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Banco Nickel chega a Portugal e permite abrir conta em 5 minutos

A Nickel é uma nova instituição de pagamento, que funciona através de pontos de venda, como quiosques e tabacarias, onde é possível realizar operações. Portugal é o terceiro país onde a empresa entra. O objetivo é chegar a oito até 2024.

Thomas Courtois, CEO do banco Nickel
Bruno Colaço/Jornal de Negócios
Diogo Mendo Fernandes diogofernandes@negocios.pt 13 de Setembro de 2022 às 13:37
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Após um ano e meio de presença em Portugal, a Nickel está finalmente operacional. A empresa, liderada em terreno nacional por João Guerra e subsidiária do BNP Paribas, pretende servir como uma instituição de pagamento. O propósito, diz Guerra, é democratizar o acesso a serviços financeiros, para já apenas os essenciais.

A Nickel, cujos serviços bancários foram esta terça-feira apresentados aos jornalistas, permite a abertura de uma conta online, ou através de um ponto de venda, nomeadamente quiosques ou tabacarias, onde pode ser depois recebido no momento um cartão de débito, com uma conta de pagamento associada. A comissão anual de manutenção de conta é de 20,80 euros e não existe um valor mínimo de abertura.

O objetivo da empresa francesa é que seja possível abrir conta em apenas cinco minutos, com um telemóvel, pagando o montante exigido, e apenas mediante a apresentação de um cartão de cidadão ou passaporte. Simplicidade e universalidade são as palavras-chave no processo. Cada ponto de venda conta com um "totem" da Nickel e um terminal de pagamento onde será possível realizar esta operação.

Na abertura de conta, o cliente recebe o cartão de débito, que será Mastercard e um IBAN português.

Os agentes Nickel ganham uma comissão conforme a operação que for realizada. Nestes pontos é possível depositar dinheiro em numerário, com uma comissão de 2%, bem como realizar levantamentos, estes já sem custos, e realizar consultas da conta, o que também pode ser feito através da app.

A Nickel conta já com 2,7 milhões de clientes e oito mil pontos de venda. Em Portugal a ambição é de contar, em cinco anos, com 2.500 agentes e 450 mil clientes. Até agora contam, em parceria com a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, com 100 pontos de venda espalhados pelo país.

A operação vai estar separada da empresa mãe, o banco BNP Paribas, e vai contar com funcionários portugueses. Tal como reiterou Thomas Courtois, CEO, durante a apresentação, esta terça-feira, cada país onde estiver a Nickel vai contar com uma equipa local que irá acompanhar tanto os clientes, como os pontos de venda.

Um dos objetivos a longo prazo é de substituir a banca tradicional em sítios onde não haja acesso a essas instituições, explicou João Guerra, sublinhando que a palavra de ordem é "democratização".

Depois de ter sido lançada em França em 2014 e comprada em 95% pelo BNP Paribas em 2017, a empresa entrou em Espanha no ano passado e inicia agora atividade em Portugal e na Bélgica. A expectativa é de expansão para a Alemanha em 2023 e para mais três países da Zona Euro em 2024. Em França, a maioria dos clientes, 58%, já usam este serviço como principal conta bancária.
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