Castro e Almeida despede-se do Santander Portugal com lucro de 964 milhões
Resultado representa uma subida de 0,5% face aos 959,4 milhões alcançados em 2024. Foi a última apresentação feita pelo ainda CEO, que está de saída para Espanha e vai ser sucedido por Isabel Guerreiro. Banco distribui dividendo de 867 milhões.
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O Santander Portugal registou um lucro de 963,8 milhões de euros em 2025. O valor representa uma subida ligeira face aos 959,4 milhões obtidos no ano anterior. Note-se que há um ano, quando apresentou o resultado de 2024, o lucro reportado foi de 990 milhões de euros. No entanto, a fusão da holding no banco que decorreu em 2025 levou a que para efeitos de comparabilidade o resultado de 2024 fosse recalculado.
"Sentimos um profundo orgulho pelos resultados num ano muito difícil", afirmou o ainda CEO, Pedro Castro e Almeida, na sua última apresentação de resultados do banco antes de rumar a Espanha para assumir o cargo de administrador com a pasta do risco ("Chief Risk Officer") no grupo.
A carteira de crédito subiu 7,5% para 54 mil milhões de euros.
O volume de empréstimos para compra de casa evoluiu 8,6% para 25,6 mil milhões de euros, com a ajuda da garantia do Estado para os jovens. "No nosso crédito à habitação, quase metade dos novos são para jovens até 35 anos", enfatizou o CEO que ainda estará em funções até ao final de fevereiro.
O banco já pediu ao Governo um reforço de 150 milhões de euros da sua quota (que inicialmente era a maior do sistema, com 259 milhões de euros), mas ainda não tem resposta do Ministério das Finanças.
O Santander Totta concedeu 1,1 mil milhões de euros em crédito ao abrigo deste regime, depois de receber quase 37 mil pedidos de clientes.
O crédito a empresas também teve uma evolução positiva: cresceu 6,5% para 26,5 mil milhões de euros.
No lado dos recursos de clientes, os depósitos cresceram 6,2% para 39,4 mil milhões de euros.
A margem financeira caiu 12,6% para para 1,37 mil milhões de euros. As comissões renderam 484 milhões de euros, mais 7,1% do que em 2024. "Crescemos sem alteração de preçário, que também não prevemos que vá acontecer", explicou o ainda CEO, antes da sua sucessora sublinhar que esse crescimento " não foi por preçário, foi por termos mais clientes".
Dividendo atinge 867 milhões
O Santander confirmou também que vai cumprir a política de distribuição de dividendos que aponta para uma entrega de 90% do resultado à casa-mãe espanhola. Na prática: 867 milhões de euros.
Desde que tomou posse como CEO do Santander Totta em 2019, Pedro Castro e Almeida somou lucros próximos de 5 mil milhões de euros e entregou dividendos em torno de 4 mil milhões.
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