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Investidores portugueses descartam informação dada aos balcões. Acreditam mais na experiência própria

O inquérito sobre o perfil dos investidores realizado pela CMVM mostra que os portugueses têm pouco apetite pelo risco. PPR, ações, fundos de investimento e produtos do Estado são as principais apostas.

bolsa mercados operador bloomberg
bolsa mercados operador bloomberg José Manuel Ribeiro/Reuters
18 de Junho de 2019 às 13:14

Na hora de fazer decisões de investimento, a esmagadora maioria dos investidores portugueses dá mais importância à experiência própria em operações anteriores do que ao aconselhamento obtido ao balcão da instituição onde aquirem o produto. A informação divulgada por meios de comunicação também é considerada pouco ou nada relevante por uma boa parte dos investidores, enquanto o aconselhamento dado por um analista financeiro é uma das fontes de informação mais valorizadas.

Estas são algumas das conclusões do mais recente inquérito sobre o perfil do investidor português, realizado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários durante o ano passado, cujos resultados foram divulgados, esta terça-feira, 18 de junho, no site do regulador dos mercados. O relatório agora apresentado conta com as respostas de mais de 2.300 participantes, dos quais 52% são classificados como investidores (já que possuíam à data das respostas pelo menos um ativo financeiro) e os restantes são não investidores.

Os resultados ilustram, desde logo, um perfil com pouca apetência para o risco. Entre os investidores, só 41% se caracteriza a si próprio como "propenso" ou "muito propenso" ao risco. Por outro lado, 33% classifica-se como "avesso" ou "muito avesso" ao risco, enquanto 27% considera-se neutro neste campo. Entre os não investidores, aqueles que fogem do risco representam a maioria (45%).

Já quanto ao tipo de ativos que compõem a carteira dos investidores, há quatro produtos que são claros favoritos nas preferências dos portugueses: mais de 62% detinha planos de poupança para a reforma (PPR), 60% tinha ações e perto de 55% apostava em fundos de investimento. Logo a seguir vêm os produtos financeiros do Estado (certificados de aforro, certificados do Tesouro e obrigações do Tesouro), que surgem em 49,5% das carteiras dos investidores.

Nos restantes produtos, a aposta é menor. Os produtos financeiros complexos e as obrigações de empresas constavam ambos em pouco mais de 20% das carteiras dos investidores. Cerca de 13% apostou em "crowdfunding" e menos de 10% investiu em bitcoins e outras moedas digitais. Só 2,4% investiu em papel comercial.

No que diz respeito ao processo de tomada de decisão, a CMVM conclui que "não é atribuída a mesma relevância a todas as fontes de informação". Menos de metade dos que responderam ao inquérito (41,7%) dá "muita ou extrema importância à informação obtida através do aconselhamento no balcão da instituição onde adquirem o produto". O mesmo é sentido em relação à informação veiculada pelos meios de comunicação: "25,5% classifica nada relevantes (e 24,4% consideram um pouco importantes) os programas de televisão, artigos de jornal e rádio", indica a CMVM.

Em sentido contrário, 70,9% considera "muito ou extremamente importante o conselho de um analista financeiro, de uma pessoa que faça aconselhamento financeiro ou de entidades especializadas (que não a instituição onde adquirem o produto)".

É a experiência obtida em aquisições anteriores que tem maior relevância entre os investidores portugueses: oito em cada 10 considera que este fator é "muito ou extremamente relevante".

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