Podem ser retiradas 9.000 pessoas de Coimbra em caso de cheia centenária, diz autarca
Presidente da câmara de Coimbra admite possibilidade de cheia centenária
Proteção Civil alerta para risco de cheias rápidas e deslizamentos
Proteção Civil alerta para risco de cheias em Coimbra devido a descargas da Aguieira
TAP reforça voos Lisboa-Porto após corte da A1
Marcelo alerta para recuperação longa e dificil que implicará realocação de fundos europeus
Restabelecer a circulação na A1 é "prioridade máxima", diz Montenegro
Montenegro diz que PTRR ainda está a ser "desenhado" mas é preciso acelerar programas
Montenegro anuncia PRR nacional para recuperação do impacto das tempestades
Sublanço Coimbra Sul-Coimbra Norte da A1 cortado. Brisa sugere alternativas
Governo aumenta linha de crédito à tesouraria das empresas para mil milhões de euros
Acesso da Ponte 25 de Abril à A5 está cortado no sentido Lisboa/Cascais
Água subiu meio metro em quatro horas junto a Montemor-o-Velho
Montenegro vai visitar zonas afetadas pelas cheias em Alcácer do Sal
Dique no rio Arunca em Vila Nova de Anços, em Soure, está a ser reforçado
Câmara de Coimbra aconselha corredor A8/A17/A25 como alternativa à A1
Brisa ainda sem prazo para concluir as obras na A1
Território de Montemor-o-Velho é o que mais preocupa Proteção Civil da Região de Coimbra
"As condições hidrológicas são gravíssimas", diz António Viana da Fonseca
Barreiras no rio Velho, em Montemor-o-Velho, estão a ser reforçadas
Proteção Civil alerta para chuva forte nas zonas de Lisboa, Oeste e Setúbal
Dique da margem esquerda do rio Mondego rebenta na zona de Soure
Margem direita do rio Mondego parte para canal de rega em Montemor-o-Velho
Barragem alentejana do Monte da Rocha quase a descarregar para o Sado
Debate quinzenal com o primeiro-ministro remarcado agora para 19 de fevereiro
"Turismo Acolhe" tem disponíveis 318 unidades em empreendimentos e AL
E-Redes contabiliza 33 mil clientes sem energia no continente
Linhas de ligação entre Coimbra, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz estão suprimidas
Distrito de Aveiro com 58 estradas interditas ou condicionadas
Cinfães pede ao Governo que seja declarada calamidade na região
Imagens de drone mostram colapso da A1 após rebentamento de dique no Mondego
Tejo sobe durante a noite e próximas 48 horas exigem máxima atenção
Mondego em situação de risco com barragem da Aguieira a 99%
Governo pede novo adiamento do debate quinzenal
Circulação suspensa na Linha do Leste devido a queda de barreira
Comboio descarrilou na Linha do Leste em Abrantes sem causar feridos
Brisa sugere alternativas à interrupção da A1 através da A8/A17/A25 ou IC2
Ministro diz que irá demorar "semanas" reparação de troço da AI em Coimbra
A5 reabriu mas com condicionamentos no sentido Lisboa-Cascais
Coimbra preparada para retirar mais 9.000 pessoas caso pico de cheia se confirme
A Câmara de Coimbra está a preparar-se para ter de retirar mais nove mil pessoas, sobretudo na zona urbana, caso o cenário de cheia centenária se confirme na sexta-feira, afirmou hoje a presidente do município.
Depois de já ter avançado com avisos de retiradas preventivas nos últimos dias de cerca de 3.500 pessoas em zonas mais rurais do concelho, o município prepara-se agora para a possibilidade de retirar cerca de 9.000 pessoas concentradas na malha urbana, que poderá vir a sofrer inundações, afirmou Ana Abrunhosa, em conferência de imprensa na Casa Municipal de Proteção Civil.
Segundo a autarca, caso o cenário de cheia centenária se confirme na manhã de sexta-feira, será necessário retirar pessoas de zonas urbanas do concelho, como é o caso da Baixa e do Rossio de Santa Clara.
Já durante esta noite, o município irá começar a retirada preventiva de pessoas acamadas e sem-abrigo que estejam nas zonas que estão potencialmente em risco, acrescentou.
"A nossa preocupação esta noite vai ser retirar pessoas acamadas [...] e com especial preocupação com pessoas que vivem na rua. [...] Vamos transportá-las para locais adequados, para outros lares ou unidades de cuidados continuados", esclareceu.
