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Autoridades fazem buscas nas instalações do CaixaBI e Haitong

A operação policial, que decorre nas instalações dos dois bancos de investimento estará relacionada com o negócio entre a PT e a Oi, noticiou o Expresso. A PGR confirma que se insere na "Operação Marquês" mas iliba responsabilidades tanto do CaixaBI como do Haitong.

oi brasil operadora
oi brasil operadora Reuters
21 de Julho de 2016 às 11:41

As instalações do CaixaBI, banco de investimento da Caixa Geral de Depósitos, estão a ser alvo de buscas esta quinta-feira, 21 de Julho, noticiou o Expresso, dando conta que em causa estará a investigação judicial ao negócio entre a PT e a Oi.

De acordo com a mesma fonte, a operação policial, iderada pela equipa do DCIAP do procurador Rosário Teixeira, decorre também nas instalações do Haitong Bank, o ex-BESI. Ambos os bancos estiveram envolvidos no negócio entre a PT e a Oi, quando a empresa portuguesa entrou no capital da cotada brasileira depois de ter vendido a posição na Vivo à Oi.

 

Contactada pelo Negócios, fonte oficial do banco estatal não comentou a notícia. O Haitong também não respondeu às formas de contacto do Negócios, confirmando apenas a existência de buscas. 

Inicialmente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também não comentou mas, ao início da tarde desta quinta-feira, fez um comunicado onde indica que as buscas se inserem na designada "Operação Marquês", o processo em que o ex-primeiro-ministro José Sócrates é visado. 

No comunicado, a PGR retira responsabilidades dos dois bancos: "Estas diligências têm em vista a recolha de elementos de prova relativos a serviços prestados pela Caixa BI e pelo antigo BESI (actual Haitong) a um cliente, não estando em causa a responsabilidade das referidas entidades". "No processo, que corre termos no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), investigam-se factos susceptíveis de integrarem os crimes de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais", diz ainda o mesmo comunicado da PGR, que foi coadjuvado pela Autoridade Tributária (AT) e pela Polícia de Segurança Pública (PSP) nas buscas. 

Buscas a Granadeiro e Zeinal Bava

Também no âmbito das investigações ao negócio entre a PT e a Oi, as autoridades policiais efectuaram na semana passada buscas nas diversas sociedades do Grupo PT e residências de antigos gestores da empresa, nomeadamente Henrique Granadeiro e Zeinal Bava.

Segundo anunciou a Procuradoria-Geral da República a 14 de Julho, estas buscas estavam relacionadas com "eventuais ligações entre circuitos financeiros investigados" na Operação Marquês e os grupos PT e Espírito Santo. 

Inicialmente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também não comentou mas, ao início da tarde desta quinta-feira, fez um comunicado onde indica que as buscas se inserem na designada "Operação Marquês", o processo em que o ex-primeiro-ministro José Sócrates é visado. 

No comunicado, a PGR retira responsabilidades dos dois bancos: "Estas diligências têm em vista a recolha de elementos de prova relativos a serviços prestados pela Caixa BI e pelo antigo BESI (actual Haitong) a um cliente, não estando em causa a responsabilidade das referidas entidades". "No processo, que corre termos no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), investigam-se factos susceptíveis de integrarem os crimes de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais", diz ainda o mesmo comunicado da PGR, que foi coadjuvado pela Autoridade Tributária (AT) e pela Polícia de Segurança Pública (PSP) nas buscas. 

Buscas a Granadeiro e Zeinal Bava

Também no âmbito das investigações ao negócio entre a PT e a Oi, as autoridades policiais efectuaram na semana passada buscas nas diversas sociedades do Grupo PT e residências de antigos gestores da empresa, nomeadamente Henrique Granadeiro e Zeinal Bava.

Segundo anunciou a Procuradoria-Geral da República a 14 de Julho, estas buscas estavam relacionadas com "eventuais ligações entre circuitos financeiros investigados" na Operação Marquês e os grupos PT e Espírito Santo. 

Destas diligências procedeu-se à recolha de prova complementar àquela que já se encontrava reunida nos autos", sendo que "em causa estão eventuais ligações entre circuitos financeiros investigados neste inquérito [da "operação Marquês] e os grupos PT e Espírito Santo", afirmou a PGR na semana passada. 

De acordo com o que a SIC Noticias noticiou na altura, as autoridades estão a investigar se foram pagas luvas a José Sócrates quando a PT saiu do capital da Vivo e entrou na Oi. Negócios que foram efectuados quando Sócrates era ainda chefe do Governo e nos quais o antigo primeiro-ministro teve um papel decisivo.

O Estado tinha na altura uma "golden share" na Portugal Telecom, que o Governo utilizou para chumbar a venda da Vivo aos espanhóis da Telefónica. O negócio acabou por se concretizar, mas o Governo de Sócrates deu indicações à PT para permanecer no Brasil através da Oi.

(Notícia actualizada às 12:56 com a comunicado da Procuradoria-Geral da República)

 

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