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Carlos Costa não tem "nenhum problema" com auto-avaliação

A avaliação que o Banco de Portugal fez à sua própria actuação no caso BES continua sem chegar à comissão de inquérito. O governador defende que tem de assegurar que a lei não é violada com a disponibilização do documento.

Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 05 de Abril de 2016 às 18:20
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O líder do Banco de Portugal defende ter "toda a disponibilidade" para entregar documentos sobre o Banif à comissão de inquérito, incluindo a auto-avaliação feita no âmbito da actuação do regulador no caso BES. Mas só se não for contra a lei.

 

"Eu não tenho nenhum problema com essa matéria, desde que cumprido o princípio da legalidade e do sigilo", declarou o governador aos deputados no inquérito ao Banif, esta terça-feira, 5 de Abril.

 

A auto-avaliação feita por responsáveis da comissão de auditoria do Banco de Portugal mas também por personalidades externas ao regulador levanta falhas à actuação tanto no mandato de Carlos Costa como na do seu antecessor Vítor Constâncio, conforme já noticiado pelo Negócios.

 

Os deputados do inquérito já pediram o acesso a este documento mas o regulador não o entregou – quer ter a certeza de que não vai contra a lei se o divulgar.

 

Além de sublinhar a disponibilidade para mostrar os documentos, Carlos Costa quis evidenciar que o Banco de Portugal foi a "primeira" instituição que, em Portugal, fez uma "auto-avaliação".

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