta-feira que o impacto da depressão Kristin é bastante significativo para os associados e disse não acreditar que os apoios diretos sejam suficientemente abrangentes.
"O impacto foi bastante significativo, com danos materiais em diversas estruturas, incluindo telhados, coberturas, painéis solares, esplanadas, infraestruturas interiores, equipamentos de frio, sistemas de alarme e câmaras de videovigilância, viaturas afetas à atividade, montras e portas, bem como pisos e interiores dos estabelecimentos", afirmou à agência Lusa o presidente da Acilis, Lino Ferreira, referindo terem sido ainda registados danos em mercadorias.
Precisando que os principais estragos "incluem infraestruturas danificadas, estabelecimentos sem cobertura, falta de energia e de comunicações", Lino Ferreira salientou que, neste último caso, "têm condicionado fortemente" a atividade das empresas.
E mesmo estabelecimentos que se mantêm abertos, "como lojas de vestuário, sapatarias, perfumarias, óticas, ourivesarias e outros serviços não essenciais, têm registado quebras acentuadas nas vendas, uma vez que os consumidores estão focados na reparação dos seus próprios bens e no cumprimento de despesas adicionais".
"O setor da restauração, apesar de considerado essencial, também sofreu quebras substanciais na sua atividade", realçou o responsável da Acilis.
Coimbra é a situação "mais preocupante", diz Proteção Civil
O comandante nacional da Proteção Civil disse esta quarta-feira que a situação "mais preocupante" é na zona de Coimbra devido ao "risco significativo" de rutura de um dos diques do Mondego e alertou para a continuação de cheias e derrocadas.
"A situação mais preocupante neste momento é no Mondego devido ao risco significativo de poder existir alguma rutura num dos diques. São 30 quilómetros de diques, desde a zona de Coimbra até à Figueira da Foz", disse Mário Silvestre, na conferência de imprensa diária para fazer um ponto de situação das cheias no país realizada na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
O comandante da ANEPC explicou que as pessoas que moram naquela zona foram "previamente alertadas", tendo existido um trabalho de planeamento, e as zonas de concentração e acolhimento da população "já estão montadas e preparadas para receber essas pessoas".
"Neste momento há um trabalho em curso", afirmou, avançando que foi dada prioridade às pessoas idosas, tendo sido evacuados em primeiro lugar os lares de terceira idade que estavam naquela zona.
Mário Silvestre alertou para a continuação de cheias nos próximos dias, situação que se deve "não à precipitação em si, mas pelo impacto que tem nos cursos de água e nas barragens".
PCP quer 'lay-off' a 100% e aumento de apoios para quem perdeu rendimentos
O PCP propôs esta quarta-feira um regime de 'lay-off' que assegure pagamento de 100% dos salários dos trabalhadores atingidos pelo mau tempo e o aumento para 1,5 IAS do apoio para quem perdeu rendimentos.
As propostas constam de um pacote de medidas do PCP para responder às consequências das tempestades em Portugal continental apresentadas hoje, na Assembleia da República, por Paula Santos, líder parlamentar da bancada comunista.
A deputada do PCP assumiu como prioritário, nesta altura, proteger os salários dos trabalhadores através de um regime de 'lay-off' a 100% como "já foi adotado noutros momento de emergência do país", mas sem especificar um teto concreto para os rendimentos abrangidos por este apoio.
O Governo tinha comunicado que aos trabalhadores abrangidos pelo 'lay-off' simplificado, na sequência dos impactos da depressão Kristin, seria garantido 100% do vencimento normal líquido, até ao triplo do salário mínimo nacional, isto é, até 2.760 euros. Porém, de acordo com o que foi noticiado pelo Jornal de Negócios e a TSF, o diploma publicado em Diário da República pelo executivo prevê cortes salariais acima dos 920 euros.
O PCP quer também um aumento para 1,5 IAS (Indexante dos Apoios Sociais), correspondentes a cerca de 805 euros, dos apoios a quem perdeu rendimentos devido às tempestades.
Presidente da República visita hoje Coimbra e outras zonas afetadas na região
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai esta quarta-feira prosseguir as visitas a locais afetados pelas recentes tempestades, deslocando-se à cidade de Coimbra e a outras zonas na região.
Segundo uma nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa começará por se deslocar a Coimbra, onde terá uma reunião na Associação Portuguesa do Ambiente (APA).
"O Presidente da República visitará, em seguida, outras zonas na região de Coimbra e continuará para outras localidades particularmente atingidas", lê-se na nota.
