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Fiat ajuda a pagar gigafactory alemã da Tesla

O acordo celebrado entre o grupo FCA (Fiat Chrysler Automobiles) e a Tesla para as emissões de CO2 permite à fabricante de veículos elétricos financiar a construção da gigafactory na Alemanha, onde a empresa de Elon Musk prevê investir quatro mil milhões de euros.

Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 10 de Janeiro de 2020 às 19:04
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O acordo celebrado entre o grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e a Tesla para a compra de "créditos" de emissões de dióxido de carbono (CO2) permite à empresa de Elon Musk financiar grande parte do investimento na Gigafactory 4, a construir na Alemanha, considera o banco de investimento Robert W. Baird & Co.

Segundo o analista Ben Kallo, o acordo entre os dois fabricantes rende à Tesla cerca de 1.800 milhões de euros até 2023. Este montante traduz-se em encaixes de 135 a 180 milhões de euros por trimestre e cria uma "almofada" para os resultados trimestrais da Tesla já a partir do atual trimestre, considera o analista.

"Mesmo tendo em conta que os investidores possam querer excluir os créditos na avaliação do desempenho operacional da empresa, na prática, estes créditos financiam a fábrica da Tesla na Europa", refere Kallo numa nota de "research".

O analista reduziu a sua recomendação para as ações da fabricante norte-americana de "compra" para "manter" mas reviu em alta o preço-alvo para os títulos da Tesla de 355 dólares para 525 dólares. Esta sexta-feira as ações da empresa liderada por Elon Musk cotavam nos 478,25 dólares, perdendo 0,64% face ao valor de fecho da sessão anterior.

A Gigafactory 4 será construída nos arredores de Berlim e deverá atingir uma capacidade de produção de meio milhão de veículos repartidos pelo Model 3 e Model Y. A construção da fábrica deverá arrancar este ano e a empresa espera iniciar a produção em 2021.

Em julho do ano passado, a FCA revelou ter assinado um acordo com a Tesla para que as vendas da fabricante de veículos totalmente elétricos na União Europeia sejam contabilizadas como vendas do grupo italo-americano. Esta foi uma das soluções encontradas pela casa-mãe da Fiat para cumprir os limites fixados pela Comissão Europeia para as emissões de CO2 dos novos automóveis vendidos. 

A FCA era apontada como um dos fabricantes automóveis que sentiria maiores dificuldades para evitar as multas, que ascendem a 95 euros por cada grama acima do limite fixado (95 gr/km) e por cada veículo vendido. Isto significaria, tendo em conta os cerca de um milhão de carros vendidos pela FCA na Europa em 2018, que a fabricante arriscava pagar 95,2 milhões de euros por grama acima da fasquia definida.

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