Banca & Finanças BCP prepara emissão de dívida subordinada perpétua  

BCP prepara emissão de dívida subordinada perpétua  

O banco liderado por Miguel Maya já pediu ao Millennium BCP, Credit Suisse Securities, J.P. Morgan e UBS para organizarem reuniões com investidores qualificados. O BCP afirma que a emissão está dependente das condições do mercado.
BCP prepara emissão de dívida subordinada perpétua  
Lusa
Rita Atalaia 22 de janeiro de 2019 às 10:51

O BCP está a preparar uma emissão de dívida subordinada perpétua para reforçar os rácios de capital. O banco liderado por Miguel Maya já contratou vários bancos para explorar a possibilidade de vir a emitir esta dívida, classificada como instrumento de fundos próprios adicionais de nível 1 (AT1). 

O banco liderado por Miguel Maya mandatou o "Millennium BCP, o Credit Suisse Securities, o J.P. Morgan e o UBS Investment Bank para organizarem um conjunto de reuniões com investidores qualificados em Lisboa, Londres e Paris, a terem lugar a 23 de janeiro", lê-se no comunicado enviado pelo BCP à CMVM, esta terça-feira, 22 de janeiro. 

"Dependendo das condições de mercado, o banco poderá decidir realizar em seguida uma emissão de títulos de dívida subordinados perpétuos, denominada em euros, a taxa fixa, com possibilidade de reembolso antecipado, por parte do banco, a partir do final do 5.º ano", refere a instituição financeira.

A operação conta ainda com o "mecanismo de redução temporária do respetivo valor nominal em caso de verificação de um nível de fundos próprios principais de nível 1 de 5,125%, que se pretende que venha a preencher os requisitos regulamentares para poder ser classificada como instrumento de fundos próprios adicionais de nível 1", refere. 

Até setembro do ano passado, o BCP apresentava um rácio de capital Common Equity Tier 1 de 11,8%, o que representou um reforço face aos 11,7% no período homólogo. 

Antes do BCP, também a CGD avançou com uma emissão de dívida AT1 para reforçar os rácios de capital. Esta é considerada mais arriscada, por ser a primeira a enfrentar perdas. E é, por isso, tendencialmente mais cara para as instituições financeiras.

(Notícia atualizada às 11:12 com mais informação)




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