Na terça-feira à noite, a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, anunciou cerca de três mil pessoas iriam ser retiradas das suas casas face a risco de cheia no Mondego.
"Globalmente, nós estamos a falar de cerca de 2.800 a 3.000 pessoas que são residentes, mas muitas pessoas até já saíram, foram para casa de familiares", disse a autarca, em conferência de imprensa no edifício da APA, em Coimbra.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também centenas de feridos e desalojados.
Quase 40 mil clientes continuam sem eletricidade, diz E-Redes
Um total de 39 mil clientes estavam, às 08h00 desta quarta-feira, sem fornecimento de energia elétrica em Portugal continental, na sequência das condições meteorológicas adversas que têm atingido o país, informou a E-Redes.
Na zona de maior impacto da Depressão Kristin subsistem cerca de 30 mil consumidores sem eletricidade. Ainda assim, a empresa indica que já restabeleceu o fornecimento a cerca de 970 mil clientes.
Segundo a E-Redes, a rede de distribuição tem demonstrado resiliência face às condições extremas, admitindo contudo que o número de clientes afetados oscila ao longo do dia, em função da evolução das condições atmosféricas e da complexidade das intervenções.
Imagem de satélite mostra dimensão de áreas inundadas junto ao rio Tejo
Governo pede às populações em zona de risco que respeitem indicações das autoridades
O ministro da Presidência apelou esta quarta-feira aos portugueses que estão em zonas de risco por causa das cheias e do mau tempo que respeitem as indicações das autoridades, nomeadamente os "pedidos de evacuação" dos locais.
Em audição no parlamento, António Leitão Amaro quis "saudar todas as forças que estão no terreno" a ajudar os portugueses afetados e "pedir às populações que observem e respeitem todos os pedidos dessas autoridades".
Há uma semana, numa comissão parlamentar, Leitão Amaro falou da passagem da depressão Kristin na região de Leiria, e esta quarta-feira, no parlamento, veio também "transmitir solidariedade às pessoas que ainda continuam a sofrer os impactos dessa catástrofe da noite de 28 [de janeiro] mas também muitos outros portugueses que nestas horas vivem junto a rios, passando, eles e o seu património, perigos".
Por isso, Leitão Amaro veio "reiterar esse pedido em nome do Governo" para que as populações cumpram as indicações de abandono dos locais atingidos.
"Nestes momentos críticos", é essencial "o cumprimento dessas orientações, em particular quando for o caso, por segurança, de pedidos de evacuação", avisou.
Sabrosa prolonga Situação de Alerta Municipal até domingo
A Câmara de Sabrosa prolongou até domingo a Situação de Alerta de Âmbito Municipal devido à chuva intensa que se tem verificado e que, em duas semanas, provocou 61 ocorrências neste concelho do distrito de Vila Real.
O município declarou na quinta-feira a Situação de Alerta e o seu prolongamento entra esta quarta-feira em vigor e prolonga-se até domingo, em consequência das condições meteorológicas adversas que também se têm feito sentir neste território, com muita chuva e vento.
O vereador com o pelouro da Proteção Civil, António Araújo, disse à agência Lusa que, em duas semanas, concretamente desde o dia em que a tempestade Kristin assolou o país, foram registadas 61 ocorrências neste concelho, com área inserida na Região Demarcada do Douro (RDD).
Em concreto, entre outros, contabilizam-se 28 movimentos de massas e taludes, 16 quedas de muros, quatro edifícios atingidos, um armazém e três casas, sem que tenha sido necessário realojar moradores, e hoje há duas estradas cortadas naquele concelho: a Estrada Municipal (EM) 590, junto ao Cais da Foz (em frente ao Pinhão), na União de Freguesias de Provesende, Gouvães do Douro e São Cristóvão do Douro, e entre Covas e Donelo.
Rede consular vai mobilizar empresas portuguesas na Europa para reconstrução
O Governo pediu à rede consular na Europa para "ajudar a mobilizar empresas portuguesas de construção civil" para participarem na reconstrução da região Centro na sequência da depressão Kristin, anunciou esta quarta-feira o ministro da Presidência.
"Pedimos à rede consular na Europa para ajudar a mobilizar empresas portuguesas de construção civil que trabalham em países como a Suíça, a França, o Luxemburgo, a Alemanha para poderem vir a Portugal prestar serviço", assegurou António Leitão Amaro, que está hoje de manhã a ser ouvido na Comissão parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.
O governante garantiu ainda que não foi identificada, segundo as próprias empresas, "uma necessidade de escala larga de atratividade" de mão-de-obra estrangeira, tendo sido ordenado, no âmbito da estrutura de missão criada para a recuperação da região, que seja dada prioridade à procura de trabalhadores que já se encontram em Portugal.
