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Castro e Almeida: "É exatamente para situações destas que temos superávites"

O ainda CEO do Santander considera que o foco da recuperação tem de passar pelas empresas. Ao seu lado, a sucessora no cargo, Isabel Guerreiro, garantiu que o Totta está no terreno para apoiar os afetados pela tempestade.

A próxima CEO do Santander, Isabel Guerreiro, sucede a Pedro Castro e Almeida no cargo.
A próxima CEO do Santander, Isabel Guerreiro, sucede a Pedro Castro e Almeida no cargo. Mariline Alves / Jornal de Negócios
10:55

O pacote criado pelo Executivo para fazer face à destruição provocada pela intempérie deverá ser suficiente para as famílias, acredita o CEO do Santander, mas para Pedro Castro e Almeida, o foco tem também de estar nas empresas. E para isso defende apoios a fundo perdido. 

"É exatamente para situações destas que temos superávites", atirou o ainda presidente executivo do banco na apresentação de resultados, depois de afirmar que "o nível de destruição que se vê naquela zona não se resolve com moratórias e mais crédito".

Isto porque há empresas cuja gestão está paralisada pela devastação. Uma empresa que "tem seguro e o seguro pagou é uma situação"; outra é "uma empresa que ficou completamente destruída" e ainda não conseguiu acionar a cobertura.  

"Estamos numa fase de sobrevivência", concluiu Castro e Almeida.

A sua sucessora no cargo, Isabel Guerreiro, avançou por outro lado que o Santander já está a receber pedidos de clientes para aderirem às moratórias decididas pelo Governo. Foi uma das medidas lançadas pelo executivo na sequência da tempestade Kristin, cuja regulamentação ainda carece de publicação em Diário da República.

"Naturalmente vamos aderir às moratórias e já estamos a aceitar solicitações dos clientes", afirmou a próxima CEO do banco, Isabel Guerreiro, na apresentação dos resultados do banco em 2025.

O nível de destruição que se vê naquela zona não se resolve com moratórias e mais crédito. Pedro Castro e Almeida, CEO do Santander

"Entre as moratórias e o apoio aos layoffs são medidas complementares", complementou o ainda presidente executivo, Pedro Castro e Almeida. "Esperemos que do ponto de vista da ativação legal seja muito rápido", atirou.

A medida terá retroatividade a 28 de janeiro, pelo que quando a moratória for ativada, o banco devolverá para a conta do cliente a prestação que entretanto tiver sido cobrada. As moratórias são válidas por 90 dias.

A nova CEO confirmou também que o Santander já operacionalizou o acesso às linhas de crédito com garantia no valor de 1,5 mil milhões de euros anunciadas por Luís Montenegro e que funcionam através do Banco Português de Fomento. A procura, no entanto, ainda é escassa.

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