Na sexta-feira, entre as 08:00 e as 09:00, há "uma grande probabilidade" de as equipas das juntas e outras autoridades começarem a pedir às pessoas para saírem das suas casas, acrescentou, referindo que será nessa altura que haverá confirmação de cenário de cheia centenária.
As zonas que serão potencialmente afetadas pela cheia em Coimbra são: zona ribeirinha de Torres do Mondego, Ceira, Conraria, Portela do Mondego, Quinta da Portela, Rossio de Santa Clara (e toda a cota baixa da freguesia), Baixa de Coimbra e zonas das ribeiras de Coselhas, Eiras, Fornos, Covões e Casais.
A presidente da Câmara de Coimbra indicou ainda que, caso se confirme o cenário de cheia centenária, na manhã de sexta-feira, as autoridades irão monitorizar as condições de circulação nas pontes de Santa Clara e viaduto do Itinerário Complementar 2 (IC2), que poderão ter de ser encerrados ao trânsito, caso se atinja um caudal demasiado elevado no açude-ponte que ponha em causa a segurança das infraestruturas.
Este cenário poderá também implicar inundações na estação ferroviária de Coimbra-B e Casa do Sal e na Estrada Nacional 111, apelando-se às pessoas para terem especial cuidado com carros em parques de estacionamento e garagens.
A autarca apelou às pessoas para seguirem as indicações das juntas de freguesia e estarem atentas às comunicações da Proteção Civil.
"Nós vamos comunicando, a Proteção Civil mandará mensagens por telemóvel e vamos adaptando as mensagens e as restrições à medida que a situação evolua", disse.
"Estamos a agir por precaução, porque até agora nós temos zero vítimas e o nosso objetivo é continuar apenas e só com danos materiais", salientou.
Presidente da câmara de Coimbra admite possibilidade de cheia centenária
A presidente da Câmara de Coimbra afirmou que há a possibilidade de, na manhã de sexta-feira, ocorrer uma cheia centenária na bacia do Mondego, que poderá impactar a Baixa da cidade.
"Depois de uma reunião com a APA [Agência Portuguesa do Ambiente] e com a Autoridade Nacional da Proteção Civil, teme-se a possibilidade de uma cheia centenária em Coimbra", disse Ana Abrunhosa, numa conferência de imprensa realizada na Casa Municipal da Proteção Civil.
De acordo com a autarca, prevê-se um pico de cheia entre as 08:00 e as 09:00, com novo pico às 15:00, havendo o risco de inundações na Baixa e noutros pontos do centro urbano do concelho: "Está a chover muito nas regiões que canalizam a água para a [barragem] da Aguieira. O caudal do rio Ceira está a aumentar e nós, no açude-ponte [em Coimbra], a linha vermelha são os 2.000 [metros cúbicos por segundo]. Há a probabilidade de atingirmos 2.500 a 3.000 [metros cúbicos por segundo] e, quando se atingirem esses valores, vamos ter água que começa a recuar e a espraiar", atingindo a zona urbana do concelho.
Segundo Ana Abrunhosa, além do caudal do Mondego subir, haverá também uma subida das várias ribeiras do concelho e, face aos dias anteriores, as inundações que até agora só afetavam a zona rural do concelho poderão vir a acontecer "na parte urbana".
"As pessoas devem, se possível, ficar em casa, e evitar deslocações necessárias", salientou.
A presidente da Câmara de Coimbra dirigiu também uma "palavra de grande solidariedade aos municípios de Montemor-o-Velho e Soure", que "serão muito afetados", caso o cenário de cheia centenária se confirme.
A cheia centenária é "um momento completamente diferente daquele que ontem [quarta-feira] tínhamos como cenário", notou, apelando às pessoas para adotarem comportamentos preventivos e seguirem as instruções das autoridades.
"A barragem da Agueira atingiu o seu limite. Não tem capacidade. As pessoas devem proteger os seus bens, os seus animais, saberem para onde se podem dirigir caso não tenham familiares com quem ficar e nós procuraremos, dentro do que é um grande transtorno, dar todas as condições", acrescentou.
Ana Abrunhosa realçou ainda que todas as instituições do concelho estão a trabalhar em cooperação, tendo também no terreno o apoio do Exército.
"Com toda a tranquilidade, nós estamos aqui a transmitir esta mensagem, mas há uma coisa que ninguém nos perdoaria, era que não disséssemos a verdade. E o que estamos aqui a dizer às pessoas é a verdade", disse.
Proteção Civil alerta para risco de cheias rápidas e deslizamentos
O comandante nacional da Proteção Civil alertou para o agravamento do estado do tempo nas próximas horas, com previsão de chuva forte e persistente, avisando para o risco de cheias rápidas e deslizamentos de terras.