Debate com o primeiro-ministro adiado para sexta-feira
O debate quinzenal que estava marcado para esta tarde vai ser mesmo adiado para sexta-feira, confirmou o gabinete do Presidente da Assembleia da República Aguiar-Branco.
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Risco de inundações aumenta em vários concelhos da região Oeste
A chuva persistente das últimas horas está a aumentar o caudal dos rios na região Oeste, levanto a Proteção Civil a apelar à população para se afastar de zonas ribeirinhas devido ao elevado risco de cheias.
"É preciso que as pessoas se afastem do rio, porque o rio subiu muito em Dois Portos e Runa e leva grande velocidade. Nunca esteve tão alto e há risco de transbordo" ao longo do seu curso, incluindo a cidade de Torres Vedras, alertou o vice-presidente da câmara, Diogo Guia.
Depois de já terem "retirado pessoas de casa hoje na Ponte do Rol", onde o rio tem provocado inundações, o autarca adiantou que há várias ruas da cidade a começar a encher-se de água, assim como em A-dos-Cunhados.
Em Alenquer, "o rio subiu muito durante a noite e está a rebentar na vila, depois de já ter galgado as margens em Ribafria, Espiçandeira e Atouguia", afirmou o presidente da câmara, João Nicolau, que reforçou o alerta.
Sem avançar números, o autarca acrescentou que o número de desalojados e deslocados também subiu no concelho, depois de, em Bogarréus, "uma casa ter ruído" e os moradores, que já tinham saído de casa por precaução, ficarem agora desalojados.
Seguro em contacto com autarcas de Coimbra, Soure, Montemor-o-velho e Figueira da Foz
O Presidente da República eleito, António José Seguro, está em contacto com os autarcas dos concelhos de Coimbra, Soure e Montemor-o-Velho, que estão a deslocar pessoas de casa por causa do risco de colapso dos diques do rio Mondego, e também o autarca da Figueira da Foz (por onde passa o rio antes de desaguar no Atlântico).
Segundo informação de fonte oficial da campanha à comunicação social, António José Seguro "tem estado em contacto ontem à noite e hoje de manhã com presidentes de câmara Coimbra, Figueira da Foz, Soure e Montemor-o-Velho".
Na terça-feira à noite, o Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente avisou que "há um risco claro de os diques [do Rio Mondego] poderem colapsar. Em nome da precaução, o que é fundamental é retirar pessoas que estão nas áreas de risco".
É nesse sentido que os municípios de Coimbra, Soure e Montemor-o-Velho deram ordem a várias centenas de pessoas para deixarem as suas casas.
António José Seguro ocupa a partir desta quarta-feira um gabinete de transição no Palácio Nacional de Queluz.
Aguiar-Branco consulta partidos sobre adiamento do debate quinzenal
O presidente da Assembleia da República vai consultar os membros da conferência de líderes sobre um eventual adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, previsto para esta quarta-feira, às 15:00 horas, disse à agência Lusa fonte parlamentar.
De acordo com a mesma fonte, José Pedro Aguiar-Branco tem estado em contacto com o Governo e com os representantes dos vários grupos parlamentares sobre esse eventual adiamento do debate quinzenal, sobretudo por causa do agravamento da situação de risco de inundações na região de Coimbra.
Nesses contactos, pede-se a cada um dos grupos parlamentares que responda a esta questão de um eventual adiamento do debate quinzenal até às 12:00 horas desta quarta-feira.
Como alternativa, José Pedro Aguiar-Branco coloca a possibilidade de o debate quinzenal com o primeiro-ministro se realizar na sexta-feira, pelas 10:00 horas.
Haveria, por outro lado, um reagendamento dos temas que seriam debatidos em plenário nessa sexta-feira na próxima Conferência de Líderes de 18 de fevereiro.
Quase todas as casas com danos no concelho de Pombal
A vice-presidente da Câmara de Pombal, Isabel Marto, admitiu esta quarta-feira que quase todas as casas no município têm danos devido à depressão Kristin, que há 15 dias atingiu gravemente este concelho do distrito de Leiria.
"Quando passamos em qualquer via, percebemos que quase todas as casas foram atingidas, nem que seja de forma parcial. Algumas já foram recuperadas, mas, dificilmente, haverá alguma aldeia que tenha sido preservada", declarou Isabel Marto à agência Lusa.
Segundo a autarca, 70 ou 80% das casas do concelho têm estragos.
