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Futuro da Autoeuropa será conhecido nas próximas 72 horas

O ministro da Economia, António Pires de Lima, informou esta quinta-feira, 15 de Outubro, que a certeza quanto à manutenção do investimento previsto para a Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, só será conhecida no prazo de, pelo menos, 72 horas.

Bruno Simão/Negócios
Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 15 de Outubro de 2015 às 18:30
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"Nos próximos dias teremos nós, Governo, conversas directas" com o presidente da Autoeuropa, António Melo Pires, bem como com o CEO do grupo alemão, Matthias Müller, informou Pires de Lima. As conversas deverão decorrer por via telefónica, sendo expectável que determinem as questões pendentes.

Isto é, se o investimento de quase 700 milhões de euros previsto para Autoeuropa é para ser mantido ou não. O mesmo prevê a instalação de tecnologia que permitirá a produção de "dois novos modelos" já no final de 2017.

Num encontro com os jornalistas, após a reunião do grupo de trabalho criado para acompanhar o impacto do escândalo em Portugal, Pires de Lima garantiu ainda que a aposta em Palmela "tem figurado nos documentos de trabalho da Volkswagen como essencial". Deste modo, o governante rejeita a possibilidade de o mesmo figurar na lista dos investimentos considerados não prioritários pelo grupo alemão.


A Volkswagen anunciou esta semana que vai "reduzir os investimentos em mil milhões de euros por ano comparado com o planeado", num programa que prevê a alteração do foco do diesel para os veículos eléctricos. A empresa não especificou ainda quais os investimentos que serão afectados por esta decisão.


"As informações que vamos recebendo dos responsáveis da Autoeuropa, numa base diária, é que o investimento segue como dantes", reforçou Pires de Lima. O cenário tem sido confirmado nos últimos dias por elementos de Palmela, como a própria comissão de trabalhadores. A produção mantém-se nos 460 carros diários.


O Governo português identificou 102.140 veículos da Volkswagen, Audi e Skoda afectados por este escândalo de manipulação de emissões poluentes. Juntando a estimativa de 15 mil veículos da Seat com o mesmo problema, o balanço fixa-se nos 117 mil veículos afectados em território nacional.


"A Volkswagen comprometeu-se hoje mesmo a apresentar um calendário mais preciso e detalhado até ao final de Novembro", informou o ministro. A directiva surge na sequência da decisão do regulador alemão, a KBA, de rejeitar a proposta do grupo automóvel para que fossem os donos dos carros afectados a levar, voluntariamente, os seus veículos à reparação.


Como resposta, o grupo automóvel já anunciou que irá chamar às oficinas 8,5 milhões de carros a gasóleo nos 28 países da União Europeia. O arranque da operação deverá dar-se em Janeiro de 2016 e estender-se até ao final do ano. Os custos da reparação são assumidos, na totalidade, pela companhia.


Pires de Lima continua a admitir que este caso "pode ter potencialmente custos fiscais e ambientais" para a Volkswagen, dos quais o Estado português se quer ver ressarcido em caso de inconformidade. Uma vez que estão em causa emissões de óxido de azoto (NOx) e os impostos que incidem sobre o mercado automóvel (o IUC e o ISV) têm como base tributável apenas as emissões de dióxido de carbono e partículas, será necessário determinar que existe uma relação entre os dois gases. Caso contrário, o Estado vê-se de mãos atadas neste sentido.


A próxima reunião do grupo de trabalho está marcada para as 15:00 do dia 5 de Novembro.

(Notícia actualizada às 19:23 com mais informação)

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