O alerta do comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Mário Silvestre, foi dado pelas 19:00, numa conferência de imprensa na sede da ANEPC, em Carnaxide, Oeiras (Lisboa), para fazer um ponto de situação das cheias no país, a que assistiram o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e os presidentes das câmaras de Lisboa, Carlos Moedas, e de Oeiras, Isaltino Morais.
"Hoje acompanha-nos o senhor primeiro-ministro e o senhor presidente da Câmara de Oeiras e isto revela também a preocupação que todos temos relativamente ao episódio de precipitação previsto para a noite de hoje, com precipitação por vezes forte e o fenómeno meteorológico irá prolongar-se até ao dia 13 [sexta-feira]", afirmou Mário Silvestre.
O comandante nacional da ANEPC advertiu que as condições meteorológicas adversas poderão ter um impacto significativo na região da Grande Lisboa e na Península de Setúbal, podendo ocorrer inundações em meio urbano, nomeadamente em garagens e zonas subterrâneas.
"Impera aqui a questão da segurança e da precaução no que diz respeito ao comportamento cívico das pessoas, nomeadamente à salvaguarda dos seus bens e evitarem, nomeadamente, o estacionamento em zonas potencialmente alagadas e também zonas onde as árvores poderão ser, no fundo, um risco para as populações", aconselhou.
Mário Silvestre salientou também que, além da intensidade da precipitação, a persistência da chuva e a saturação dos solos aumentam o risco de derrocadas e colapso de muros e taludes, podendo causar isolamento de localidades.
Por outro lado, o comandante nacional referiu que o plano especial da Bacia do Tejo mantém-se no nível vermelho, o mais elevado, havendo também risco de cheia nas zonas ribeirinhas do rio.
"No Tejo, mantém-se também caudais bastante elevados, a maior parte deles provenientes das barragens de Espanha, nomeadamente Cedilho, que estava há pouco tempo na casa dos cinco mil metros cúbicos por segundo", apontou.
Devido a esta situação, Mário Silvestre advertiu para o risco de inundações nas zonas ribeirinhas do Tejo, nomeadamente nas lezírias.
"Alertamos para as povoações ribeirinhas destas zonas que tenham todo o cuidado também e que, mais uma vez, estejam preparados para eventualmente ter que abandonar as suas casas por prevenção durante este período", afirmou.
Proteção Civil alerta para risco de cheias em Coimbra devido a descargas da Aguieira
O comandante nacional da Proteção Civil alertou a população de Coimbra para o risco de cheias na zona baixa da cidade, devido à possibilidade de descargas superiores a 2.300 metros cúbicos por segundo (m3/s) na Barragem da Aguieira.
"Alertamos [as populações] de Coimbra para que tomem todas as medidas necessárias, para que salvaguardem mais uma vez os seus bens e estejam prontas para, se eventualmente for necessário, terem que abandonar as suas casas na zona onde poderá haver afetação por parte desta inundação", afirmou Mário Silvestre.
O comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) falava pelas 19:00 numa conferência de imprensa para fazer um ponto de situação das cheias no país, a que assistiram o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e os presidentes das câmaras de Lisboa, Carlos Moedas, e de Oeiras, Isaltino Morais.
Mário Silvestre explicou que o risco de inundações na zona baixa da cidade de Coimbra se deve ao facto de a barragem da Aguieira, localizada na bacia hidrográfica do rio Mondego, abrangendo também parte do distrito de Viseu, estar na sua "capacidade máxima", existindo a possibilidade de realizar descargas superiores a 2.300 metros cúbicos por segundo.
Ainda sobre o distrito de Coimbra e do rio Mondego, o comandante nacional da Proteção Civil adiantou que decorrem os trabalhos de consolidação do rio Velho, evitando que a água possa atingir a zona de Montemor-o-Velho.
Na quarta-feira, por volta das 17:00, a margem direita do rio Mondego, nos Casais, Coimbra, colapsou, o que levou ao encerramento da Autoestrada 1 (A1).
Parte do tabuleiro do viaduto da A1 desabou ao final da noite na sequência do rompimento do dique.
TAP reforça voos Lisboa-Porto após corte da A1
A TAP vai reforçar a rota Lisboa-Porto com até mais sete voos por semana e aumento da capacidade nalguns horários, de forma a colmatar necessidades da população afetadas pelo corte da A1, disse fonte oficial à Lusa.