"É um levantamento que estamos a fazer. E agora, com as plataformas e a entrada em vigor dos apoios à recuperação das casas de habitação permanente, iremos ter um valor mais correto, mas houve danos parciais, eu diria, em 70% ou 80% das casas", referiu.
Reconhecendo que as condições climatéricas desde o dia 28 de janeiro, quando a depressão Kristin atingiu sobretudo a região Centro, não têm ajudado, a vice-presidente explicou que, ainda assim, "muitas coberturas foram colocadas de forma provisória".
Sete pessoas retiradas "preventivamente" de casas na Graça, em Lisboa
Sete pessoas foram retiradas, numa medida preventiva, de três edifícios localizados na freguesia da Graça, em Lisboa, devido ao deslizamento de terras, disse esta quarta-feira à Lusa fonte da proteção civil municipal.
De acordo com André Fernandes, diretor do Serviço Municipal de Proteção Civil e Coordenador Municipal de Proteção Civil de Lisboa, assistiu-se na terça-feira a um "movimento de massas que levou à retirada de sete pessoas de três edifícios cimeiros" que poderiam ser afetados.
Segundo o coordenador municipal, tratou-se de uma "medida preventiva e por precaução".
O responsável adiantou ainda que uma mãe e um filho foram apoiados pelos serviços da câmara municipal para serem alojados temporariamente, enquanto os restantes estão alojados com familiares ou amigos.
"Neste momento estamos à espera de melhorias meteorológicas para fazer uma avaliação concreta", disse o responsável, acrescentando que a situação está a ser monitorizada pelos serviços.
IL vai pedir adiamento de debate quinzenal com o primeiro-ministro
A IL vai pedir esta quarta-feira o adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro agendado para esta tarde, devido ao agravamento da situação em Coimbra, disse à Lusa fonte da direção parlamentar.
O pedido será anunciado numa conferência de imprensa da presidente do partido, Mariana Leitão, agendada para esta manhã na Assembleia da República, e é justificado pela necessidade de o primeiro-ministro estar no terreno devido ao agravamento da situação em Coimbra, onde a população está a ser evacuada devido ao risco de colapso dos diques do Rio Mondego.
A mesma fonte adianta que, até ao momento, o partido não recebeu qualquer pedido de adiamento deste debate por parte da bancada do PSD.
PSD em contactos para adiar debate quinzenal
O líder da bancada parlamentar do PSD, Hugo Soares, admitiu nesta quarta-feira de manhã, à Antena 1, que está a fazer contactos com os restantes partidos para um possível adiamento do debate quinzenal que estava marcado para esta quarta-feira à tarde.
Como o primeiro-ministro, Luís Montenegro, passou a acumular temporariamente a pasta do ministério da Administração Interna, após a demissão de Maria Lúcia Amaral, e existe uma situação de risco de rotura de diques em Coimbra (o que exige uma resposta do ministério que coordena as forças de segurança), poderá não ser possível conjugar ambas as responsabilidades.
Segundo o Jornal Expresso, o Partido Socialista já terá admitido a possibilidade de se adiar o debate quinzenal. O tema vai ser discutido nesta quarta-feira na conferência de líderes no Parlamento.
Douro regista subida considerável e espera-se um dia difícil
O rio Douro registou uma subida considerável durante a noite e adivinha-se "difícil a nível do controle dos caudais" devido à muita chuva prevista para o Norte de Portugal e Espanha, segundo a Capitania do Douro.
"Já observamos uma subida considerável na cota da albufeira do Carrapatelo, na cidade do Peso da Régua [distrito de Vila Real]. Já atingiu os 10,7 metros, o que significa que a água já chegou à marginal. Não passou muito disso e manteve-se estável, mas já é uma cota considerável. Aqui [zonas do Porto e Vila Nova de Gaia] durante o dia temos que ir mantendo a supervisão porque continua a haver muita água", disse o comandante adjunto da capitania, Pedro Cervaens.
Num ponto de situação à agência Lusa, cerca das 07:30, o comandante adjunto da Capitania do Douro referiu que a forte pluviosidade prevista para o dia de hoje fazem este dia "merecedor de muita atenção".
"A cota no estuário também está sempre ali a rondar os 5 metros. Portanto, Miragaia [no Porto] ontem [terça-feira] já meteu um pouco de água. Nada de significativo, mas já entrou um pouco. Acreditamos que hoje pode ser também um dia difícil a nível do controlo dos caudais. Portanto, é possível que estas zonas com cotas mais baixas sofram novamente a entrada de água", alertou.
