Desafio do Santander? "Continuar a crescer em clientes", diz a nova CEO
Isabel Guerreiro ainda não tomou posse, mas na conferência de imprensa de apresentação de resultados do banco as respostas foram partilhadas entre o ainda CEO e a sucessora. O volume de negócio é o grande desafio do banco, admitiu a gestora.
Com a margem financeira em queda, a banca é forçada a virar-se para o volume de negócio. O Santander não é exceção e a próxima CEO do banco admite isso mesmo.
"Continuar a crescer em clientes" foi a resposta de Isabel Guerreiro, que foi questionada sobre os seus principais desafios imediatos na liderança da instituição financeira.
A margem financeira do Santander voltou a cair em 2025: afundou 12,6% para 1,37 mil milhões de euros. As comissões, por outro lado, renderam mais 7,1% (484 milhões de euros), embora o preçário não tenha sido alterado. São reflexo de um maior número de operações.
"A forma como crescemos em comissões foi por termos mais clientes", salientou a administradora que vai subir à liderança da instituição financeira.
"O desafio da Isabel é fazer dois mandatos sem ser chamada para fora", ironizou o ainda CEO, que foi também questionado sobre o futuro imediato do Santander. Castro e Almeida, que no seu próprio percurso foi por várias ocasiões chamado a desempenhar funções internacionais no grupo, sendo que desta vez vai mesmo sair de Portugal para o cargo de "Chief Risk Officer" do grupo.
"Manter uma equipa que está em primeiro lugar é difícil", disse o gestor.
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