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BCP sem intenção de vender participações estratégicas

O BCP reafirma que não tem intenção, neste momento, de vender participações estratégicas qualificadas. Uma reacção a notícias, com origem na imprensa polaca, dando como provável a venda de uma posição no banco na Polónia, ainda que mantendo a maioria.

Miguel Baltazar/Negócios
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Nem aumento de capital, nem vendas forçadas de participações estratégicas estão neste momento na agenda do BCP. A garantia que foi dada ao Negócios por fonte do banco que é conhecedora do processo.

 

"Não temos, actualmente, intenção de fazer qualquer aumento de capital ou de realizar vendas forçadas de participações estratégicas qualificadas", disse ao Negócios fonte do banco quando questionada sobre as notícias que estão esta quinta-feira a marcar a vida da instituição financeira liderada por Nuno Amado (na foto).

  

De acordo com o jornal polaco Puls Biznesu que, de acordo com a Bloomberg, cita três fontes não identificadas, o Banco Comercial Português está a estudar a venda de parte da posição que detém no Bank Millennium através de uma operação em bolsa, permanecendo contudo com mais de 50% da instituição financeira polaca. A mesma fonte dá conta que a administração do Bank Millennium vai discutir esta medida esta semana.

 

O BCP tem actualmente cerca de 66% do capital da unidade na Polónia. A venda desta posição que pode chegar aos 16% poderia render, tendo em conta a cotação actual do Bank Millennium, cerca de 360 milhões de euros.  

 

O BCP chumbou no cenário adverso dos testes de stress do BCE divulgados a 26 de Outubro. Nesse cenário o rácio de solvabilidade (Common Equity Tier 1 ) ficou em 3,3% e o banco terá de apresentar um plano ao BCE para garantir 1.137 milhões de euros, de forma a cumprir o rácio de 5,5% exigidos num quadro adverso.

 

O presidente do BCP Nuno Amado garantiu logo no dia seguinte à divulgação dos testes de stress que o banco não iria fazer um aumento de capital nem vender activos estratégicos.

 

"Vamos continuar a implementar o nosso plano de reestruturação e medidas adicionais para reforçar a solidez", garantiu Nuno Amado a 27 de Outubro o dia seguinte à divulgação dos testes de stress e na conferência de apresentação dos resultados da instituição.

 

Disse ainda nessa altura: "Não se equaciona um aumento de capital nem venda intensiva de activos estratégicos. A operação na Polónia é estratégica e não está nos nossos planos vendê-la".

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