Amarante ativa Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil
O Município de Amarante ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil (PMEPC), perante a previsão de chuva contínua e intensa, com risco acrescido de cheias e inundações, indica a câmara no seu 'site'.
"Perante a previsão de precipitação contínua e de períodos de chuva intensa, com risco acrescido de cheias e inundações, foi ativado o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil de Amarante,(...) ao abrigo da legislação em vigor, com vista à salvaguarda de pessoas e bens", lê-se na publicação.
A câmara de Amarante, cuja zona ribeirinha é banhada pelo rio Tâmega, um dos maiores afluentes do rio Douro, acrescenta que decorreu na terça-feira uma reunião extraordinária da Comissão Municipal de Proteção Civil "com o objetivo de assegurar uma resposta coordenada, integrada e eficaz de todos os agentes de proteção civil e entidades com dever especial de cooperação, reforçando a prontidão operacional, a mobilização de meios e a articulação institucional face à situação excecional em curso".
"O Município de Amarante está a acompanhar permanentemente a evolução das condições meteorológicas e hidrológicas, podendo adotar medidas adicionais que se revelem necessárias, sendo o plano desativado logo que deixem de se verificar os pressupostos que determinaram a sua ativação", vinca a autarquia, pedindo à população para se manter informada.
Proteção civil registou 1.576 ocorrências até às 06:00, sem vítimas
A proteção civil registou entre as 00:00 horas de terça-feira e as 06:00 desta quarta-feira 1.576 ocorrências, entre inundações, quedas de árvores e deslizamentos, na Área Metropolitana do Porto, Coimbra e Aveiro, sem causar vitimas.
"Registámos 1.576 ocorrências, 322 das quais na Área Metropolitana do Porto, 342 na Região de Coimbra e 196 na Região de Aveiro", disse à Lusa o comandante Pedro Araújo, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Pedro Araújo adiantou que cerca das 07:00 horas desta quarta-feira ainda estava a decorrer a retirada de pessoas das localidades junto às zonas ribeirinhas do rio Mondego, face ao risco de inundações.
"Estamos a falar do deslocamento de mais de três mil pessoas. É uma operação gigantesca. Durante a noite não houve uma subida significativa, mas há um risco de os diques do rio Mondego poderem colapsar e causar inundações", disse, acrescentando que as autoridades continuam a monitorizar a situação.
Na terça-feira, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou que o rio Mondego está com "um risco claro dos diques [margens]" poderem colapsar e provocar inundações face às previsões de forte precipitação
"Há aqui um risco claro dos diques poderem colapsar. Em nome da precaução, o que é fundamental é retirar pessoas que estão nas áreas de risco", disse Pimenta Machado, que falava numa conferência de imprensa realizada em Coimbra, no final de uma reunião de emergência com autarcas da região e proteção civil local e regional.
Deslizamento de terras obrigou à retirada de 31 pessoas na Costa da Caparica
Mais de 30 pessoas foram esta quarta-feira retiradas de prédios na Costa da Caparica, em Almada, devido a um deslizamento de terras, que não causou vítimas, disse à Lusa fonte do Comando Sub-Regional da Península de Setúbal.
"A arriba que está junto destes prédios está a ter movimentos e cerca das 03:38 horas, uma pedra de dimensões significativas deslizou e atingiu o número 3 da Rua João Azevedo. Esta situação obrigou à retirada de 31 pessoas que foram entretanto encaminhadas para equipamentos da autarquia e para casa de familiares, adiantou a fonte.
De acordo com a proteção civil, o número 3 foi o que sofreu maiores danos devido ao impacto, tendo os outros edifícios sido evacuados ao nível do rés-do-chão por precaução.
"Cerca das 07:00 horas, os serviços de proteção civil municipal estavam a avaliar os danos e a possibilidade de alguns moradores poderem regressar às suas casas", disse.
No local, estiveram 17 operacionais, com o apoio de seis veículos.
Também esta quarta-feira, pelas 06:16 horas, um deslizamento de terras na estrada nacional 378 na Charneca da Caparica, também em Almada, obrigou a retirar o condutor, que não sofreu ferimentos, de uma viatura que ficou imobilizada na via.
Fonte do Comando Sub-Regional da Península de Setúbal adiantou que as autoridades competentes estavam cerca das 07:00 a avaliar a situação.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alertou na terça-feira que são esperados hoje chuva e vento por vezes fortes devido à depressão Nils, que não irá afetar diretamente Portugal continental.
Em aviso laranja, entre as 06:00 e 18:00 de hoje, estão Viseu, Porto, Vila Real, Santarém, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga.
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