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Estado da Bahia procura investidores chineses com fecho das fábricas da Ford

O governo regional confirmou que contactou a embaixada chinesa para sondar potenciais investidores interessados em assumir os negócios da Ford no estado.

Reuters
Lusa 11 de Janeiro de 2021 às 23:26
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O governo do estado brasileiro da Bahia informou hoje que procura possíveis investidores da China para assumir a fábrica de automóveis da Ford na cidade baiana de Camaçari, que será encerrada até ao final do ano.

O governo regional confirmou que contactou a embaixada chinesa para sondar potenciais investidores interessados em assumir os negócios da Ford no estado.

A Ford também vai encerrar uma fábrica na cidade de Taubaté, no estado brasileiro de São Paulo, e outra em Horizonte, no Ceará, o que paralisará totalmente a produção da empresa norte-americana no Brasil após mais de um século de operação local.

Em nota, a Ford atribuiu sua saída do Brasil à "persistente capacidade ociosa do setor e a redução das vendas, resultando em anos de perdas significativas".

A decisão da Ford de encerrar toda a sua produção fabril no país sul-americano vai gerar cinco mil despedimentos. A Ford já tinha fechado uma fábrica em São Bernardo do Campo (na foto), no cinturão industrial de São Paulo, em 2019.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Wagner Santana, expressou a sua surpresa com a "rapidez" com que a Ford "abdicou" de um mercado como o brasileiro, com 210 milhões de habitantes. "Se parar de produzir no Brasil, o mercado brasileiro também pode desistir da Ford", disse Santana numa gravação áudio enviada a jornalistas.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), entidade patronal do setor automóvel do Brasil, por sua vez, lamentou a decisão da Ford e destacou que a saída da empresa norte-americana "corrobora" os alertas feitos pela entidade sobre a ociosidade da produção local.

Segundo dados da Anfavea, a produção de veículos no país caiu 31,6% em 2020 em relação ao ano anterior devido à crise gerada pela pandemia de covid-19, que interrompeu um ciclo de três anos de recuperação do setor.

A Anfavea projetou, na semana passada, que espera um aumento de 15% nas vendas de automóveis novos, crescimento de 9% nas exportações e subida de 25% na produção de veículos no Brasil. Estas previsões podem ser revistas com o encerramento das fábricas da Ford.
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