Commerzbank acusa UniCredit de falta de diálogo sincero e reitera oposição à OPA
As conversações entre ambos os bancos nas últimas semanas não resultaram em qualquer acordo e o Commerzbank acusou o banco italiano de que os comentários e publicações emitidos recentemente não foram consensuais, gerando uma "atitude que dificulta a criação da confiança mútua necessária para uma transação bem-sucedida".
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O Commerzbank acusou o UniCredit de falta de diálogo sincero e de pouca concretização relativamente aos seus planos de aquisição e reiterou a sua oposição à oferta do banco italiano alegando que "não gera valor suficiente".
As conversações entre ambos os bancos nas últimas semanas não resultaram em qualquer acordo e o Commerzbank acusou o banco italiano de que os comentários e publicações emitidos recentemente não foram consensuais, gerando uma "atitude que dificulta a criação da confiança mútua necessária para uma transação bem-sucedida".
"Durante este período, o UniCredit não formulou qualquer pedido ou sugestão específica, por exemplo, em relação ao modelo de negócio do Commerzbank ou a possíveis áreas de cooperação; nem propôs qualquer elemento-chave para uma possível transação", afirma em comunicado o banco alemão.
No dia 03 de abril, o UniCredit convocou uma assembleia extraordinária de acionistas para o início de maio com o objetivo de aprovar um aumento do seu capital social através da emissão de 470 milhões de ações para poder levar a cabo a aquisição do banco alemão.
"Na opinião do Commerzbank, os pilares da transação, agora descritos verbalmente pelo UniCredit, não demonstraram um potencial de criação de valor suficiente para os seus acionistas para além da estratégia atual e do seu horizonte de planeamento", lê-se no comunicado do Commerzbank.
Assim, a entidade alemã mantém a sua posição e aponta para a divulgação dos seus próximos resultados trimestrais, em 08 de maio, para defender o seu bom desempenho financeiro de forma independente, momento em que antecipa que irá melhorar as previsões.
Não obstante, o banco alemão "continua aberto a conversações e propostas que gerem valor concreto para os seus acionistas e partes interessadas".
A UniCredit apresentou no dia 16 de março uma oferta pública de aquisição voluntária sobre o banco alemão mediante uma troca de ações, com o objetivo de superar o limiar de 30% do capital social, embora tenha assegurado que não quer assumir o controlo da entidade germânica.