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Tesla passa fasquia dos 500 dólares e atinge novo máximo histórico

O novo patamar é atingido no mesmo dia em que a Oppenheimer&Co aumentou o preço-alvo da cotada dos 385 dólares para os 612 dólares.

Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 13 de Janeiro de 2020 às 15:37
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A Tesla já valorizou mais de 5% esta segunda-feira, 13 de janeiro, ultrapassando desta forma a avaliação de 500 dólares por ação e atingindo um novo máximo histórico. A fabricante automóvel sobe depois de ver o preço alvo melhorado em quase 30% por uma casa de investimento e após a notícia de que a China vai abrandar no corte aos subsídios para a compra de carros elétricos.

 

Os títulos da Tesla seguem com uma valorização de 4,40% para 499,185 dólares, mas já chegou a subir 5,30% para os 503,49 dólares, que determinam um novo recorde para a empresa.

O novo patamar é atingido no mesmo dia em que a Oppenheimer&Co aumentou o preço-alvo da cotada dos 385 dólares para os 612 dólares, um salto de 28%. "Nós acreditamos que a empresa atingiu uma escala crítica suficiente para suportar um FCF (free cash flow) positivo sustentável", explicam os analistas da casa de investimento. Paralelamente, reconhecem à empresa "a habilidade de aprender com erros do passado" e uma "ambição maior do que a dos pares", a qual começa a evidenciar-se como uma "ameaça às firmas de transportes que são incapazes ou que não têm vontade de inovar mais rapidamente".

A Tesla entrou em 2020 com ganhos acumulados de 25,70% reunidos em 2019 e, só desde a primeira sessão do ano até ao presente, a empresa já somou 19,16%. Está de momento avaliada em 89,9 mil milhões de dólares, contando uma capitalização bolsista já superior à soma da das americanas Ford e General Motors.  

 

Dois dias antes, no último sábado, o ministro da Indústria chinês, Miao Wei, trouxe uma outra boa notícia para a atividade da Tesla: a China não vai voltar a cortar os subsídios para novos veículos elétricos em julho deste ano. Pequim tem estado a recuar num programa de subsídios que começou em 2016 e que planeia cessar a partir de 2020. As vendas mensais destes veículos caíram pela primeira vez em dois anos no passado julho, mês em que os cortes às quantias dirigidas a este programa aumentaram.

 

A notícia é especialmente importante para a Tesla quando a nova fábrica na China, em Xangai, está a arrancar operações. 

Na terça-feira, 7 de janeiro, a fabricante de carros elétricos inaugurou oficialmente a fábrica em Xangai, a primeira fora dos Estados Unidos. A inauguração aconteceu neste início de janeiro, mas a produção do Model 3 nas instalações de Xangai já havia começado em outubro: as primeiras unidades começaram a ser entregues na semana anterior e foram para os funcionários da "Gigafactory". Os primeiros automóveis destinados à venda ao público foram apresentados na cerimónia de inauguração por Elon Musk (na foto), onde ainda anunciou que também o Model Y passará a ser produzido na China.

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