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Vendas de carros na UE deverão diminuir em três milhões de veículos

As vendas de ligeiros de passageiros na União Europeia deverão encolher 25% este ano devido à pandemia, atingindo o valor mais baixo desde 2013.

As vendas de automóveis em todo o mundo deverão cair este ano para mínimos desde 2009.
Fabian Bimmer/Reuters
Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 23 de Junho de 2020 às 10:29
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As vendas de automóveis ligeiros de passageiros na União Europeia (UE) deverão sofrer uma quebra de 25% este ano, o que representa menos 3,2 milhões de veículos face a 2019, indica esta terça-feira a Associação de Construtores Europeus de Automóveis (ACEA).

As previsões da ACEA representam a maior quebra de sempre no setor automóvel europeu e representam uma forte revisão em baixa das estimativas de janeiro deste ano, quando era antecipada uma descida de 2% nas vendas.

Em comunicado, a associação assinala que as vendas deverão diminuir das 12,8 milhões de unidades de 2019 para 9,6 milhões de viaturas este ano, ou seja, menos 3,2 milhões de automóveis vendidos.


Nos primeiros cinco meses do ano o mercado automóvel europeu regista um decréscimo de 41,5%, com menos 2,36 milhões de unidades vendidas. Em Portugal, a quebra até maio cifra-se em 47,9%, a sétima maior entre os Estados-membros, que se traduz em menos cerca de 50 mil veículos.

A ACEA antecipa que as quebras nas vendas deverão atenuar-se nos próximos meses, à medida que as medidas de desconfinamento vão sendo adotadas nos diversos países.

Mas, sublinha, em termos de volume, as vendas estimadas correspondem ao menor número de automóveis desde 2013, quando o setor vinha de seis anos consecutivos de redução das vendas, na sequência da crise de 2008-2009.

"A ACEA mantém a esperança que este cenário dramático possa ser mitigado através de medidas robustas e rápidas na UE e dos governos", defende o diretor-geral da ACEA, Eric-Mark Huitema, citado no comunicado.

"Face ao colapso sem precedentes nas vendas até à data, incentivos à compra e apoios ao abate de veículos são urgentemente necessários na UE para criar a necessária procura por automóveis novos. Em defesa da nossa indústria e da economia da UE, apelamos ao necessário apoio político e económico - quer da UE quer ao nível dos países - para limitar os danos na produção e no emprego nos próximos meses", acrescenta o responsável.

Recentemente, o secretário-geral da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), Helder Pedro, manifestou a convicção de que as vendas em Portugal não caiam mais do que 30%.
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