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BPI supera estimativas com lucros de 58,9 milhões no semestre

Banco BPI reduziu os resultados líquidos nos primeiros seis meses do ano, mas superou as previsões dos analistas, que contavam com um resultado quase residual no segundo trimestre.

24 de Julho de 2013 às 16:58

O Banco BPI anunciou esta quarta-feira, 24 de Julho, que obteve um resultado líquido de 58,9 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano. Um valor que representa uma queda de 30,7% face aos 85,1 milhões de euros no período homólogo.

No segundo trimestre os lucros ficaram acima dos 18 milhões de euros, o que se situa bem acima dos 4,1 milhões de euros estimados pelos analistas consultados pela Reuters.

Os analistas já antecipavam uma diminuição expressiva nos lucros do BPI no semestre, devido à redução dos ganhos do banco com a carteira de dívida pública. No primeiro trimestre o BPI tinha beneficiado com as mais-valias de 129,3 milhões de euros realizadas na venda de obrigações do tesouro.

Ainda assim, segundo as previsões dos analistas, o BPI será o único dos três maiores bancos cotados portugueses a fechar o semestre com resultados líquidos positivos.

A margem financeira desceu 19% para 236,6 milhões e euros e o produto bancário caiu 7,8% para 583,7 milhões de euros. Com os custos operacionais a registarem uma queda inferior (1,2%), os resultados operacionais do BPI desceram 16,8% para 263,7 milhões de euros.

O banco justifica a queda a margem financeira como baixo nível das taxas de juro de curto prazo e com o custo das obrigações de capital contingente (CoCo) subscritas pelo Estado. De acordo com o BPI, o banco pagou ao Estado 45 milhões de euros em juros com as CoCo.

A penalizar as contas do BPI esteve o aumento das imparidades para o crédito malparado, embora a subida não tenha sido expressiva. Aumentaram 2,8% para 150,6 milhões de euros.

A rentabilidade dos capitais próprios atingiu 5,1% no primeiro semestre e o rácio Core Tier I atingiu os 15,3%, “cumprindo largamente com o requisito de 10% de capital core estabelecido pelo Banco de Portugal”.

O crédito concedido pelo banco desceu 4,2% para 27 mil milhões de euros e os depósitos cresceram 0,7%, apesar da redução registada em Portugal (-1,4%). Com esta evolução, o rácio de transformação de depósitos em crédito é de 101%.

No final de Junho de 2013, os recursos obtidos pelo BPI junto do Banco Central Europeu (BCE)

ascendiam a 4 mil milhões de euros de valor aproximado ao da carteira de Bilhetes do Tesouro.

Angola representa mais de metade dos lucros do BPI

A actividade do BPI em Portugal sofreu uma queda mais acentuada nos lucros, de 54,9% para 20,4 milhões de euros. A margem financeira em Portugal caiu 26,1%, o que o banco justifica com a “contracção da margem média dos depósitos à ordem”, o “aumento do custo médio dos depósitos a prazo” e os custos com as CoCo. Em sentido contrário, o BPI beneficiou com o aumento do “spread” no novo crédito concedido, sobretudo às presas.

Na unidade internacional o lucro também desceu, com uma queda de 3,3% para 38,5 milhões de euros. O Banco de Fomento Angola (BFA) contribuiu 35,9 milhões de euros para os lucros do BPI, ou seja, mais de metade do obtido pelo banco. O BCI em Moçambique contribuiu com 3,9 milhões de euros.  

(notícia actualizada às 17h45 com mais informação)

BPI supera estimativas com lucros de 58,9 milhões no semestre
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