Banca & Finanças Autoridades fazem buscas nas instalações do CaixaBI e Haitong

Autoridades fazem buscas nas instalações do CaixaBI e Haitong

A operação policial, que decorre nas instalações dos dois bancos de investimento estará relacionada com o negócio entre a PT e a Oi, noticiou o Expresso. A PGR confirma que se insere na "Operação Marquês" mas iliba responsabilidades tanto do CaixaBI como do Haitong.
Autoridades fazem buscas nas instalações do CaixaBI e Haitong
Reuters

As instalações do CaixaBI, banco de investimento da Caixa Geral de Depósitos, estão a ser alvo de buscas esta quinta-feira, 21 de Julho, noticiou o Expresso, dando conta que em causa estará a investigação judicial ao negócio entre a PT e a Oi.

De acordo com a mesma fonte, a operação policial, iderada pela equipa do DCIAP do procurador Rosário Teixeira, decorre também nas instalações do Haitong Bank, o ex-BESI. Ambos os bancos estiveram envolvidos no negócio entre a PT e a Oi, quando a empresa portuguesa entrou no capital da cotada brasileira depois de ter vendido a posição na Vivo à Oi.

 

Contactada pelo Negócios, fonte oficial do banco estatal não comentou a notícia. O Haitong também não respondeu às formas de contacto do Negócios, confirmando apenas a existência de buscas. 

Inicialmente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também não comentou mas, ao início da tarde desta quinta-feira, fez um comunicado onde indica que as buscas se inserem na designada "Operação Marquês", o processo em que o ex-primeiro-ministro José Sócrates é visado. 

No comunicado, a PGR retira responsabilidades dos dois bancos: "Estas diligências têm em vista a recolha de elementos de prova relativos a serviços prestados pela Caixa BI e pelo antigo BESI (actual Haitong) a um cliente, não estando em causa a responsabilidade das referidas entidades". "No processo, que corre termos no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), investigam-se factos susceptíveis de integrarem os crimes de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais", diz ainda o mesmo comunicado da PGR, que foi coadjuvado pela Autoridade Tributária (AT) e pela Polícia de Segurança Pública (PSP) nas buscas. 

Buscas a Granadeiro e Zeinal Bava

Também no âmbito das investigações ao negócio entre a PT e a Oi, as autoridades policiais efectuaram na semana passada buscas nas diversas sociedades do Grupo PT e residências de antigos gestores da empresa, nomeadamente Henrique Granadeiro e Zeinal Bava.

Segundo anunciou a Procuradoria-Geral da República a 14 de Julho, estas buscas estavam relacionadas com "eventuais ligações entre circuitos financeiros investigados" na Operação Marquês e os grupos PT e Espírito Santo. 

Destas diligências procedeu-se à recolha de prova complementar àquela que já se encontrava reunida nos autos", sendo que "em causa estão eventuais ligações entre circuitos financeiros investigados neste inquérito [da "operação Marquês] e os grupos PT e Espírito Santo", afirmou a PGR na semana passada. 

De acordo com o que a SIC Noticias noticiou na altura, as autoridades estão a investigar se foram pagas luvas a José Sócrates quando a PT saiu do capital da Vivo e entrou na Oi. Negócios que foram efectuados quando Sócrates era ainda chefe do Governo e nos quais o antigo primeiro-ministro teve um papel decisivo.

 

O Estado tinha na altura uma "golden share" na Portugal Telecom, que o Governo utilizou para chumbar a venda da Vivo aos espanhóis da Telefónica. O negócio acabou por se concretizar, mas o Governo de Sócrates deu indicações à PT para permanecer no Brasil através da Oi.

(Notícia actualizada às 12:56 com a comunicado da Procuradoria-Geral da República)
 




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