"A companhia vai disponibilizar até mais sete voos por semana e aumentar a capacidade nalguns horários de acordo com a procura e disponibilidade de recursos", disse fonte oficial à Lusa.
Segundo a mesma fonte, "este esforço de realocação da capacidade destina-se a responder às necessidades da população afetada pelo corte da A1 e manter-se-á até se revelar necessário", acrescentou.
As obras de reparação do troço da Autoestrada 1 (A1), que desabou na quarta-feira após rebentamento de um dique no rio Mondego, em Coimbra, estão em curso, mas ainda sem previsão de conclusão, informou esta tarde a Brisa.
"Não é possível, para já, estimar o prazo de conclusão das obras de reparação", indicou a BCR - Brisa Concessão Rodoviária, em comunicado.
Marcelo alerta para recuperação longa e dificil que implicará realocação de fundos europeus
O Presidente da República anteviu que a recuperação dos efeitos das recentes tempestades será uma longa tarefa para autarquias e Governo, com custos mais altos do que inicialmente estimados e que implicará "desvio de fundos europeus".
Em declarações aos jornalistas, no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa comentou que "é dificílimo ser-se Governo nestes tempos de calamidades" e realçou os danos em "infraestruturas importantes" como a A1, um dano que recomendou que seja enfrentado "sem alarmismo, mas sem facilitismo".
"Tudo isso somado exige não só mais dinheiro, mas mais tempo", acrescentou o chefe de Estado, estimando que esta tarefa ocupará "praticamente a vida de muitos autarcas e uma parte importante da vida do Governo, nos próximos três anos ou quatro".
O Presidente da República referiu que "os municípios não têm dinheiro, sem um reforço apreciável, para enfrentar aquilo que foram as consequências disto" e que "o Estado está a refazer permanentemente" os cálculos dos "montantes necessários para ocorrer a tudo".
Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "como é evidente, há um desvio de fundos europeus que em muitos casos estavam pensados para outras coisas importantes para o crescimento do país" e que vão ser canalizados para a reconstrução das zonas afetadas, incluindo "capacidades empresariais instaladas" que foram atingidas.
Restabelecer a circulação na A1 é "prioridade máxima", diz Montenegro
O Governo está a encarar o restabelecimento da circulação na A1 como "prioridade máxima", depois de uma parte da autoestrada ter colapsado na noite desta quarta-feira devido a um rebentamento do dique do Mondego, em Coimbra. Em visita a Alcácer do Sal, Luís Montenegro referiu que, desde o início da manhã, "foram mobilizados muitos camiões com pedra para suster e não agravar a situação" no local, mas, neste momento, as obras de recuperação estão a ser condicionadas por condições adversas.
"Neste momento, com o caudal que o Mondego ainda tem, sabemos que as operações estão a ser prejudicadas e estão a aguardar condições", refere o primeiro-ministro, que destacou que o corte preventivo no trânsito daquele troço da A1 foi "determinante para evitar um acidente de enorme gravidade".
Luís Montenegro realça a necessidade das populações um pouco por todo o Portugal continuarem em "vigilância máxima", principalmente devido aos avisos de precipitação intensa para a noite desta quinta-feira que se deverão estender até amanhã. "Vai incidir principalmente sobre a bacia do Tejo e do Sado. Estamos a falar de solos muito saturados e caudais no limite", relembra o primeiro-ministro. No entanto, refere que existe expectativa que "as coisas possam acalmar no fim de semana".
Esta quinta-feira, a Brisa anunciou que ainda não tem um prazo para a conclusão das obras na A1, apesar de já estar a realizar trabalhos de estabilização junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego. Na noite de quarta-feira, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, admitiu que seriam precisas "várias semanas" para repor a circulação no troço da autoestrada, que ruiu devido à "velocidade e a violência das águas" - uma situação que considerou "absolutamente anormal".
Montenegro diz que PTRR ainda está a ser "desenhado" mas é preciso acelerar programas
O desenho da resposta nacional às sucessivas intempéries que assolaram o país ainda não está terminado, mas o Governo já sabe o que quer incluir no programa - e existem uma série de programas que têm de ser acelerados. Numa visita a Alcácer do Sal, Luís Montenegro referiu que o "grande plano de recuperação e resiliência exclusivamente português", a que chama de PTRR, vai ter incluir as "perspetivas de investimento em curso e outras que se vêm agora juntar em termos de recuperação e ganhos de resiliência para o futuro".
