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Antigo funcionário processa Goldman Sachs alegando ter sido despedido "por ser denunciante"

Thomas Doyle alega que foi despedido por ter exposto falhas regulatórias do banco. O Goldman afirma que é mentira e acusa o ex-bancário de avareza.

O gigante faz rondas anuais de despedimentos, tendo abrandado o ritmo das saídas durante a pandemia.
Brendan McDermid/Reuters
Fábio Carvalho da Silva fabiosilva@negocios.pt 18 de Outubro de 2022 às 13:39
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Um antigo funcionário do Goldman Sachs, Thomas Doyle, avançou com uma ação em tribunal em Londres contra o banco de investimento, pedindo uma indemnização na ordem dos 20,3 milhões de libras (23,12 milhões de euros à taxa de câmbio atual)-

 

O antigo responsável do departamento de ‘swaps’  da instituição alega que foi despedido injustificadamente por ter denunciado uma série de más práticas do banco. Já a entidade liderada por David Solomon afirma que tal é mentira.

 

O ex-funcionário é agora colaborador da plataforma cripto Coinbase para a venda de ‘hedge funds’. Alegadamente, Doyle expôs falhas regulatórias do banco nos mercados da Arábia Saudita, além de ter denunciado que os clientes estavam a ser expostos a riscos fiscais inesperados, através de "falsos swaps".

 

O ex-colaborador do Goldman revela ainda que expôs o facto de na altura terem sido partilhadas informações confidenciais de clientes indevidamente. Doyle afirma ainda que foi despedido sem o processo disciplinar devido.

 

Os advogados de Doyle estimam que caso o antigo funcionário do banco de investimento ganhe a causa, possa arrecadar cerca de 20 milhões de libras, tendo em conta danos passados, assim como a expectativa de perdas futuras.

 

Já o banco de investimento recusa a versão do seu antigo responsável pela venda de ‘swaps’. "A tentativa de se afirmar como um denunciante é lamentável", pode ler-se na contestação entregue em tribunal.

A quantidade de dinheiro que está ser pedida por Doyle equivale a 20 vezes mais o que este ganharia no banco em um ano, segundo as contas dos advogados expressas nos documentos, pelo que "são mais contas de avareza do que de recuperação das perdas", defendem.

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