Balanço do BES "mau" atrasado por questões de auditoria

A situação patrimonial do banco mau do Banco Espírito Santo, que se sabe que será "claramente negativa", será conhecida dentro de 15 dias, porque "está quase pronto". "Falta o quase", disse Máximo dos Santos.
Máximo dos Santos
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 05 de Fevereiro de 2015 às 18:02

O BES "mau" deveria ter apresentado o balanço ao mesmo tempo que o Novo Banco. Não aconteceu. O Novo Banco já apresentou a relação entre activos e passivos em Dezembro. É Fevereiro e a entidade "problemática" ainda não apresentou o seu balanço. Só o deverá fazer dentro de 15 dias, anunciou na comissão parlamentar de inquérito. 

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"O balanço está quase pronto", disse Máximo dos Santos. A deputada Mariana Mortágua perguntou o que estava a faltar. "Falta o quase", respondeu. Mais à frente, justificou o atraso com a articulação de aspectos com o auditor, a KPMG.

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Máximo dos Santos, que lidera aquela entidade desde a sua criação, 3 de Agosto, quis dizer aos deputados que se tem de ligar as opiniões de quatro entidades: Banco de Portugal; PwC, que fez a avaliação dos activos transferidos aquando da resolução; KPMG, o actual auditor; e o Novo Banco.

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A articulação deverá permitir que, dentro de 15 dias se possa conhecer o balanço da instituição, disse Máximo dos Santos ao deputado Duarte Pacheco, do PSD.

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Na mesma audição da comissão de inquérito, Máximo dos Santos, sem querer avançar com números, indicou que o "capital próprio da instituição será "claramente negativo", ou seja, o património será deficitário, o que indica que deve mais do que o que tem. 

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