Banca & Finanças Lucros do BCP quase duplicam até Setembro

Lucros do BCP quase duplicam até Setembro

O banco liderado por Miguel Maya fechou os primeiros nove meses do ano com um lucro de 257,5 milhões de euros.
Lucros do BCP quase duplicam até Setembro
Lusa
O BCP fechou os primeiros nove meses do ano com um resultado líquido de 257,5 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 93% face ao mesmo período do ano passado, revelou o banco em comunicado para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) esta quinta-feira, 8 de Novembro. Isolando o terceiro trimestre, os lucros mais do que duplicaram para 106,8 milhões de euros, superando as estimativas do BPI que apontava para um valor médio de 93 milhões de euros.

 

O banco presidido por Miguel Maya sublinha que a actividade em Portugal deu um contributo de 115 milhões de euros até Setembro, face aos 800 mil euros registados no mesmo período do ano anterior. 

 

A margem financeira somou 2,9% para 1.052,8 milhões de euros, que o banco justifica com a descida do custo da dívida emitida e do custo dos depósitos.

 

Já as comissões líquidas somaram 3% para 510,1 milhões de euros, "uma evolução favorável", como classificou Miguel Maya.

 

Já outros proveitos decresceram 6,2%, que o CEO explica dever-se à venda de activos não performantes, os chamados "non-performing exposures" (NPE), que incluem crédito malparado e imóveis.

 

Custos aumentam com devolução salarial

Em relação aos custos operacionais, houve uma subida de 8,6% para 754,2 milhões de euros, sendo que Miguel Maya evidencia o crescimento dos custos não recorrentes, na ordem dos 3,3%, com o banco a atribui ao encargo adicional com a reposição dos salários, que teve lugar, depois dos cortes salariais que estiveram em vigor entre 2014 e 2017.

 

As imparidades afundaram 31% para 431,4 milhões de euros, com especial destaque para a evolução em Portugal.

Crédito desce em Portugal 

Em termos de balanço, a carteira de crédito cresceu 0,8% para 51.150 milhões de euros, caindo 0,1% nas empresas (construção, sobretudo), mas somando 1,6% nos particulares. O crédito cresce com o apoio das actividades no estrangeiro (5,6%), já que na actividade doméstica houve uma quebra de 0,8%.


Houve uma descida no rácio de NPE e de malparado. Nos NPE, desceu de 15,9%, em Setembro de 2017, para 12,3%, um ano depois. No malparado (NPL), o rácio desceu de 9,3% para 7,4% nas mesmas datas. As NPE totalizam 5.546 milhões de euros em Portugal.

 

Nos recursos de clientes, houve um aumento de 5,5% para 72.786 milhões de euros, com os depósitos a somarem 5,8%, abaixo da evolução positiva de 6,8% nos activos fora de balanço (activos sob gestão, fundos, etc).


(Notícia actualizada pela última vez às 17:30 com mais informação)



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