O primeiro-ministro refere ainda que é necessário acelerar uma série de programas que já foram desenhados, como é o caso do "Água que Une" ou do "ProRios", e que vão fazer parte deste PTRR. "Há coisas que têm vindo a ser feitas e que têm agora de ser aceleradas", referiu em resposta às perguntas dos jornalistas. "A isso vamos juntar ainda infraestruturas críticas, a rede de abastecimento de energia elétrica, rede de telecomunicações e comunicações, abastecimento de água, saneamento e outros serviços essenciais", acrescenta.
Luís Montenegro aproveitou ainda para referir que esta é uma oportunidade para tornar o país mais resiliente. "Agora que vamos recuperar o país, temos de lhe dar mais resistência para enfrentar novas catástrofes", afirmou, interligando o programa anunciado com a necessidade de tornar Portugal mais competitivo: "um país para poder sustentar todos estes projeto tem de criar riqueza".
Questionado se pretende fazer uma remodelação cirúrgica do Executivo, após a saída da ministra da Administração Interna, o primeiro-ministro optou por referir que "vamos ter um Governo forte com instituições fortes".
Montenegro anuncia PRR nacional para recuperação do impacto das tempestades
Em visita a Alcácer do Sal, uma das localidades mais afetadas pelas cheias, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou esta quinta-feira uma “resposta nacional” para um problema “que afetou todo o território”.
“Nós teremos um PTRR, um grande plano de recuperação e resiliência exclusivamente português para sairmos destas intempéries mais fortes, mais resistentes socialmente e do ponto de vista da dinâmica económica”, disse aos jornalistas.
O programa irá também ter uma “atuação sobre as infraestruturas críticas e básicas”, anunciou Montenegro, como as rodovias, ferrovias, o abastecimento de energia elétrica e água, entre outros.
Isto para que “possamos recuperar e nos tornarmos mais resistentes a este e a outros fenómenos”, disse Montenegro.
Sublanço Coimbra Sul-Coimbra Norte da A1 cortado. Brisa sugere alternativas
O sublanço entre Coimbra Sul e Coimbra Norte da autoestrada A1 está cortado após os danos causados após a rutura num dique do Mondego.
Nesse sentido, a Brisa Concessões Rodoviárias (BCR) sugere alternativas aos automobilistas que tenham que fazer os trajetos entre a capital e a Invicta.
Para quem vai de Lisboa para o Porto, o trajeto alternativo sugeriro é entrar na A8 em Lisboa, continuar na A17 em Leiria Sul, seguir pela A25 no sentido de Viseu, entrar na A1 no nó de Albergaria e seguir pela A1 no sentido do Porto.
Já para quem se dirija da Invicta para a capital, a BCR sugere entrar na A1 no Porto, sair da A1 no nó de Albergaria, entrar na A25 no sentido de Aveiro, seguir pela A17. seguir pela A8 em Leiria Sul e continuar pela A8 em direção a Lisboa.
Governo aumenta linha de crédito à tesouraria das empresas para mil milhões de euros
O Governo decidiu aumentar esta quinta-feira a linha de crédito à tesouraria para as empresas afetadas pelas sucessivas intempéries de 500 milhões para mil milhões de euros. A medida foi aprovada em Conselho de Ministros e anunciada pelo primeiro-ministro numa visita a Alcácer do Sal, em Setúbal. Luís Montenegro revelou ainda que já foram recebidas 3.500 candidaturas, que perfazem um total de 700 milhões de euros.
Em respostas às perguntas de uma comerciante local, o primeiro-ministro afirmou que as seguradoras garantiram ao Governo que 80% das peritagens serão feitas nas próximas duas semanas e relembrou o papel dos seguros nestas calamidades. "O Estado não pode nem deve substituir-se aos seguros. Eles têm de assumir a sua responsabilidade e têm de ajudar o país ao serrem rápidos e consequentes", apelou, referindo ainda que as "pessoas precisam de ajuda agora".
"Tudo isto está a ser feito com uma rapidez muito grande", disse, acrescentando que o Governo está a fazer um "esforço máximo" para com todos os atores para que os apoios cheguem o mais rápido possível às populações e às empresas. Neste sentido, Luís Montenegro apela à colaboração das autarquias e aos peritos das mesmas para "fazerem o acompanhamento das vistorias para podermos disponibilizar o dinheiro para a reconstrução das casas e comércios".
O primeiro-ministro relembra ainda que existem ainda grandes cursos de água sob grande pressão no país, indicando que os estragos podem aumentar ainda mais. "Nós estamos muito conscientes que um pouco por tudo o lado há uma série de cursos de água que não estão nas noticias" e que estão a deixar as zonas ribeirinhas em "perigo iminente", acrescenta.
Mais lidas
O Negócios recomenda