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Novo Banco: Auditoria à reestruturação de dívida de Luís Filipe Vieira está em curso

António Ramalho disse aos deputados, na comissão de Orçamento e Finanças, que a auditoria à reestruturação de dívida de Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, ainda está em curso.

António Pedro Santos
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 15 de Setembro de 2020 às 17:06
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A Promovalor, o grupo económico ligado a Luís Filipe Vieira, provocou perdas de vários milhões ao Novo Banco. De acordo com António Ramalho, CEO da instituição financeira, o Fundo de Resolução pediu uma auditoria a este caso específico. Uma análise que ainda está a decorrer. 

O gestor respondia a questões colocadas pela deputada do Bloco de Esquerda Mariana Mortágua sobre os principais devedores do banco, nomeadamente a empresa do presidente do Benfica. Isto numa audição agendada para esta terça-feira sobre as vendas de ativos do Novo Banco e a auditoria da Deloitte aos atos de gestão do banco e do bes. 

"A sra deputada resolveu falar de clientes concretos. Eu não considero que tenha condições para falar aqui", começou por dizer António Ramalho. Ainda assim, o gestor disse que "não houve, em algum caso, aumento de exposição" ao grupo referido por Mortágua. Ou seja, o grupo económico de Luís Filipe Vieira.

O CEO do Novo Banco disse ainda aos deputados que o Fundo de Resolução pediu uma auditoria específica sobre esse caso, que está em curso.

Foi na semana passada que o Correio da Manhã avançou que, entre agosto de 2014 e dezembro de 2018, o Novo Banco teve perdas de 225,1 milhões de euros com o grupo económico de Luís Filipe Vieira, atual presidente do Benfica, que é um dos maiores devedores do antigo BES.

Segundo a auditoria feita pela Deloitte, citada pelo jornal, a dívida total da Promovalor à instituição liderada por António Ramalho ascendia a 760,3 milhões de euros.

Os prejuízos causados pelo grupo de Vieira resultam sobretudo de imparidades e desvalorização de dívida que fora convertida em VMOC, no âmbito da reestruturação feita em 2011; e desvalorização de ativos imobiliários que tinham sido financiados pelo BES, como vários terrenos, um hotel no Brasil ou um edifício de escritórios em Moçambique.

Sobre as notícias relativamente ao empréstimo de 28 milhões ao Benfica, Ramalho disse que este foi "dos assuntos que mais me escandalizou nos últimos tempos", adiantando que fez um pedido excecional ao presidente da SAD do Benfica para que "me libertasse pontualmente do sigilo bancário". Isto para esclarecer que a dívida de 202 milhões de euros do Benfica tem vindo a ser paga, naquele que é um "comportamento exemplar". 

(Notícia atualizada.)

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