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Acompanhar o Novo Banco é uma "tarefa extremamente complexa e difícil", diz Máximo dos Santos

O presidente do Fundo de Resolução defende que a entidade que lidera devia estar representada na administração do Novo Banco.

Máximo dos Santos lidera o Fundo de Resolução, que tem 25% do Novo Banco.
Duarte Roriz
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 16 de Setembro de 2020 às 10:41
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Luís Máximo dos Santos, presidente da Fundo da Resolução, afirma que o acompanhamento do Novo Banco é uma "tarefa extraordinariamente complexa". E defende que a entidade que lidera devia estar na administração da instituição financeira liderada por António Ramalho. 

"Esta tarefa que foi cometida ao Fundo de Resolução sobre os devedores do acordo de capital contingente é algo totalmente novo. Digo mesmo, não é uma tarefa de um banco central", disse o responsável aos deputados na comissão de Orçamento e Finanças.

E continuou: o acompanhamento do Novo Banco "é uma tarefa extraordinariamente complexa e difícil", notando que podiam "ter contratado um assessor financeiro para realizar este trabalho, mas seríamos criticados por gastar dinheiro". "Tínhamos no Banco de Portugal capacidade para fazer um trabalho bem feito", defendeu o responsável. 


Questionado se os poderes que o fundo tem são suficientes perante esta missão, Máximo dos Santos considera que seria importante que o Fundo de Resolução estivesse representado na administração do banco. "Os poderes do fundo são aqueles que emergem do contrato" de venda do Novo Banco. "E devo dizer que gostaria que o fundo estivesse representado na administração" da instituição.

O Fundo de Resolução está representado através da comissão de acompanhamento, um órgão consultivo que emite pareceres, nomeadamente sobre as operações de venda de ativos. "Parafraseando um anúncio: 'não é a mesma coisa'. Se tivessemos administradores seria melhor, mas isso não foi possível porque está assim definido nos compromissos", rematou Máximo dos Santos. 

O presidente do Fundo de Resolução está a ser ouvido no Parlamento sobre as vendas de imóveis e créditos do Novo Banco e que têm impacto nas injeções de capital do Fundo de Resolução no banco. A audição foi aprovada na comissão de Orçamento e Finanças, após requerimento do PS. 

Na terça-feira, também em audição também na comissão de Orçamento e Finanças, o presidente executivo do Novo Banco disse que não houve qualquer operação com prejuízos para o Fundo de Resolução sem que este tivesse dado autorização.

"Não há nenhuma transação que crie prejuízo ao Fundo de Resolução que o Fundo de Resolução não autorize previamente", afirmou António Ramalho. O gestor disse ainda que, em vários casos, o fundo considerou que as vendas de alguns ativos provocariam prejuízos que não se justificavam, tendo essas operações sido anuladas.

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