Reparação da A1 em Coimbra vai demorar "semanas". Governo pede novo adiamento de debate
Circulação suspensa na Linha do Leste devido a queda de barreira
Brisa sugere alternativas à interrupção da A1 através da A8/A17/A25 ou IC2
Ministro diz que irá demorar "semanas" reparação de troço da AI em Coimbra
Comboio descarrilou na Linha do Leste em Abrantes sem causar feridos
A5 reabriu mas com condicionamentos no sentido Lisboa-Cascais
Governo pede novo adiamento do debate quinzenal
Previsto para quarta-feira e entretanto adiado para sexta-feira, devido à necessidade de acompanhar a situação no rio Mondego e a resiliência dos diques, o Governo vai pedir um novo adiamento do debate quinzenal. Os contactos já estarão a ser feitos com os partidos com representação na Assembleia da República.
A informação foi primeiro avançada pela Sic Notícias.
Circulação suspensa na Linha do Leste devido a queda de barreira
A circulação ferroviária na Linha do Leste, que faz a ligação entre o Entroncamento e a fronteira de Badajoz, em Espanha, estava às 08:00 horas suspensa devido à queda de uma barreira, informou esta quinta-feira a CP - Comboios de Portugal.
Em comunicado, a CP - Comboios de Portugal indica que devido ao mau tempo continua suspensa a Linha da Beira Baixa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes.
A transportadora adianta igualmente que na Linha do Norte não se prevê realizar qualquer comboio de longo curso, fazendo-se apenas os serviços regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa.
Comboio descarrilou na Linha do Leste em Abrantes sem causar feridos
Uma automotora descarrilou na quarta-feira à noite na Linha do Leste, na zona da Bemposta, no concelho de Abrantes, num incidente que não causou feridos, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.
O incidente ocorreu pelas 21:00 horas de quarta-feira e levou ao corte da circulação na Linha do Leste, que faz ligação entre Abrantes, distrito de Santarém, e a fronteira com Espanha (Badajoz).
Telmo Ferreira, oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), adiantou à Lusa que o incidente ocorreu na zona da Bemposta, Abrantes, depois do comboio ter embatido contra detritos e uma árvore que deslizaram para a linha.
O comboio transportava passageiros, mas o incidente não provocou ferido, acrescentou Telmo Ferreira.
Devido ao incidente, para o local foram destacados elementos da Infraestruturas de Portugal (IP) para recolocar a composição na linha, reparar danos e proceder à limpeza da via.
Brisa sugere alternativas à interrupção da A1 através da A8/A17/A25 ou IC2
A Brisa sugeriu esta quinta-feira aos automobilistas a utilização de alternativas à interrupção da autoestrada no sentido Norte-Sul junto ao nó de Coimbra Sul, ao quilómetro 191, através do corredor A8/A17/A25 ou o IC2.
Num comunicado enviado às redações, a concessionária admitiu que, "não sendo possível, neste momento, estimar o prazo de conclusão das obras de reparação", está empenhada em "minimizar transtornos" e que "poderão ser usadas como vias alternativas o corredor A8/A17/A25 ou o IC2".
A BCR - Brisa Concessão Rodoviária confirmou o abatimento de parte do pavimento da plataforma da A1, no sentido Norte-Sul, na sequência da rutura de um dique do Rio Mondego, e explicou que o abatimento ocorreu "cerca de três horas após o corte total da A1, feito de forma preventiva, no sublanço de Coimbra Norte e Coimbra Sul - entre os KM 198 e KM 189 - e não representou, em nenhum momento, qualquer risco para utilizadores e trabalhadores".
A rutura na infraestrutura foi motivada pelo rebentamento do dique e subsequente escavação do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, devido a um débito excecional de mais de 2.100 metros cúbicos de água por segundo, explica ainda a concessionária.
A Brisa fez saber que está a monitorizar o desenvolvimento da situação desde o dia 2, "com vistorias permanentes, e tem no terreno, neste momento, mais de 30 operacionais", estando a trabalhar em coordenação com as várias instituições no âmbito da proteção civil e autoridades nacionais e locais.
A A1 foi preventivamente encerrada pouco depois das 18:00 horas de quarta-feira em Portugal continental, nos dois sentidos, no sublanço entre Coimbra Norte e Coimbra Sul, na sequência da rutura do dique que canaliza o Rio Mondego.
Ministro diz que irá demorar "semanas" reparação de troço da AI em Coimbra
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, admitiu esta quinta-feira que serão precisas várias semanas para reparar o troço da Autoestrada 1 (A1) que desabou após o rompimento do dique nos Casais, em Coimbra.
Durante uma visita ao local, Pinto Luz sublinhou aos jornalistas "a velocidade e a violência das águas", que descreveu como "uma situação absolutamente anormal".
A rutura na infraestrutura foi motivada pelo rebentamento do dique e subsequente escavação do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, devido a um débito excecional de mais de 2.100 metros cúbicos de água por segundo, explicou a BCR - Brisa Concessão Rodoviária.
"Temos hoje 15 camiões com enrocamento para reforçar a quebra que surgiu. Amanhã de manhã, mais camiões vêm reforçar com enrocamento", disse Pinto Luz, citado pela emissora RTP Notícias.
O recurso a enrocamento, blocos de rocha compactados, "é a única coisa que nós podemos fazer enquanto as águas não descerem", admitiu o ministro.
Pinto Luz disse também que a fissura, no sentido norte-sul, "pode alastrar" para o outro sentido.
O dirigente acrescentou que, "enquanto as águas não descerem não se pode fazer a intervenção de fundo".
"Serão seguramente semanas para conseguirmos que esta infraestrutura volte a estar ao serviços dos portugueses", disse Pinto Luz.
A5 reabriu mas com condicionamentos no sentido Lisboa-Cascais
O trânsito na A5 reabriu às 06:27 horas em duas das quatro vias no sentido Lisboa-Cascais, ao quilómetro um, na subida para o Monsanto, depois de ter estado interrompido devido a um deslizamento de terras, segundo a GNR.
O trânsito na Autoestrada 5 (A5) esteve cortado no sentido Lisboa - Cascais, do viaduto de Duarte Pacheco até à Cruz das Oliveiras (quilómetro 1) depois de um deslizamento de terras devido ao mau tempo ter obstruído duas faixas de rodagem cerca das 19:20 horas de quarta-feira.
Fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR) adiantou à Lusa que foram reabertas duas das quatro vias da A5 no sentido Lisboa-Cascais depois de terem sido terminados trabalhos de limpeza.
"Durante a noite foram removidos detritos devido à derrocada de quarta-feira. No local estão [06:30) elementos da Brisa, a concessionária da autoestrada, a avaliar a situação. Não há ainda uma previsão para a normalização uma vez que vai ter de ser feita e estabilização do talude", indicou.
De acordo com a GNR, às 06:30 o "trânsito estava a fluir".
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